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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Ó férias, ó férias ... trabalho à vista!

Pois é, pois é … as férias já acabaram, eu é que ainda não tive tempo para pôr aqui o blogue a “botar faladura” sobre o assunto, sendo que os tópicos possíveis são imensos e de basto interesse (não são, mas vamos fazer de conta que sim!), por exemplo “que tempo manhoso é este que de manhã parece um inverno quentinho, de tarde parece uma primavera com descontrole hormonal e à noite temos um outoninho jeitoso, que nos deixa a casa igual a um forno depois do assadinho feito?”. Eu sei, é uma pergunta longa, mas é o que se arranja depois de uma semana já a todo o gás!

Outro tema simpático, malta que já fala no Natal e nas prendas … épa, ainda há saldos de verão, tenham lá calma com isso, de certeza que ainda sobram muitos monos para comprar em Dezembro! Não levem essa história do Natal é quando o comércio o homem quer muito a sério, porque vos faz mal à carteira à cútis (o stress deixa mossa em forma de pés de galinha e “carreiros” ao longo da face).  

E “prontus”, é tudo por agora … ah, se tiverem a gentileza de me explicar o que é o Periscope, eu agradecia. É que eles e elas “periscopam” … mas eu não “periscopo” nada daquilo.

Imagem retirada da Internet
 

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Carta à senhora que trabalha numa loja de gomas, num shopping perto de mim …

Minha cara ex-tentadora e recém-desmotivadora do meu vício por gomas.

Venho por este meio informá-la, que as escadas rolantes em frente à loja não funcionam como uma barreira à visualização do seu trabalho, muito pelo contrário, permitem uma observação atenta (estamos ali parados, não há muito mais a fazer).

Usar luvas, quando manuseia é um ponto a seu favor, espirrar para cima delas e continuar a mexer nas gomas como se nada fosse não é.

Não resistir à caixa dos ursinhos fofinhos e docinhos (eu percebo) é uma tarefa difícil, usar a pinça da caixa para coçar as costas, ombro e coxa é nojento (é um big NO, ok?).

Aproveitar uma caixa transparente como “misturadora” de gomas (para fazer o sortido) é um excelente exemplo de reutilização e aproveitamento, mas usar a mesma caixa para guardar os clipes é levar demasiado a sério a história da reciclagem de material.

O meu estômago despede-se com saudade, o meu pâncreas agradece os seus serviços e eu … veja lá isso, está bem? O nojo está na vista e torna-se difícil impossível ser consumidora da sua loja.

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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Ter suecas lá em casa tinha que dar asneira …

São as filas para entrar e para sair. São as acrobacias por entre corredores. São as excursões que os espanhóis lá fazem (no Porto, às vezes, ficamos na dúvida se estamos no IKEA ou no El Corte Inglês de Vigo). É o raio do mini-mini-lápis, que seria jeitoso se eu tivesse 4 anos e meio. É o papelinho das referências, que não foi feito para aceitar carvão à primeira. É o jogo de tetris, que consiste em enfiar caixas espalmadas e com 2 km de comprimento num carro normal. São as instruções com mais bonecos, do que um livro de banda desenhada do Tio Patinhas. Mas “prontus” … no fim de tudo isto, a “sueca” estava montada e prontinha a usar. Estava! Porque agora já não está!


Agora venham-me dizer que a culpa é minha, que “ai e tal, montaste a tua mal, porque sempre que a gente passa, ela abana-se toda!”. Pois abana-se … não está pregada à parede e talvez (mas só talvez) porque me sobraram três peças e não era suposto. 

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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Quando começam a cair como tordos … acham que dá muito nas vistas se eu desertar?

Não é por nada, mas uma pessoa senta-se quietita e “sessugadita” na sua cadeira, e de um momento para outro dizem-lhe:

- Começo a ficar preocupada. No passado fim-de-semana, estive numa festa de família e na segunda três pessoas que lá estiveram deram entrada no hospital. Na terça foram os meus pais, que se começaram a sentir-se mal e agora estão a tomar penicilina. Ontem foram os meus primos e o meu irmão, que tiveram que ir às urgências.

Eu: Terá sido da comida?

- Não os médicos já excluíram isso. E o meu irmão, que tomava desde segunda brufen e aspirina, está agora cheio de manchas na pele. Os outros estão com febres altas, vómitos e diarreia.

Eu (já na fase de “eu sei que tenho luvas de latex e desinfectante algures”): Mas tu sentes-te bem, não sentes?

- O meu marido, que não foi à festa, acabou de me ligar. Está com os mesmos sintomas. Se calhar, estou a “incubar”!

Perante isto, eu educadamente "meto a viola ao saco":
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E penso "as férias estão à porta: espreguiçadeira ou cama de hospital?":
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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Psst … cheguem aqui! Cabelos brancos, têm?

Sentem-se sortudos ou sortudas por terem? É que eu supostamente tenho que me sentir.

Queixo-me que tenho três cabelos branco a jogarem à bisca lambida na parte da frente da cabeça e um salão de jogos ilegal na parte detrás e a minha Mãe responde-me com:

- Tens sorte, eu aos 18 anos já tinha uma madeixa branca e com a tua idade tinha o cabelo TODO branco.

Queixo-me que os cabelos brancos resolveram crescer em formato carapinha e desta vez quem contra-argumenta é a minha cabeleireira:

- Tens sorte, se fossem lisos ficavam espetados tipo pala à Tintin e seria quase impossível de esconder.

Queixo-me … quer dizer ainda não me queixei, que tenho só cabelos brancos do lado esquerdo da cabeça e vai-se a ver também terei sorte! Como eles crescem à velocidade da luz, terei sorte, porque quando chegar à altura do Carnaval já terei a máscara prontinha a usar … serei a Cruella de Vil. 
 
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terça-feira, 14 de julho de 2015

Beija-me Depressa …

É uma das maiores e mais antigas celebrações do país, só ocorre de quatro em quatro anos (no início do mês de Julho) e eu já andava há anos para ver o ponto alto da festa que é o desfile dos tabuleiros.

Ao longo de 5 km, as mulheres das 16 freguesias de Tomar transportam à cabeça tabuleiros decorados com flores de papel, espigas de trigo, 30 pães (de 400 gr cada) distribuídos por 5 canas, que saem de um cesto de vime envolvido por uma pano branco bordado. O topo de cada tabuleiro é composto por uma coroa encimada pela Cruz de Cristo ou a Pomba do Espírito Santo. No total, cada tabuleiro pesa entre 15 kg e os 30 kg … ai, meu rico pescocinho e cabeça, que ficavam tortos para o resto da vida!



Mas vamos lá ao “Beija-me Depressa”, que foi por isso que vocês aqui vieram … seus marotos! O “Beija-me Depressa” são uns docinho de ovos da Pastelaria Estrela de Tomar, que tal como os beijos, é impossível ficar só por um!
 
 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Não é o algodão que não engana … são as fotografias

Nunca subestimem a capacidade de uma máquina digital com flash e a suas capacidades em revelar factos escondidos ou negligenciados. Em meia dúzia de fotografias constatei que:

- A camisola “fresquinha” (aquela que a gente olha e pensa “sim senhora, tu és óptima para um dia quente de verão”) é na realidade semitransparente. E basta um flash a menos de um metro de ti para que a fotografia fique a parecer um raio X.

- No “sistema métrico” da minha cabeleireira, o conceito “3 dedos” é completamente distinto do meu e assemelha-se mais a um “corte um palmo”.

- O meu cabelo depois de um dia de sol abrasador e uma noite em que a brisa soprava um bocadinho mais forte do que é normal fica igual a um ninho … a um ninho capaz de albergar uma família de quatro ratazanas gordas.

Imagem retirada da Internet

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Assumo! Vivo numa relação de amor-ódio …

Eu sou teimosa, mas ele é muito mais. Eu gosto de tudo muito certinho, ele gosta de tudo desalinhado. Eu gosto de rápido e eficiente, ele prefere devagar e com mimo. Eu gosto de coisas simples, ele gosta de ser criativo e inovador. Eu tenho uma personalidade assertiva, ele é mais inconstante do que um cata-vento. Passamos a vida a discutir e quase sempre ele leva a melhor. Somos incompatíveis, mas vivemos juntos há anos.

Eu e o meu cabelo temos uma relação de amor-ódio, mas de hoje não passa … vais à tesoura, meu querido! E atreve-te a ficar igual a um cogumelo, ou espetado como um carapau, ou com mais ondas do que um mar revolto, ou ficares com dúvidas sobre a tua orientação (tenho uma novidade para ti, és ondulado … conforma-te) … atreve-te a ser prima-dona e vais à maquina zero.
 
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O mais provável é eu só cortar as pontas e sair de lá praticamente igual à forma como entrei!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Deve ser lixado … para não dizer outra coisa!

Deve ser lixado passar o dia a vestir e a despir a pele de cordeiro de acordo com a ocasião, pentear e encaracolar aqueles caracóis constantemente para que não se note o pêlo de lobo sarnento, que teima em aparecer.

Deve ser lixado passar dias e dias a “lamber” tudo e todos … a língua deve ficar tão exaurida. Para cúmulo estamos na época dos gelados, obrigar a língua a trabalhos forçados devia ser considerado exploração laboral!

Deve ser lixado espetar uma faca nas costas e não obter a reacção esperada. Passar o dia a afiar a faca, a estudar o ângulo e a altura ideal para “actuar” e depois …ops, nada acontece! Mas convenhamos, quem é que no seu perfeito juízo quer confrontar ou contra-argumentar com um animal (racional) rodeado por uma manada amestrada? Ignorar, ou fingir que se ignora, é tão mais interessante.

Mas lixado, mas mesmo lixado, deve ser o dia seguinte, em que um simples “bom dia” obriga a esconder o olhar no tampo da mesa … isso deve ser mesmo f#did#!
 
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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Parecendo que não, há que saber martelar …

Não é porque se deu a primeira e ela olhou, que podemos dar uma segunda capaz de criar um galo no topo da cabeça (até porque incomoda estar a ver o fogo-de-artifício com um galo a cantar à mesma hora).

Outro pormenor importante é a parte que se usa para martelar. Há a dura, há a mole e convém martelar com a mole … o estado meia atordoada, ligeiramente dorida e com um zumbido num ouvido, não abona a vosso favor. A não ser que queiram passar logo a ideia, que são parvos com uma falta de pontaria atroz. 

Depois assumam o acto. Não martelem e culpem o miúdo que esteja mais perto, o rapazinho fica assim com ar “não fiz nada, juro, foi este estúpido” e as mulheres gostam pouco de coninhas. Resolveste martelar uma nádega, assume, não culpes o miúdo!

Se tens uma namorada ciumenta, tem cuidado onde martelas! Martelar em velhinhas e crianças não cria situações constrangedoras, no limite podes martelar uma MILF (desde que mantenhas o ar “é com o mesmo respeito com que martelaria a tua mãezinha”), mas tudo o resto está interdito.

E agora para as meninas. Dizer: “Oh, que olhos tão bonitos! Onde é que está o teu paizinho?” … soa um niquinho a desespero de causa. Vejam lá isso, está bem! Para o miúdo foi o ponto alto da noite, para vocês não foi … não foi mesmo!

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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Para memória futura, porque não quero “estrafegar” mais um!

Já comprei um manjerico … agora, só tenho que o manter vivo até ao S. João! 

E isto de ser serial killer de manjericos é algo que deixa marca. Mal o comprei, o vendedor apressou-se a explicar que o “manjerico é como uma mulher”:

1) Tenho que falar diariamente com ele para ele não se sentir sozinho [só para que conste, acho que o meu é surdo, porque numa curva mais apertada, disse-lhe “segura-te” e ele esbardalhou-se ao comprido no tapete do carro]

2) Tenho que o levar a “passear” para ele apanhar sol em todos os lados [neste momento o meu já tem menos um lado ou melhor tem um lado recto e o outro redondo]

Agora chega a parte estranha da analogia “o manjerico é como uma mulher”

3) Tenho que lhe colocar a mão delicadamente e nunca o posso cheirar directamente …
4) Só o posso regar pelo pé …

 

O manjerico com a sua linda quadra e quando ainda tinha os lados todos iguais.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Aproveitem, porque amanhã os cartazes serão estes!

 

Apesar de ser solteira e boa rapariga (tem dias!), sou mais de frequentar as festas do S. João e do S. Pedro, do que as do Santo António. Casamenteiro por casamenteiro, acho que espero mais um par de anos e opto pelo S. Gonçalo da Amarante (casamenteiro das velhas) … não é por gostar mais do santo, é porque a caminho do santo existe uma pastelaria com uns bolinhos que são uma tentação!  
 

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Este terceiro calhau a contar do sol já viu melhores dias …

… ou pelo menos o meu facebook já viu melhores dias, hoje vai para lá um desfile de fotografias vintage com totós, soquetes brancos, golas em rendinha, saias de godés e uma série de frases inspiradoras como “deixem a criança que há em vós sair hoje!”.

Eu não era assim em criança! Não era imaculada, não havia nenhum totó que ficasse no topo da cabeça por mais de dois segundos e as únicas fotografias em que pareço uma bonequinha de porcelana são aquelas que a minha mãe tirou no segundo a seguir à sequência “banho - vamos vestir - pára quieta para a fotografia”. Era uma maria rapaz, mas uma maria rapaz com estilo e feminina.

Na feira popular, corria feita maluca directa ao carrossel com cavalos, motas, carros e barcos … resultado, tenho muitas fotografias em que a saia curta está puxada até à cinta e os collants estão a servir de calças.


Era exímia a trepar às árvores, mesmo quando estava de saia rodada (imensas meias rotas!). Usava joelheiras não por moda, mas por necessidade de tapar os buracos que fazia nas calças. Tive a fase “adoro carrinhos de corrida” misturada com a “vamos vestir e despir a Barbie trinta mil vezes” e o meu Nenuco preferido andou mais vezes em cima de um camião e pendurado na minha bicicleta, do que no carrinho de bebé que me ofereceram.

Não foi uma infância “múmia paralítica que fica perfeita nas fotografias” … mas foi uma infância muito divertida, mesmo MUITO divertida!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Por favor mostre-me o seu C.U. …

Hoje, dia 21 de Maio, além de ser dia da cachaça mineira no Brasil, dia Mundial para o Desenvolvimento Cultural, dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e Desenvolvimento e dia de aniversário de muita boa gente … é também o dia do meu aniversário!

Yupi, estou mais velha um ano! Estou um ano mais longe da frase chistosa “por favor mostra-me o teu C.U., porque de certeza que não tens mais de 18 anos” e um ano mais perto da frase espirituosa “por favor mostre-me o seu C.U., de forma a beneficiar do desconto sénior”. Estou mais velha é um facto, mas o raio das espinhas e borbulhas ainda não receberam o memorando de que esta “menina” já deixou a adolescência há alguns anos (hoje tenho uma precisamente no meio da testa) … à raça malvada (vou parecer um unicórnio em todas as fotografias)!

Já que é o “meu” dia … vá, mostrem o C.U. para comprovar a idade e brindem aqui com a Pitú a mais um aninho!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O meu smartphone tem um feitiozinho de … excremento!

Que não vos digo, mas conto. É que o caramelo adora, mas adora ali mesmo do fundo da sua capacidade pouco inteligente, tentar acabar as minhas frases com palavras que não lembra nem ao mais lunático dos seres vivos.

Bombarral recebe a simpática sugestão de “bimbarra” (pau que serve de alavanca) e “bombarda” (espécie de antigo morteiro que arremessava grandes pedras) … é impressão minha ou tenho um smartphone com tendências bélicas?!

Estou ainda no início da palavra “tabuleiro” e juro que se aquela sugestão de “tábua” “rabiosque” é uma indirecta … hoje o smartphone vai voar!

Mas nem tudo é mau! E dou a mão à palmatória, não é qualquer smartphone que perante a palavra “budget”, conhecendo tão bem a dona que cutuca o seu ecrã, sugere “burger” e “buffet” …
 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

É só para informar que eu gosto de escrever com os Cs e os Ps todos.

Se pelo título não chegaram à conclusão de que se trata de um post sobre o AO … meus meninos e minhas meninas, vossemecês têm uma mente muito maliciosa! Mas vamos ao que interessa. A partir de hoje, as novas regras do acordo ortográfico passam a ser obrigatórias em todo o lado ... em todo lado, menos aqui no “estaminé”.
 
E porquê? Porque eu gosto que o “pára tudo!” não se confunda com o “para tudo!”, principalmente em questões importantes como … a culinária. Imaginem duas pessoas a trocarem uma receita e uma pergunta (por sms) “esta quantidade de sumo de limão é para a massa ou é para o glacé” e a outra responde um “para tudo!” a fim de evitar o descalabro, mas a primeira percebe um “para tudo!” do género “vamos espremer limão como se não houvesse amanhã para cima de tudo”. Acreditem em mim, o bolinho fica mais azedo do que uma pessoa com mau humor!
 
Outro pormenorzinho que me irrita é o pêlo, que ao perder o “chapeuzinho” (as pessoas normais chamam-lhe acento circunflexo), obrigou as esteticistas deste país a “remodelar” o palavreado do “menu de tortura” (também conhecido por preçário de serviços prestados) e transformou os centros de estética “Não+pêlo” e “Sem pêlo” … nomes em português “antigo” como as farmácias com Ph.
 
 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Quem não chora … não ganha!

Ora aqui está um concursinho, que muita boa gente conseguiria ganhar “com uma perna às costas” … ou melhor, de goelas bem abertas e com um timbre a fazer inveja à Maria Callas.

Já existe há mais de 400 anos e tivesse a minha mãe conhecimento deste concurso a tempo e horas, eu seria neste momento a campeã invicta do concurso de choro no Japão. Não acreditam? Perguntem ao ginecologista da minha mãe, que na visita que lhe fez no hospital, ainda ele ia no início da escadaria (a minha mãe estava no 1º piso ao fundo do corredor) e já conseguia ouvia os meus gritos (que por sinal conseguiram manter despertos todos os utentes durante a noite). Quando chegou ao quarto, o médico surpreendido com tal potência, apenas conseguiu dizer:

- Ai, minha menina, não te queria para minha sogra! Livra!

Era consagração na certa! O único obstáculo, que eu teria para alcançar a glória, seria mesmo o facto de eu ter que chorar ao colo de um lutador de sumo … é que em criança o único gordinho que me conseguia pôr a chorar baba e ranho era o Pai Natal. O que é que querem, eu nunca achei o barbudo repleto de promessas uma pessoa credível!  
 
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domingo, 3 de maio de 2015

MÃE

És a minha pequenina, por brincadeira digo que és a minha “rodinhas baixas” tal é a diferença de altura entre nós. Mas se há alguém que não se mede aos palmos, esse alguém és mesmo tu!

Tens em ti concentrado todo o amor e paciência que se pode pedir a uma Mãe. A sabedoria que uma vida bem vivida permitiu amealhar, mas a sapiência necessária para saber que me tens de deixar trilhar o meu próprio caminho.

Sempre me deste margem para decidir, para aprender, para errar e corrigir os meus erros. Sempre me deixaste ser quem sou e não aquilo que pudesses ter idealizado para mim. E isso permitiu dar espaço a uma relação de mãe/filha, amigas ou mesmo de irmãs. Conheces-me como ninguém. Sabes “ler-me” como ninguém. E adoro saber que entre nós não há barreiras ou fossos, apenas pontes. Uma ligação criada ao primeiro olhar, que se mantém até hoje.

Partilhamos gostos, momentos e as nossas pequenas aventuras, que só nós sabemos criar. Partilhamos uma atrapalhação natural que nos leva a discursos encriptados - “podes trazer o coiso, que está naquela coisinha, mesmo ao lado daquilo e por cima daquela coisa que compramos naquele sítio” – que acabam sempre em gargalhadas.

Gosto de como ris. Gosto de te fazer rir. Aquele riso que te põe os olhos pequeninos e te leva às lágrimas em segundos.

Gosto de ti … Mamãe!





quarta-feira, 15 de abril de 2015

Façam o favor de acalmar o meu lado (pouco visível) de fashionista!

Se pensam que os homens, que ficam à seca à porta da Zara e da Mango, ficaram com a “fava” de uma ida às compras … é porque nunca foram às compras comigo! Para comprar sapatos, malas, brincos, pulseiras, fios e demais penduricalhos … sou a primeira da fila e uma excelente companheira. Mas no que toca a comprar roupa, sou mais esquisita do que uma criança mimada a comer os “verdes”, que tem no prato.

Aos meus olhos tudo oscila entre “vou parecer uma stripear acabadinha de sair do trabalho”, “olha a freira, que saiu à rua sem o hábito” e o “só faltam dois atilhos para aquilo parecer um saco de batatas”.

Sou esquisita, mas este ano estou pior! Porque tenho um problema … a malta fashion e que verdadeiramente percebe destas “coisas” resolveu apostar nisto:
 
 

Se no primeiro caso corro o risco de comprar uma camisa e acabar a jogar às “7 diferenças” com a toalha de mesa, no segundo corro o risco de ter um espertinho agarrado aos “berloques” com a desculpa que me confundiu com o cortinado … sou a única que vejo isto deste modo?
 

 

terça-feira, 14 de abril de 2015

Álcool só a partir dos 18 anos … está bem abelha!

Se às vezes ficamos com a sensação, que muitas das leis são feitas por alguém que usa palas nos olhos e são aprovadas de cruz … outras vezes temos mesmo a certeza:


Olha! A solução para o consumo excessivo de álcool era tão fácil e ninguém se lembrou disto antes … basta colocar uma plaquinha a dizer “venda de álcool proibida a menores de 18 anos” e o problema fica automaticamente resolvido! Porque toda a gente sabe, que ninguém pede aos amigos “mais velhos” para ir comprar as bebidas “proibidas”. Ou pior, a completos desconhecidos. Não, que ideia! Ninguém faz isto!

“Sempre que um menor seja apanhado a consumir dentro de um estabelecimento o seu proprietário será sancionado” ... Alguém devia levar os membros do SICAD a dar uma voltinha pelo Bairro Alto, as Galerias de Paris e já agora na loucura apresentar-lhes o conceito de litrosa ou botelhão … acho que seria uma experiência interessante!

“OSICAD propôs ainda ao ministério que os pais dos menores que são encontrados a consumir álcool passem a ser notificados presencialmente” … Ok! Deixa-me ver se percebi bem. Entre as “vigílias” aos bares, café, restaurantes, supermercados e afins, a polícia terá ainda que procurar e notificar presencialmente os pais … Os polícias passaram a ter o dom da omnipresença? Aumentaram os destacamentos policiais? Não?! Ora bolas … então, está tudo na mesma, como a lesma.
 
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