quarta-feira, 6 de agosto de 2014

“A união faz a força” … e restabelece a fé na humanidade

Antes do meu almoço presenciei uma cena, que me deixou incrédula. Partilhei no blogue exatamente porque não compreendia, e continuo sem compreender, como é que há pessoas que conseguem ser tão frias.
Frias, para não dizer pior, porque independente do sentimento que nos une a outra pessoa, não percebo como é possível ficar completamente indiferente aos seus problemas. É algo que me transcende. Algo que nunca vou totalmente perceber. E muito sinceramente, não quero nunca vir a perceber.
Prefiro acreditar. Que ainda há algum pingo de bondade nas pessoas. Que há pessoas que preferem fazer a diferença. Que há pessoas que preferem não olhar para o outro lado. E, enquanto voltava a “colorir mentalmente” o meu Mundo, eis que me aparece um exemplo que me prova que ainda vale a pena acreditar.
Na Austrália, um grupo de pessoas que não se conheciam de lado nenhum unem-se única exclusivamente para ajudar. Ajudar a retirar uma pessoa que tinha ficado presa entre o cais e a composição. Se isto não é um bom exemplo e uma óptima prova … então começa a ser difícil acreditar.
 
 

Diferenças culturais ou what? …

Entrar num snack bar e ter a sensação que entrei num universo paralelo. O idioma oficial era o inglês, o alvoroço digno de um filme e pelo meio da confusão lá consegui descobrir o que tinha acontecido. Um turista estava a apresentar sintomas de um enfarte.
 
O desenrolar foi normal, apenas salpicado com algumas traduções pontuais por parte da guia que acompanhava o grupo de turistas, mas o desfecho foi no mínimo inesperado.
 
Já o senhor estava no interior da ambulância, quando a guia informa a esposa (do senhor) que não pode abandonar o grupo, mas que no fim do tour passaria pelo hospital:
Esposa – Claro que sim. Depois VAMOS ter com ele ao hospital.
Guia – Não quer acompanhar o seu marido? Pode ir com ele na ambulância.
Esposa – Não! Não, quero perder o tour da tarde.
Guia – Mas o seu marido está a ter um enfarte …
Esposa – Eu não sou médica. Não posso ajudá-lo. Vamos! Já estamos atrasados para visitar as caves.    
 
Pois … Diferenças culturais ou what?
Eu era incapaz. Seria útil no hospital? Não. Não sou médica ou tradutora. Mas, também não conseguia andar a passear como se nada tivesse acontecido.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A’gosto na Alfândega e com Francesinhas …

O dia está a ser um corre-corre desenfreado, repleto de peripécias e meias-maratonas percorridas unicamente com o objectivo final de conseguir um almoço diferente.
 
Objectivo conseguido, ou melhor, meta alcançada! A “medalha” (de ouro) recebida com todo o gosto e preceito foi uma francesinha no forno.
 
A 2ª edição do festival gastronómico na Alfândega do Porto não desilude e traz novidades. Ao contrário do ano passado, o menu não está divido apenas em francesinhas. Há um menu para crianças, pregos no prato, hambúrgueres e não existe distinção (em termos de preço) entre as francesinhas.  
 
Aconselho a irem o mais cedo possível (o horário é das 11h até às 24 h) e de transporte público, por forma a evitarem as filas nos parques de estacionamento e nos diferentes stands das francesinhas.
 
Até ao dia 10 de Agosto a “rainha” do festival é a francesinha, segue-se depois a restante “corte” gastronómica com o Marisco (de 12 a 17 de Agosto), os bifes (de 18 a 24 de Agosto) e o Leitão (25 a 31 de Agosto).

Vale a pena ir!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Há coisas que não têm preço …

Neste fim-de-semana podia ter chovido “picaretas”, que nada me ia demover dos meus planos. Não há planos perfeitos, mas há coisas que não têm preço. Sair de casa e regressar à minha “casa” é sem dúvida um desses exemplos.

Costuma-se dizer que não devemos regressar, onde já fomos felizes, por que a experiência nunca é a mesma. É verdade, nunca é a mesma coisa. Mas não tem que (necessariamente) ser uma decepção. Não voltamos a ser crianças e a viver as coisas com a mesma alegria e entusiamo. Os carrosséis já não parecem enormes, já não têm aquela magia de outrora, mas produzem o mesmo efeito inebriante. Sou incapaz de olhar para eles e não me lembrar de como guardava as fichas como absolutos tesouros e do quanto me divertia sempre que a velocidade aumentava.

Agora, o entusiamo é diferente. Divirto-me com outras coisas. Acho piada a outras situações. Mas, no final da noite ou do fim-de-semana, nunca deixo de me sentir novamente uma criança. O brilho nos olhos é o mesmo. A alegria é a mesma. A dose de diversão é a mesma. Os sabores e cheiros não mudaram. E por uma noite (ou melhor um fim-de-semana), eu voltei a ser uma criança completamente maravilhada e rendida ao meu pequeno “Mundo”.   
 
Imagem retirada da Internet
  

domingo, 3 de agosto de 2014

Gualterianas, que são Gualterianas têm …

A frase tem direitos de autor e foi “roubada” de uma das muitas conversas que animaram este fim-de-semana: “Gualterianas, que são Gualterianas, têm farturas e bifanas”.

Concordo a 100% com a frase. Para mim são dois companheiros indispensáveis na noite das Gualterianas. É na companhia destes dois "amigalhaços" das festas, que a noite se faz e se passa. E, quando ontem à noite ouvi esta frase não deixei de sorrir e de me voltar para ver quem a tinha proferido. Para meu espanto, a seguir à frase veio o seguinte comentário: “Se o Sr. Padre o diz, quem somos nós para contestar”. A fila (extensa) das farturas arrebatou numa gargalha - “Em noite de Gualterianas até o Padre peca!”. É mesmo! Toca a todos ... Depois vieram os bombos, as caixas, os cantares, mais risadas, mais conversas, mais música … e a noite só terminou depois das “bombas” de um fogo-de-artifício, que enfeitou o céu durante 20 minutos. É tão bom regressar à nossa “casa”!
 
 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

#7 Sugestão para o fim-de-semana … Regressar ao berço

Sim, a sugestão é mesmo regressar ao “berço”. Guimarães, a cidade conhecida como a “Cidade Berço” está em festa este fim-de-semana.
 
As Festas Gualterianas, cuja origem remonta às feiras realizadas no tempo de D. Afonso V em honra de São Gualter, realizam-se todos os anos no primeiro fim-de-semana de Agosto e constituem as “Festas da Cidade”. Assim, de 1 a 4 de Agosto, a cidade respira festa, folia, entusiasmo, arraial e música num arrebatamento muito próprio dos vimaranenses.
 
Quem visitar este fim-de-semana Guimarães tem como garantia boa comida, muita música (com Expensive Soul e Amor Electro como cabeças de cartaz), cantares brejeiros, luzes, foguetes, agitação, carrosséis e carrinhos de choque a fazer lembrar a infância.
 
Para mim, vimaranense de gema, é mesmo um regresso ao “berço”, uma oportunidade para me divertir e matar saudades da “minha” cidade. Para quem não conhece fica a oportunidade e algumas sugestões de visita: Guimarães: Cidade Monumental, Guimarães: Cidade Cultural e Guimarães: Cidade Natureza. O programa completo das festas pode ser consultado AQUI.
 
Imagem retirada da Internet