quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Séries p'ró menino e p'rá menina …

Andei enganada estes anos todos. Aparentemente as séries televisivas não são unissexo. Ou melhor até podem ser, mas algumas enquadram-se naquele tipo de unissexo que faz uma mulher parecer um homem com mamas. Uma autêntica maria-rapaz.

Durante uma conversa, alguém se lembrou de perguntar (tal como o AXN) que tipo de séries cada um via. Para mal dos meus pecados, respondi as cinco que me vieram à cabeça no momento: “Mentes Criminosas”, “C.S.I.”, “Lei e Ordem”, “O Mentalista” e “Bones”. E como resposta tive:

- Estás a gozar! Certo? No teu top 5 não entra nenhuma série de mulheres?

- O que é uma série de mulheres?

- São aquelas que têm menos sangue, menos tiros, mais romance e mais actores em tronco nu.

Sou a única pessoa a achar o critério de classificação um bocadinho para o restrito? É que a única série que escapa é mesmo “Uma Família Muito Moderna”. Até mesmo “Anatomia de Grey” ou “Downton Abbey” tiveram em algum momento tiros e sangue a jorrar a litros. E “Castle”, "Investigação Criminal”, “Inesquecível" e “Arrow” estão claramente no limiar.  
 
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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Etc. e partida para o disparate …

Por mais que trabalhe, mais trabalho me aparece à frente para eu fazer. É incrível! Pensava que aos pares só vinham as cerejas …

E sempre que estou cansada começa o disparate. O tico e o teco entram em curto-circuito e por mais que tente evitar … dificilmente consigo ter uma conversa séria e com pés e cabeça.

A última conversa, dizem os entendidos aqui do sítio, veio animar a correria que por aqui se vive:

N.: Não vais acreditar a impressora está a dar as últimas. Já liguei ao técnico e ele disse que não pode fazer nada. A impressora morreu para o mundo laboral! …. Não dizes nada?

Eu: Se me estás a convidar para o funeral dela …tenho de primeiro arranjar um vestido preto.

N.: Que piadinha. Anda lá! Arranja uma daquelas tuas soluções para o problema da máquina.

Eu: Fala com a M., diz-lhe que vais da minha parte e que precisas dos serviços do pai dela.

 [20 minutos depois]

N.: A sério!?!?! O pai da M. é coveiro. COVEIRO!!!!

 A secretária da M. fica a dois passos de uma impressora, que está a funcionar a todo o vapor.

Moral da história: A uns o cansaço dá-lhes para o disparate, a outros dá-lhes para a miopia. 


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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Quando a cabeça não tem juízo ...

Algumas vezes aprendemos por experiência, outras vezes por observação.

#1 Saltos altos não são o todo-terreno dos sapatos

Se visitarem Guimarães, por favor não levem saltos altos! Saltos altos e calçada medieval é desastre iminente, com direito a um valente dói-dói como souvenir. Acreditem e não venham apurar a técnica do entorse. Apesar do show “evitar a queda” ser bastante cómico, principalmente quando é pontuado por frases do tipo “então não tens força para me segurar” e o desgraçado do namorado/marido está em pleno esforço, há coisas mais interessantes para fazer.

#2 “Os gatos não têm vertigens”, mas tiveram “narrador”

Há os treinadores de bancada e há os críticos de fila, que vão ao cinema, narram e comentam todas as cenas. Foram 124 minutos de comentários tão profundos como “a comida tem bom aspeto”, “não sejas burro, não faças isso” e “toma que desta já levaste”. Era a sapiência em pessoa!

#3 Souvenir do tipo II - uma quase-lesão muscular

“Escalar” ruínas de uma muralha pode parecer uma boa ideia no calor do momento, mas não é. Ai e tal, dali a fotografia fica excelente, não é assim tão alto, é só subir aquela pedra, depois sentar na outra e subir. Até aqui tudo bem. As calças pretas para voltarem a ser pretas iriam precisar de duas idas à máquina. Mas tudo bem. Agora, fazer a “escalada” usando sempre a mesma perna de apoio (quer na subida, quer na descida) é que não lembra a ninguém (exceto à minha pessoa). Mas pronto, descobri que sou “esquerda de pernas”. Tenho a perna direita completamente operacional e a esquerda como se fosse uma pessoa com 80 anos. Nunca pior!
 
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domingo, 28 de setembro de 2014

Passado no presente em cerco …

Não há nada como voltar a “casa” e transformar o fim-de-semana numas miniférias ao passado.

Durante este fim-de-semana, Guimarães "trouxe" o passado para o presente com a Feira Afonsina. Por entre damas, cavaleiros, pajens e plebe tivemos acesso à Idade Média. O ponto alto, para mim, foi a reconstituição do episódio do “Cerco a Guimarães” ocorrido em 1127. Aqui ficam algumas fotografias e um pequeno vídeo da reconstituição do cerco pode ser visto AQUI.
 
Para o ano há mais!
 

 

Os Gatos Não Têm Vertigens

Um filme de António-Pedro Vasconcelos, que conta com os atores Maria do Céu Guerra, Nicolau Breyner, Ricardo Carriço, Fernanda Serrano e João Jesus nos principais papéis.
 
Não concordo com as críticas que apontam o filme como uma má versão de Oliver Twist. Pelo contrário, acho que é um filme que destaca e põe em confronto duas realidades fraturantes da nossa sociedade atual: a solidão na velhice e o relacionamento (ou a falta dele) entre pais e filhos. É verdade que tem uma primeira parte lenta e que quem viu o trailer do filme chega ao intervalo com a perfeita noção, que grande parte do desenrolar da história vai-se centrar na segunda parte. Mas mesmo assim não deixa de ser um filme de boa qualidade e com interpretações estupendas. Confesso que a minha preferência vai para atriz Maria do Céu Guerra, que dá rosto à “solidão” de uma forma acutilante e bem-humorada. 
 
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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Olha que boa desculpa …

 aproveitem que o fim-de-semana está aí à porta.

Descobri mais um conclusão que segue o raciocínio lógico do “se parece uma batata, se sabe a batata é porque é uma batata”. Mas desta vez, tal como na anterior, as conclusões dão imenso jeito para o dia-a-dia.

Da próxima vez que disserem que estamos magrinhas ou “cheiinhas” podemos sempre retorquir que é por causa das companhias. É que segundo um estudo das Universidades de Southern Illinois e Cornell, jantar com uma pessoa com excesso de peso faz-nos comer mais.

E chegaram a esta conclusão como? Vestiram uma pessoa com um “fato de gorda” e pediram-lhe para ela comer mais salada e menos massa. Observaram a reacção das restantes pessoas à mesa e estes comeram mais massa do que salada. Novo teste. Sem “fato de gorda” e tem que atacar a massa como se não houvesse amanhã. Reacção dos restantes: comem mais salada, do que massa. Conclusão: “o factor compromisso de saúde, na presença de uma pessoa com excesso de peso, não está activado, levando os outros a comer alimentos menos saudáveis”. Pois … ou é isso, ou as restantes pessoas tendem a comer mais do prato que tem mais comida.

Agora só uma perguntinha. Já alguma vez comeram com uma pessoa, que parece um passarinho a comer? Daquelas que comem uma folha de alface e uma azeitona e dizem que estão enfartadas. O que é que normalmente acontece. Nós comuns mortais não queremos parecer um glutão que não vê comida há três décadas e por isso comemos menos.

Mas quando saímos com pessoas que gostam de apreciar os prazeres da boa mesa, por norma comemos mais do que a conta. É porque eles são gordos? Não. É porque eles são tão malucos como nós e resolvem dizer: “Que se lixe a dieta, vamos é atacar o carrinho das sobremesas!”.

Ora bolas … o estudo tem mesmo razão tenho que começar a socializar mais com Olívias Palitos e menos com Gatos Garfields.