quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Deve ter esgotado …

Nada de mirra, incenso ou ouro! Deviam estar esgotados e na dúvida os Reis Magos resolveram “oferecer-me” o que o Pai Natal e a Passagem de Ano já tinham oferecido a um terço da população portuguesa. Uma constipação.

E ontem à noite, enquanto chocava os germezinhos da constipação, pus-me a ler a “Dica da Semana”. Podia-me ter dado para pior! As instruções do microondas e uma série de panfletos de publicidade estavam ali mesmo ao lado, por isso arrisco mesmo a dizer que a escolha foi deveras difícil. E por entre a entrevista a Sofia Cerveira, uma receita de bolo de laranja, dois jogos de sudoku e a Dica dos Astros (que por sinal não previa nenhuma constipação) cheguei à secção dos anúncios.

Oh, coisa “mai linda” (se calhar estou com um bocadinho de febre)! Logo a abrir tinha “apartamento muito perto da estação de caminho-de-ferro”, o que por outras palavras significa que se tem sono leve não vai precisar de comprar despertador para a casa nova. Mais à frente “lugar sem igual. prazer de ficar, sem ir, só voltar. (casa da gente adaptado; de castro, alexandre)” … eu até tentei perceber a erudição da coisa, mas perdi-me no ficar, no ir e no voltar. Significa o quê? Que se esqueceram de fazer a porta de entrada da casa ou que aquilo é um buraco negro tipo sofá que engole chaves, moedas e pilhas do comando. Não percebi, mas que dá medo de comprar aquilo, dá!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

É muito bom, é muito bom … desliga isso, pá!

É que bom, bom seria que não ficasse entranhado nos ouvidos tipo chiclete que cola e não descola.

Não sei há quanto tempo passa na rádio (para ver e ouvir por vossa conta e risco AQUI), mas esta nova modinha do Banco Novo diz que promete “ajudar os mais pequenos a poupar para os seus sonhos”. Está bem abelha!

Já que gostam da temática das músicas da carochinha, mais valia terem escolhido “As pombinhas da Catrina”. Ou numa versão prontinha a estrear podiam fazer “As pombinhas do Salgado”:

 As pombinhas do Salgado,
andaram de offshore em offshore
foram ter ao Banco Novo
ao pombal do Sr. Bento

Ao pombal do Sr. Bento,
ao quintal do Stock da Cunha.
Minha mãe mandou-me ver os juros da conta,
eu parti o coco a rir.
 
Qualquer coisa assim deste género, sem rima, sem métrica, mas mais fiel à realidade. Agora cantarem “Sonhar é muito bom, é muito bom; Poupar é muito bom, é muito bom” …  não sei se é por ser terça-feira, mas não embala, só irrita o tímpano.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Dizem que é psicológico …

Que o frio é psicológico e que basta pensar que não está frio … que ele passa. Só temos de ignorar com todas as nossas forças aquela sensação de passar de um Verão na Amareleja para um Inverno em Bragança, sempre que pomos um pezinho fora de casa. Que quando falamos e emitimos fumo como um dragão, não é porque está um frio de rachar, é porque somos umas brasas e o S. Pedro está a lembrar-nos disso através de sinais de fumo. E eu faço finca-pé e tento pensar que tudo é psicológico, que quando abrir a porta do carro e começar tremer tal e qual gelatina … é psicológico.

O frio é psicológico, mas o raio do vento é o quê? Efeito colateral? Transtorno psicótico? Ou alucinação? É que hoje eu ia jurar que se não fosse a ceia de Natal, que ainda tenho alojada nas ancas, eu tinha levantado voo e agora estava congeladinha (mas um congelado psicológico) em cima de alguma árvore.   

sábado, 3 de janeiro de 2015

Só para verem como é que eu sou …

Distraída. Dormi quatro noites no “Rêgo” e só agora na partida dei por isso.



 
Esquecida. Dormi quatro noites sob o olhar atento destes quatro. As caras não me são estranhas, mas não há meio de me lembrar do raio dos nomes deles!



A “bilhardar” a gente aprende ...

Eu consigo “ver um mosquito nas desertas”, mas de ouvidos também não sou nada má. E claramente, tenho “o diabo no coiro” e nunca resisto a uma boa expressão.

Depois de uma viagem curtinha de avião com dois “bichos de pêssegos” no banco atrás de mim, cuja animação consegui contaminar até o “bicho do buraco” que ia sentado no banco ao lado, demos uma voltinha “à pata” pela marginal e centro do Funchal.

Agora que parei dois segundos para escrever e descansar …é que me apercebi que estou cá com uma “roeza”. “O que vier morre”! Pode ser uma semilha ou um dentinho, “o que vier morre”! Estou com uma “fome de rabo”, que mesmo depois de “fincar na pança” devo continuar com “roeza”.  

E como só “o relógio da Sé é que repete”, para quem não percebeu à primeira fica aqui a “tradução” e a notazinha de rodapé de que algumas expressões são do “tempo do rei quinze”. 


Bilhardar -»» Vadiar
Ver um mosquito as desertas -» Diz-se de pessoa que tem boa vista
Ter o diabo no coiro -» Diz-se de pessoa que faz traquinices
Bicho de pêssego -» Diz-se de quem é irrequieto
Bicho do buraco -» Diz-se de quem é acanhado
Roeza -» Fome
O que vier morre -» O que me derem serve
Semilha -» Batata
Dentinho -» Petisco para tomar bebidas
Fome de rabo -» Muita fome
Fincar na pança -» Empanturrar-se de comida
O relógio da Sé é que repete -» Diz-se quando não estamos dispostos a repetir o que se disse
Tempo do rei quinze -» Tempo antigo

Ver para crer como São Tomé …

E confirma-se estas são duas … mas são de bronze.

Com a fundição de uma liga metálica e um molde que não deixa o modelo envergonhado, o escultor Ricardo Veloza quebra o mito “banana pequena, só a da Madeira”.

Agora a sério. Não percebo, por que razão as pessoas ficam tão admiradas com as formas dadas à estátua. Estranho seria se com o clima mediterrâneo do Funchal, a estátua tivesse o “aspecto” de uma pessoa que foi a banhos na costa verde ou na costa de prata. 
 
Estátua do Cristiano Ronaldo, o próprio em bronze no primeiro post do ano!