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sábado, 29 de novembro de 2014

Virados do Avesso

A história é sem dúvida burlesca. Um homossexual que acorda e não se lembra da sua orientação sexual é a premissa base para uma série de situações pouco prováveis. Edgar Pêra, agora numa vertente mais comercial, conduz o filme por entre planos apertados dos actores (e em especial das narinas de Rui Unas), efeitos psicadélicos num bar de strip, avalanche de livros, sushi inesperado, nonsense e personagens excêntricas … completamente excêntricas.

Diogo Morgado e Jorge Corrula assumem os papéis principais. A personagem de Diogo Morgado, em completo estado amnésico, é a mais credível. Já a personagem de Jorge Corrula é algo exagerada em trejeitos, comportamentos e falas.

Gargalhadas garantidas com o editor de João Salgado (actor Rui Melo), o escritor lunático e falhado Ricardo (actor Nuno Melo) e o artista francês Pierre Cabace (actor Philippe Leroux).

É uma comédia simples e leve para um fim de tarde e que demostra que a rir se pode dizer muitas verdades sobre as relações. O final tem uma “lição” moral, que muita gente devia conhecer sobre altruísmo. Gostei!

Imagem retirada da Internet

domingo, 23 de novembro de 2014

Serena

Depois de “Guia Para Um Final Feliz” e “Golpada Americana”, a tela junta novamente Bradley Cooper e Jennifer Lawrence num filme completamente diferente. Confesso que as expectativas eram altas e talvez por isso não tenha saído a adorar o filme. Mas também não saí a odiar. Fiquei num meio-termo muito bem equilibrado.  

São 109 minutos com amor, ódio, ciúme, lealdades cegas, traições, paisagens idílicas, caça, suspense (q.b.) … e muita madeira. Em termos de ritmo, bem, o filme “Serena” é mesmo sereno. A cadência é lenta o suficiente para apreciar a fotografia e todos os pormenores expressivos das personagens. E para mim é neste ponto que o filme ganha – as interpretações. Em especial, a interpretação de Jennifer Lawrence. Num papel de femme fatal incomum para 1929, Lawrence confere intensidade e emoção a uma poderosa Serena.
 
Imagem retirada da Internet
 

 
 

domingo, 9 de novembro de 2014

Interstellar

Não há regra sem excepção e neste caso a excepção foi este filme. Por norma não sou fã dos filmes de ficção científica, mas as críticas fizeram-me ficar com a pulga atrás da orelha. E não fiquei desiludida, muito pelo contrário.

São 169 minutos “vividos” em contra-relógio pelo ex-piloto da Nasa Cooper (Matthew McConaughey) e Dra. Amelia Brand (Anne Hathaway), que tentam a todo o custo salvar uma “Terra” moribunda e castigada pelas alterações climáticas. Apesar de retratar uma viagem espacial, o filme não se resume a isso. Como já é habitual em Nolan são os laços humanos, as relações familiares e os sentimentos que assumem o papel principal. Num filme onde horas são anos, buracos negros são portas de oportunidades e o amor transcende a dimensão espácio-temporal … o “É impossível! Não, é necessário” (dialogo entre Brand e Cooper) assume uma outra dimensão e põe a nu a vulnerabilidade do ser humano.

O facto do filme se basear nas teorias do físico Kip Thorne torna-o intelectualmente desafiante e cientificamente plausível, mas acessível a quem é leigo na matéria de wormholes ou campos gravitacionais.
 
A banda sonora do compositor Hans Zimmer faz o resto. Dust e Final Frontier são as minhas preferidas.


Imagem retirada da Internet


sábado, 25 de outubro de 2014

Fúria

Se há uma frase capaz de descrever o filme, essa frase é “os ideais são pacíficos, a história é violenta” proferida pelo sargento Don "Wardaddy" Collier (interpretado por Brad Pitt).

Com uma atenção cirúrgica e absolutamente impressionante, David Ayer (realizador e argumentista) recria o cenário infernal da II Guerra Mundial. E Brad Pitt, Shia LaBeouf, Logan Lerman, Jon Bernthal, Michael Peña, Jason Isaacs e Scott Eastwood dão rosto, carisma e emoção aos traumas, esperança e espírito de camaradagem em tempo de guerra.  

A tática, a logística, a brutalidade e a crueza das cenas de confronto são de tirar o fôlego. É matar ou ser morto, sem lugar a hesitações. Nas trincheiras, o olhar duro e sem contemplações continua. A imundice, as poças de sangue, os corpos apodrecidos empurrados pelas escavadoras e os cadáveres dissolvidos na lama produzem uma imagem forte no grande ecrã. E para mim é esta abordagem honesta e fiel do inferno vivido durante a guerra que faz a diferença neste filme.
 
 

domingo, 19 de outubro de 2014

O Juiz

A duração do filme (142 minutos) pode “assustar” algumas pessoas, mas o filme está longe de ser cansativo. Com uma narrativa cadente e com cenas memoráveis é um filme sobre as relações familiares, que aposta num enredo repleto de tramas paralelos.

A dinâmica entre Robert Duvall e Robert Downey Jr. é excepcional. Duvall (do alto dos seus 83 anos) emprega um cunho muito próprio ao austero e implacável juiz. Já Robert Downey Jr. surpreende. O actor conhecido pelo eterno papel de Tony Stark (em Homem de Ferro) assume neste filme um papel que alterna entre o drama e o humor sarcástico.

A realização de David Dobkin completa o filme com enquadramentos em contraluz e planos que acentuam a carga dramática.   

O final, que guarda algumas surpresas, foge ao típico … e quase se pode dizer que fica em aberto.
 
Imagem retirada da Internet
 

domingo, 12 de outubro de 2014

Aproveita a Vida Henry Altmann

Uma comédia divertida e comovente de Phil Alden Robinson, que nos permite ver mais uma vez em tela o actor Robin Williams numa interpretação singular.

Aliás é difícil ver este filme sem pensar que é o último de Robin Williams, o que acaba por dar ao enredo do filme uma outra dimensão. A mensagem de despedida de Henry Altmann (personagem interpretada por Robin Williams) para o seu filho, “quando vires este vídeo já estarei morto”, é apenas um dos muitos exemplos que pontuam o filme e que lhe dão uma maior carga emocional.  

Robin Williams domina o filme do princípio ao fim num equilíbrio (que poucos conseguem dominar) entre a comédia e o drama. Num momento estamos irritados com o feitio irregível da personagem, noutros queremos que ele se reencontre com a família, emocionamos com os seus monólogos e rimos à gargalhada com o humor simples e as cenas caricatas que caracterizam os 90 minutos de Henry Altmann.   

É um filme ligeiro, mas que nos obriga a pensar e a refletir.

Imagem retirada da Internet

domingo, 5 de outubro de 2014

The Equalizer - Sem Misericórdia

Um filme com Antoine Fuqua e Denzel Washington pedia um enredo um bocadinho melhor. O argumento é claramente o de um “thriller comercial”, já visto e revisto em diversas versões. Neste aspeto o filme não traz novidade. Um agente “que sai das boxes” para aniquilar russos e acabar com a corrupção numa cidade é idealistas, mas é um formato que vende.  
 
Por outro lado, a realização de Antoine Fuqua e a interpretação de Denzel Washington elevam a qualidade do filme. As cenas de luta cronometradas e coreografadas ao segundo e ao milímetro fazem “subir” a adrenalina da assistência. E as inúmeras formas de aniquilação dos bad boys são excêntricas e engenhosas. Depois de ver este filme passamos a olhar para os saca-rolhas, pisa-papéis, pistolas de pregos, berbequins, extintores e arame-farpado com outros olhos.       
 
Imagem retirada da Internet
 

domingo, 28 de setembro de 2014

Os Gatos Não Têm Vertigens

Um filme de António-Pedro Vasconcelos, que conta com os atores Maria do Céu Guerra, Nicolau Breyner, Ricardo Carriço, Fernanda Serrano e João Jesus nos principais papéis.
 
Não concordo com as críticas que apontam o filme como uma má versão de Oliver Twist. Pelo contrário, acho que é um filme que destaca e põe em confronto duas realidades fraturantes da nossa sociedade atual: a solidão na velhice e o relacionamento (ou a falta dele) entre pais e filhos. É verdade que tem uma primeira parte lenta e que quem viu o trailer do filme chega ao intervalo com a perfeita noção, que grande parte do desenrolar da história vai-se centrar na segunda parte. Mas mesmo assim não deixa de ser um filme de boa qualidade e com interpretações estupendas. Confesso que a minha preferência vai para atriz Maria do Céu Guerra, que dá rosto à “solidão” de uma forma acutilante e bem-humorada. 
 
Imagem retirada da Internet
 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Os Mercenários 3 (The Expendables 3)


Sem qualquer restrição no orçamento, o filme junta os “pesos pesados” e musculados (musculados q.b., porque a idade já pesa) do cinema.

Sylvester Stallone, Jason Statham, Randy Couture, Wesley Snipes e Dolph Lundgren constituem o núcleo duro da trama aos quais se juntam os actores Mel Gibson, Antonio Banderas, Harrison Ford e Arnold Schwarzenegger. A trama, apesar de seguir a “receita para o sucesso” dos filmes do mesmo género, nada deixa a desejar em termos de cenas de acção. Tiros, explosões, acrobacias (impossíveis) e o regresso destes veteranos aos ecrãs dão por bem gasto o valor do bilhete.

O desempenho de Mel Gibson no papel de vilão, a personagem que fala pelos sete cotovelos do Antonio Banderas e a “química sarcástica” entre Stallone e Statham dão ao filme uma “lufada” de comédia (na dose certa).

O elenco “juvenil” (em comparação com o restante elenco) deixa a desejar. O sangue na guelra não está presente e os veteranos do filme ganham por K.O. em termos de desempenho.

Os veteranos dão bem conta do recado … "Boys with toys, men with guns"!
 
Imagem retirada da Internet
 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Oh Captain, my Captain ...

Morreu o ator Robin Williams.

Pensei se escrevia ou não este post, porque não gosto de perdas, não gosto de despedidas e evito a todo o custo o assunto na minha vida pessoal.

Mas, caramba morreu o meu ator preferido. Um dos poucos atores que me conseguiu fazer rir e chorar com a mesma intensidade. Um dos poucos atores, cujas interpretações, eu vejo, revejo e descubro sempre novos pormenores e novos sentidos.

O filme “O Clube Dos Poetas Mortos” será sempre um dos meus filmes preferidos e a frase “Good Morning, Vietnam!” continuará a ser a resposta no meu grupo de amigos aos meu “bom dia” sonoro todas as manhãs, quando toda a gente ainda está ensonada.

Morreu o ator Robin Williams, mas “seize the day boys” … e obrigada pelas horas de divertimento e inspiração.
 
 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

#8 Sugestão para o fim-de-semana … Cinema ao ar livre


Se é uma moda … que venha para ficar!

Este ano são várias as cidades que estão a organizar sessões de cinema ao livre. Para além de ser uma forma diferente e agradável de ver ou rever um filme é sem dúvida uma forma mais económica de o fazer (a entrada é livre).

Aqui ficam algumas das cidades, que se transforma em salas de cinema em Agosto:


9 de Agosto – “A Mulher que Viveu Duas Vezes”

16 de Agosto – “Manhattan”

23 de Agosto – “Requiem”

30 de Agosto – “A Arca Russa”


12 de Agosto – “Ladrões de Bicicletas”

13 de Agosto – “Os Caçadores de Tesouros”

14 de Agosto – “A Gaiola Dourada”

19 de Agosto – "Um Americano em Paris”

20 de Agosto – “As Ondas de Abril”

21 de Agosto – “A Vida Secreta de Walter Mitty”

26 de Agosto – “A Lancheira”

27 de Agosto – “Grand Budapest Hotel”


17 de Agosto – “O Homem da Câmara de Filmar” - Antigo Cinema Condes, Odeón e Olympia | R. dos Condes

18 de Agosto – “O Desprezo” - Antigo Cinema Monumental | Largo do Saldanha

24 de Agosto – “Belíssima” - Antigo Salão Lisboa | R. Senhora da Saúde, Martim Moniz

25 de Agosto – “As Praias” - Frente ao Cinema São Jorge | Avenida da Liberdade

31 de Agosto – “Helzapoppin” - Antigo Real Colyseu de Lisboa | Largo do Intendente


9 de Agosto – “Amigos Improváveis”

16 de Agosto – “O Menino Nicolau”


9 de Agosto – “The Quiet Ones” - Jardins do Palácio de Cristal – Gruta

15 de Agosto – “Noé” - Praça de Liége

16 de Agosto – “Como treinares o teu Dragão 2” - Rua das Flores

22 de Agosto – “Agentes Universitários” - Praça Dr. Francisco Sá Carneiro

23 de Agosto – “O Fantástico Homem Aranha 2” - Praça dos Poveiros

29 de Agosto – “O Planeta dos Macacos – A Revolta” - Praça das Cardosas

30 de Agosto – “The Monumments Men – Caçadores de tesouros” - Praça D. João I


14 de Agosto - “Gato Preto Gato Branco”

21 de Agosto - “Aquele Querido Mês de Agosto”

28 de Agosto - “Trinitá, o Cowboy Insolente”

 


segunda-feira, 28 de julho de 2014

“Sex tape - O Nosso Vídeo Proibido” …

Arranca algumas gargalhadas, mais em resultado das situações caricatas e absurdas em que as personagens se veem envolvidas, do que graças ao texto do guião.

Um filme caseiro de sexo, que acaba por engano na iCloud, é o mote para uma série de aventuras e desventuras, que levam a um “encontro pugilístico” com um pastor alemão, a chantagem por parte do filho do amigo, a um “assalto” aos armazéns de uma empresa online de vídeos pornográficos e a duas quedas aparatosas. O enredo é forçado e irrealista, uma vez que tudo podia ser resolvido com a simples eliminação do vídeo da iCloud, logo nos momentos iniciais do filme. A publicidade à Apple é uma constante, tal como o closes apertados dos rabos dos protagonistas. Basicamente, para quem gosta de rir sem olhar ao enredo e/ou é apreciador do(s) rabo(s) da Cameron Diaz e/ou do Jason Segel, o filme é uma boa aposta.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

#6 Sugestão para o fim-de-semana … Porto para todos

Ora bem, por onde começar. Festa da Família no Parque da Cidade parece ser um bom ponto de partida. No Sábado, entre as 10h e as 23h, o Parque da Cidade recebe fanfarras, monociclos, caricaturistas, malabaristas, trampolins, pinturas faciais, jogos tradicionais, picadeiros, cinema ao ar livre, lançamento de papagaios e a segunda edição da Maratona do Cão. Para os amantes de música decorrem em Gaia vários concertos com entrada livre, apenas limitada a lotação do espaço.
 
Rita Ruivo: 18h - Praça Sandeman e às 20h - Palco 1 Cais de Gaia
Rui Oliveira: 18h15 - Palco 2 Cais de Gaia e às 19h30 - Praça Sandeman
Com~Tradição: 19h - Palco 1 Cais de Gaia e às 20h15 - Palco 2 Cais de Gaia
 
Para fechar o dia existem duas opções à mesma hora. Por volta das 22h decorre o concerto dos Deolinda no Parque da Cidade. Simultaneamente, na Serra do Pilar (e com entrada livre, apenas limitada a lotação do espaço) decorre o projecto Fado sinfónico com Cristina Branco, Camané e a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música. Este último concerto encerra o programa “Cais de Fado” que conta hoje (sexta-feira, 25 de Julho) com a presença da fadista Mariza num concerto a realizar também na Serra do Pilar.
 

Domingo! Domingo é dia de cinema. O filme “O Nosso Vídeo Proibido” com Cameron Diaz e Jason Segel promete algumas risadas.
 
Para sugestões sobre locais a visitar na cidade do Porto pode ver o post "Porto: património, rio, francesinhas e vinho do porto"
 
 
 

sábado, 19 de julho de 2014

Cinema e macarons …

Acho que estas duas palavras são um resumo perfeito de um sábado de “preguicite aguda”, que o tempo (não de verão) teima em prolongar.
O filme escolhido foi a comédia “Agentes Universitários” (“22 Jump Street”) da dupla Phil Lord e Chris Miller. Não fui com uma ideia predefinida sobre o filme. Aliás, confesso que a escolha do filme baseou-se muito na “fama que persegue” os atores, nomeadamente Jonah Hill e Channing Tatum. O filme (ou melhor o seu enredo) não inova em relação ao filme anterior (“Agentes Secundários”), mas também não desilude. A sequela é mais musculada (principalmente, por parte de Channing Tatum) e repleta de bons momentos de descontração e diversão. Com um humor que alterna entre a sátira inteligente e a caricatura, onde o humor físico e de circunstância estão bem presentes do princípio ao fim do filme. Por falar em fim, este filme deve ser dos poucos que leva o espectador a ficar até ao final dos créditos finais. Enquanto os créditos finais “passam”, o espectador é presenteado com uma aguçada crítica à situação atual da indústria cinematográfica americana.

 
 
 Para finalizar com chave de ouro, em duas passadas fui até à Arcádia, e comprei uma caixinha de macarons … Mimos, só mimos hoje. Tão bom!  

Macaron de chocolate, de vinho do Porto e de laranja (de baixo para cima)