quinta-feira, 3 de julho de 2014

Guimarães: Cidade Monumental

“Aqui Nasceu Portugal”, esta é a frase gravada nas muralhas da cidade. Ao chegar à cidade é impossível não “mergulhar” no seu ambiente de forte herança histórica e de ligação coerente entre a tradição e a modernidade. Para quem se desloca de carro é preferível começar a visita a partir do Monte Latito (ou Colina Sagrada), uma vez que assim pode “descer” a cidade. Para os apreciadores de História, o Monte Latito disponibiliza uma tarde “cheia”: Castelo de Guimarães (segunda metade do século X), a Igreja de São Miguel do Castelo (século XIII) e o Paço dos Duques de Bragança (século XV). Diferentes séculos, diferentes épocas e diferentes objectivos marcam a construção dos três monumentos mais simbólicos da cidade. O Castelo de Guimarães edificado para defender o Mosteiro de São Mamede ou Mosteiro de Guimarães encontra-se primeiramente ligado à formação de Guimarães e depois à formação do Condado Portucalense, quando passa a ser residência do Conde D. Henrique (pai do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques). Já que se fala do pai, do filho reza a história (conforme a inscrição de 1664 gravada em lápide no baptistério) que foi baptizado na Igreja de SãoMiguel. Por fim, o Paço dosDuques inicialmente criado para albergar o filho bastardo de D. João I, D. Afonso (1º Duque de Bragança), assumiu diversas funções nos anos após a sua morte: celeiro para o armazenamento das rendas das rainhas de Portugal e Quartel do Regimento de Infantaria (1807 até 1938).
 
 

Agora é só descer até à Praça de Santiago! Pelo caminho (Rua de SantaMaria) é possível ver vários palacetes brasonados, o Convento de Santa Clara (actual Câmara Municipal) e a Casa do Arco (onde ficou alojado o rei D. Manuel, aquando as peregrinações a Santiago de Compostela). Na Praça de Santiago e no Largo da Oliveira é possível encontrar diversos restaurantes para um almoço rodeado por história. O Largo da Oliveira está intimamente ligada às origens de Guimarães. Neste largo é possível encontrar os principais símbolos da identidade vimaranense: a oliveira, a estátua do “Guimarães” sobre a cornija da velha Casa da Câmara, o Padrão doSalado e a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira.
 
Falta dar ainda um saltinho até ao Largo do Toural conhecido por ser a sala de visitas da cidade de Guimarães. A visita vai valer a pena, principalmente se incluir uma “visita” à PastelariaClarinha e uma degustação da doçaria tradicional vimaranense. O legado deixado sobretudo pelas monjas de Santa Clara é uma tentação! As tortas de Guimarães, o toucinho-do-céu de Guimarães, as brisas da penha, as douradinhas ou os amores são algumas das tentações que passaram de geração em geração, chegando até aos nossos dias.
 
 

O mapa do centro histórico pode ser consultado AQUI.

 

#3 Sugestão para o fim-de-semana … Guimarães em Noite Branca

Depois da folia dos santos populares, que tal recuar no tempo até à fundação de Portugal. Guimarães foi eleita pelo New York Times como um dos 41 locais a visitar em 2011, tendo recebido em 2012 o título de Capital Europeia da Cultura. Com um centro histórico classificado como Património Cultural da Humanidade, pela UNESCO (em 2001), a cidade-berço de Portugal é sem dúvida um ponto de paragem obrigatório em Portugal. Quando se desce a encosta onde se encontra localizado o Castelo de Guimarães é impossível ficar indiferente ao emaranhado de ruas e vielas de carácter medieval, que dão forma ao seu centro histórico. Ao entrelaçado de ruas ornamentadas por casas e palacetes sucedem-se diversas praças e largos, que durante séculos partilharam a condição de centro comercial e local de convívio da população vimaranense. Hoje, a cidade apresenta a quem a visita o seu passado e presente em perfeita harmonia. Este fim-de-semana é prova mesmo disso. Pelo terceiro ano consecutivo, a cidade organiza uma noite branca em pleno centro histórico, onde diversos tipos de música ecoarão, tendo como pano de fundo o Largo de João Franco, a Praça de Santiago e o Largo da Oliveira. O programa da noite branca pode ser consultado AQUI.
 
Imagem retirada da Internet
 
 
 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Afogar em calorias … Queques de laranja e chocolate

O tempo está péssimo, há imenso trabalho para fazer, a paciência é zero, a tolerância é nula … Podia ser pior? Podia, mas não era a mesma coisa … O momento de pura gula que se seguiu a esta constatação não teria uma justificação (plausível!) e as calorias que se vão alojar para o resto da minha vida seriam apenas mais um desvaneio irresponsável. Assim, estes queques de laranja e chocolate podem ser vistos como terapêuticos, em vez de destruidores de silhuetas. A receita é simples e rápida, o que permite até às pessoas mais “descoordenadas” no que toca à culinária a fazer um brilharete.

AVISO IMPORTANTE!!! A vontade de comer um queque atrás de outro, não resulta de qualquer problema fisiológico do “devorador de queques indefesos”, mas de um problema intrínseco à própria receita (é boa para chuchu!).        
 
 
Ingredientes:
140g de manteiga
140g de açúcar
2 ovos
150g de farinha
1 c. (café) de fermento em pó
1 laranja (raspa e sumo)
50g de granulado de chocolate


Preparação:
Bata a manteiga com o açúcar até dissolver o açúcar. Continue a bater e adicione os ovos. A seguir, junte a farinha, o fermento, a raspa e o sumo da laranja com uma vara de arames. Por fim, adicione o granulado de chocolate, distribua a massa por formas de queque e leve ao forno durante 20 minutos a 190 ºC. Retirar, deixar arrefecer e provar ... Bom apetite!

Mamma Mia ... Polícia no Mar Shopping

Hoje, no Mar Shopping deparei-me com uma iniciativa da Polícia de Segurança Pública (Comando metropolitano do Porto) bastante apelativa. A iniciativa sob o tema “Férias em Segurança” inclui circuito de prevenção rodoviária, simulador de capotamento, palestras, oficina do condutor, uma exposição de carros (PSP, GNR, PM, INEM e Cruz Vermelha) e diversas actividades para os miúdos (e também para os “menos” miúdos). Por exemplo, hoje antes do meu almoço fui presenteada por este “Mamma Mia” para abrir o apetite. Pena é que a iniciativa já termina amanhã.
 
                          





 

Espera, desespera e nada …

Quando se está ocupado a fazer alguma coisa o tempo voa, quando se está em pleno divertimento o tempo quase que se eclipsa, mas quanto se está ansioso … o tempo pára. Pior! Quando se está dependente de terceiros, para que se possa continuar o nosso trabalho, o tempo é ingrato. Uma hora parece uma década, o botão de refresh do e-mail sofre de exploração laboral e quem espera … desespera. A chegada de uma resposta parece a única coisa verdadeiramente importante e o pensamento vagueia por outros assuntos durante algumas horas, para depois voltar ao mesmo … e nada. Quem espera, desespera!     

terça-feira, 1 de julho de 2014

Carlos do Carmo …

50 anos de carreira, mais de um milhão de discos vendidos e um papel incontornável na divulgação, promoção e consagração do Fado em Portugal e além-fronteiras. Carlos do Carmo é sem dúvida um dos nomes históricos do Fado, que deu voz a poemas de Ary dos Santos, Fernando Tordo e Paulo de Carvalho. Hoje, uma “Gaivota” trouxe a conquista do Grammy latino na categoria Lifetime Achievement Award, “OsPutos” à solta como bandos de pardais percorrem “Lisboa Menina e Moça” até ao “Bairro Alto”, onde a boa nova se espalha. Hoje, as “Duas Lágrimas de Orvalho” são de orgulho e alegria … “Lisboa abriu as janelas, Acordou em sobressalto, Gritaram bairros à toa, Silêncio velha Lisboa, Vai cantar o Bairro Alto” ... vai cantar Carlos do Carmo. Parabéns Carlos do Carmo!
 
Fado "Bairro Alto"