A história é sem dúvida burlesca. Um
homossexual que acorda e não se lembra da sua orientação sexual é a premissa
base para uma série de situações pouco prováveis. Edgar Pêra, agora numa
vertente mais comercial, conduz o filme por entre planos apertados dos
actores (e em especial das narinas de Rui Unas), efeitos psicadélicos num bar
de strip, avalanche de livros, sushi inesperado, nonsense e personagens
excêntricas … completamente excêntricas.
Diogo Morgado e Jorge Corrula assumem os
papéis principais. A personagem de Diogo Morgado, em completo estado amnésico,
é a mais credível. Já a personagem de Jorge Corrula é algo exagerada em
trejeitos, comportamentos e falas.
Gargalhadas garantidas com o editor de
João Salgado (actor Rui Melo), o escritor lunático e falhado Ricardo (actor
Nuno Melo) e o artista francês Pierre Cabace (actor Philippe Leroux).
É uma comédia simples e leve para um fim
de tarde e que demostra que a rir se pode dizer muitas verdades sobre as
relações. O final tem uma “lição” moral, que muita gente devia conhecer sobre
altruísmo. Gostei!
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| Imagem retirada da Internet |














