segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Conversas de elevador #2

Por norma, quando uma pessoa está irritada tem tendência a pontuar a conversa por gestos, que acompanham a intensidade da irritação. Sobe o tom de voz, aumenta a frequência do gesticular e todo o corpo ganha uma energia extra. É normal.

É normal, mas é um grande erro continuar a conversa com uma pessoa irritada (neste ponto de ebulição), que esteja de muletas (e não as largue por nada deste Mundo). Pior ainda é se a conversa ocorre dentro do elevador. 

É que o elevador pode funcionar lindamente como uma cápsula, onde se descarrega toda a irritação até a porta abrir novamente. Porém, reduz consideravelmente as hipóteses de fuga dos acompanhantes da pessoa irrita às suas bengaladas (ou muletadas!?).

Foram duas tangentes a um joelho e duas caneladas certeiras. Foi a “viagem de elevador” mais longa da minha vida e só andamos quatro pisos. Fica o aviso!

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domingo, 5 de outubro de 2014

The Equalizer - Sem Misericórdia

Um filme com Antoine Fuqua e Denzel Washington pedia um enredo um bocadinho melhor. O argumento é claramente o de um “thriller comercial”, já visto e revisto em diversas versões. Neste aspeto o filme não traz novidade. Um agente “que sai das boxes” para aniquilar russos e acabar com a corrupção numa cidade é idealistas, mas é um formato que vende.  
 
Por outro lado, a realização de Antoine Fuqua e a interpretação de Denzel Washington elevam a qualidade do filme. As cenas de luta cronometradas e coreografadas ao segundo e ao milímetro fazem “subir” a adrenalina da assistência. E as inúmeras formas de aniquilação dos bad boys são excêntricas e engenhosas. Depois de ver este filme passamos a olhar para os saca-rolhas, pisa-papéis, pistolas de pregos, berbequins, extintores e arame-farpado com outros olhos.       
 
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Tribos

Tribos, uma premiada comédia da autoria de Nina Raine, tem como mote a história de um deficiente auditivo, que nasce no seio de uma família peculiar (em permanente luta de egos) e sem deficiência auditivas.

Apelidada de comédia perversa faz jus a essa classificação, levando o espectador a rir de situações absurdas e por vezes cruéis ao longo das noves cenas. O texto da peça de uma forma divertida e politicamente incorrecta entretém, incomoda e questiona o público sobre as diversas limitações do ser humano. Será a surdez uma limitação? Ou limitado é aquele que não é capaz de perceber a diferença? São estas, as duas principais questões, que norteiam a peça. Apesar de ser uma peça controversa, ninguém fica indiferente ao texto e às interpretações dos autores, porque na realidade não há maior “surdez” do que o preconceito.  


P.S. A peça tem início marcado para as 21h30. As portas fecham as 21h30. O espectáculo começa pontualmente às 21h30. Se não quer ficar à porta chegue a horas. No Porto cerca de 40 pessoas ficaram a perceber, à porta do Coliseu do Porto, o conceito de pontualidade e para que serve um relógio.

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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Sou a única a achar isto ridículo!?

Quando li o texto, reli duas vezes a data da publicação só para ter a certeza absoluta que não era mentira do dia 1 de Abril.

Good2Go é uma app, que tem como objectivo criar “uma pausa antes da actividade sexual (…) reduzir o número de ataques e ‘encontros lamentados’, melhorando a comunicação antes do início da actividade sexual”. A sério? Com uma app!?!?
 
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O processo é simples:

- a primeira pergunta da aplicação é “Podemos avançar?” (se fosse dito já era um péssimo preliminar, mas escrito é o fim da picada)

- existem três hipóteses de resposta: “Não, obrigada”, “Sim, mas ... precisamos de falar” e “Sim, estou pronto/a”

- se a resposta for “Sim, estou pronto/a” surge uma nova pergunta, que avalia o grau de sobriedade com base em quatro opções: “sóbrio”, “moderadamente embriagado”, “embriagado mas pronto para ir” ou “de rastos” (“pretty wasted”)

- com excepção da última opção, as outras três obrigam ao registo do número de telemóvel para validação, garantindo assim o consentimento

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A ideia base (existir comunicação entre o casal) é uma excelente ideia! Mas usar uma app como intermediário da conversa … é de loucos. E se uma pessoa está embriagada (principalmente no ponto “pretty wasted”), duvido que se lembre da app, consiga responder com nexo às perguntas ou que consiga acertar no ecrã do telemóvel para responder.

Já para não falar da “garantia” de consentimento. Se apenas é necessário colocar o número de telemóvel para validar a “operação”, um parceiro “mal-intencionado” pode fazer os dois papéis e depois alegar consentimento  

Se é a isto que chamamos de evolução, caramba estamos mesmo tramados. Os telemóveis são cada vez mais inteligentes, mas os seres humanos estão cada vez mais dependentes de uma inteligência artificial.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Alegria profunda … agora vinha mesmo a calhar

É italiana, tem a temperatura e as medidas certas e neste momento vinha mesmo a calhar, porque o S. Pedro anda louco e a baralhar estações.

Com 21m de comprimento por 18m de largura e uma temperatura que ronda os 32 e 34ºC, a Y-40 – The Deep Joy está a tirar-me do sério. Possuidora da chancela de piscina mais profunda do mundo para mergulho, esta “menina” permite um longíssimo mergulho de 42 metros (mais metro, menos metro são aproximadamente 12 ou 13 andares).

Mas não é tudo! É possível visitar quatro “grutas” e “andar” dentro da piscina, através de um túnel transparente a 5m de profundida.

Se não fosse o facto de estares em Montegrotto (Itália), hoje não me escapavas!

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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Séries p'ró menino e p'rá menina …

Andei enganada estes anos todos. Aparentemente as séries televisivas não são unissexo. Ou melhor até podem ser, mas algumas enquadram-se naquele tipo de unissexo que faz uma mulher parecer um homem com mamas. Uma autêntica maria-rapaz.

Durante uma conversa, alguém se lembrou de perguntar (tal como o AXN) que tipo de séries cada um via. Para mal dos meus pecados, respondi as cinco que me vieram à cabeça no momento: “Mentes Criminosas”, “C.S.I.”, “Lei e Ordem”, “O Mentalista” e “Bones”. E como resposta tive:

- Estás a gozar! Certo? No teu top 5 não entra nenhuma série de mulheres?

- O que é uma série de mulheres?

- São aquelas que têm menos sangue, menos tiros, mais romance e mais actores em tronco nu.

Sou a única pessoa a achar o critério de classificação um bocadinho para o restrito? É que a única série que escapa é mesmo “Uma Família Muito Moderna”. Até mesmo “Anatomia de Grey” ou “Downton Abbey” tiveram em algum momento tiros e sangue a jorrar a litros. E “Castle”, "Investigação Criminal”, “Inesquecível" e “Arrow” estão claramente no limiar.  
 
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