quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Sorri estás a ser enganado ...

Vieram ao engano e meteram-se num pardieiro que nunca lhes passou pela cabeça poder existir. Isto é tão certo como 2 + 2 serem 4 e olhem que a matemática sempre foi o meu forte.

Google, Googlinho para os amigos, meu querido, tu não enganes as pessoas que recorrem à tua infinita sabedoria para obter explicações sobre “como definir uma alegria profunda”. Indicares o meu blog como “resposta” a tão profunda e existencial pergunta é asneira. Aliás estás literalmente a meter água. A única vez que eu escrevi “alegria profunda” neste blog … foi para escrever sobre uma piscina!

A quem procurou por “bailando e bebendo”, lamento, mas o Google indicou-te a maior pé de chumbo à face da terra. E sim, sou uma mulher capaz de multitasking. Mas bailar e beber simultaneamente, quando se é completamente descoordenada, não seria uma coisinha bonita de se ver.

E por fim, o caso mais “grave”. Duas (DUAS!) pessoas pesquisaram por “content” et voilà apareceu o meu blog. Se acrescentarem um “e”, quanto muito ficam com uma descrição da blogger, mas se querem realmente “content” é melhor irem até à biblioteca.

Só mais uma coisinha. Não sei por que carga d'água, alguém procura na net por “fotos de estou com ciúmes”, mas o Google ter indicado o blog como “resposta” é … esquisito! Não é? Devo ficar preocupada? É que este estaminé não dispõe de livro de reclamações!
 
 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Não o quero nem pintado de ouro … será?

O requinte, a classe, o brilho, o glamour, onde menos se espera e à distância de uma pequena cápsula. Para quem pensa que a vaidade é superficial, esta novidade comprova o facto e demonstra que a vaidade também pode vir das entranhas.

Tem a chancela dos designers Tobias Wong & J.A.R.K. e promete revolucionar o mundo dos esgotos. Contém folhas de ouro com 24 quilates, mas se usares nos dedos é mau sinal.

E a razão é simples! Pela “módica” quantia de 435 dólares (cerca de 339.62 euros), o próximo milionário excêntrico pode fazer um rico cocó (literalmente!). As pílulas de ouro foram originalmente criadas como arte, que pretendia reflectir sobre a sociedade consumista. Mas de “arte” passou a estravagância (temporariamente indisponível) para os viciados em luxo.

Basta ingerir uma cápsula para poder “usufruir” de um cocó em talha dourada! O estilo do cocó fica ao critério do autor: barroco, rococó, manuelino … Quem quer experimentar?
 
Imagem retirada da Internet
 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Estava mesmo aqui, eu sei que trouxe …

… não perdi nada, só não me lembro onde deixei, já sei, afinal não estava, será que trouxe, se calhar deixei em casa, tenho a certeza que não, por acaso não viste onde deixei … E o remate final é: “só não perdes a cabeça porque está agarrada ao corpo!”.

Ai que nervos! Não sou a única esquecida à face da terra! Aliás existe um número suficientemente considerável de pessoas “cabeça-no-ar”, porque o Huffington Post resolveu identificar as 10 “lutas” diárias dos esquecidos:

1.      A frustração de perder vários guarda-chuvas (é mais frustrante chegar aos “perdidos e achados” e não sabermos por qual guarda-chuva procurar)

2.      A necessidade de ter listas para tudo e mais um par de botas (e de esquecer todas elas em casa)

3.      Desperdiçar 30 minutos diários na procura das chaves (30? Ok, estes são piores do que eu)

4.      A agonia de descobrir que as chaves estavam no carro (quem diz no carro, diz na nossa mão, na porta, mesmo à nossa frente)

5.      Não saber o nome da pessoa com quem estamos a falar (e conseguir manter uma conversa, enquanto pensamos “de onde é que eu te conheço para saberes tantas coisas sobre mim?”)

6.      A vergonha de esquecer as datas de aniversário (o facebook dá uma mãozinha nesta matéria, o problema é justificar o atraso da prenda)

7.      O ter de pedir para ligar para o nosso telemóvel, para tentarmos descobrir onde ele está (e o manhoso toca a escassos centímetros de distância)

8.      Esquecer o almoço/lancheira/marmita em casa (neste caso, eu perco literalmente a cabeça … imaginar o meu almocinho sozinho, solitário em casa. É demais!)

9.      O pânico quando nos lembramos que deixamos alguma coisa ligada (e o galardão de melhor cliente da EDP goes to … Nina Nininha!)

10.  Ter tempo livre e pensar que de certeza nos esquecemos de fazer alguma coisa (será? onde é que eu pus a agenda? Estava mesmo aqui, eu sei que a trouxe… bolas!)  

Imagem retirada da Internet

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Capitão do Óbvio: Andar para ser vista

Por norma tenho um passo acelerado. Acelerado não ao ponto de parecer que estou a fazer um jogging matinal, mas acelerado ao ponto de se queixarem que de salto alto é impossível acompanharem o meu passo.

Agora imaginem um cenário. Rua estreita, uma estrada bastante movimentada e à minha frente vão duas senhoras literalmente a passo de caracol (desculpem, o caracol ganhava sem dúvida a corrida, elas iam a um passo mais lento do que um caracol). Estou atrasada (e não preciso de um 2º banho dado por S. Pedro), por isso logo que me é possível desço do passeio e “ultrapasso” pela esquerda (como manda o código) as duas senhoras e eis que ouço:

- Vês! Vamos muito devagar. As pessoas nem podem passar.

- Vou andar de pressa para quê? Se for de pressa ninguém me vê …

Óbvio! E fica registado …

Andar devagar para ser vista correctamente e nas devidas proporções.

(Estamos sempre a aprender! Mas por favor da próxima vez deixem a faixa da esquerda para os “veículos” em marcha de emergência passarem. Agradecida!)

Imagem retirada da Internet

domingo, 2 de novembro de 2014

40 e então?

Absolutamente hilariante!

Por entre 32 sapatos, Ana Brito e Cunha, Fernanda Serrano e Maria Henrique dão voz a diferentes histórias escritas por elas próprias e de outras autoras, como Ana Bola, Helena Sacadura Cabral, Inês Maria Meneses e Rita Ferro. E se em comum estas mulheres têm a experiência e as vivências de 40 e alguns anos, também têm em comum um sentido de humor extraordinário, o que resulta numa peça repleta de histórias divertidas.

Em palco podem ver como é que as mulheres de quarenta lidam com os efeitos da gravidade no seu corpo, com uma sogra demoníaca, com as exigências da maternidade, com o divórcio, com o sexo, com o sexo oposto, com as amigas … e com os 40 anos.

A realidade do regresso a casa dos filhos desempregados também não é esquecida. Maria Henrique acompanhada de um cigarro electrónico explica como é dividir duas assoalhadas com um filho baterista, o seu gigante doberman e amigos devoradores de interiores de frigoríficos.    

Numa perspectiva de antevisão dos 40 anos, posso garantir que se os 40 são assim … que venham eles, mas com muita calminha ... também não é preciso exageros!

 
Nota: A peça está no Porto, no Teatro Sá da Bandeira, até 9 de Novembro.

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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Bichinho de plástico ou teiazinha artificial …

Sangue a jorrar, tripas de fora, fraturas expostas, decapitações, cadáveres em decomposição e tudo o que convém a uma série policial, eu sou capaz de ver sem piscar os olhos.

Um thriller em que a cada segundo há uma explosão, a cada 10 minutos morre uma personagem de forma inesperada e a cada 20 minutos os espectadores sustêm a respiração. Eu assusto-me mais com os “saltos” da pessoa ao meu lado, do que com o filme. Filmes de terror? Impávida e serena, mesmo durante os momentos em que todos aceleram o ritmo a comer as pipocas.

Chega o Halloween, atiram-me com a merd…(respira fundo) de um bicharoco de plástico para cima … e eu grito a plenos pulmões. É que há pessoas aluadas, há pessoas extramente concentradas e depois há a minha pessoa que é aluada-concentrada na vidinha que está a fazer. Não é preciso muito para me pregar um susto, que faça o meu coração saltar dois bips.

Se estou concentrada, basta chamarem o meu nome alto para eu dar um salto na cadeira. É mais prático e claramente menos trabalhoso, do que andar a infestar todos os recantos com bicharia rastejante de plástico, que me tira do sério. Ah … e mais uma coisinha não comprem teias de aranha artificiais, eu tenho duas ou três nos cantos do tecto do anexo e não me importo de as ceder (transporte e extracção da mesma ficam a cargo do destinatário).

Viva o Halloween! (not)