sexta-feira, 24 de julho de 2015

Ter suecas lá em casa tinha que dar asneira …

São as filas para entrar e para sair. São as acrobacias por entre corredores. São as excursões que os espanhóis lá fazem (no Porto, às vezes, ficamos na dúvida se estamos no IKEA ou no El Corte Inglês de Vigo). É o raio do mini-mini-lápis, que seria jeitoso se eu tivesse 4 anos e meio. É o papelinho das referências, que não foi feito para aceitar carvão à primeira. É o jogo de tetris, que consiste em enfiar caixas espalmadas e com 2 km de comprimento num carro normal. São as instruções com mais bonecos, do que um livro de banda desenhada do Tio Patinhas. Mas “prontus” … no fim de tudo isto, a “sueca” estava montada e prontinha a usar. Estava! Porque agora já não está!


Agora venham-me dizer que a culpa é minha, que “ai e tal, montaste a tua mal, porque sempre que a gente passa, ela abana-se toda!”. Pois abana-se … não está pregada à parede e talvez (mas só talvez) porque me sobraram três peças e não era suposto. 

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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Quando começam a cair como tordos … acham que dá muito nas vistas se eu desertar?

Não é por nada, mas uma pessoa senta-se quietita e “sessugadita” na sua cadeira, e de um momento para outro dizem-lhe:

- Começo a ficar preocupada. No passado fim-de-semana, estive numa festa de família e na segunda três pessoas que lá estiveram deram entrada no hospital. Na terça foram os meus pais, que se começaram a sentir-se mal e agora estão a tomar penicilina. Ontem foram os meus primos e o meu irmão, que tiveram que ir às urgências.

Eu: Terá sido da comida?

- Não os médicos já excluíram isso. E o meu irmão, que tomava desde segunda brufen e aspirina, está agora cheio de manchas na pele. Os outros estão com febres altas, vómitos e diarreia.

Eu (já na fase de “eu sei que tenho luvas de latex e desinfectante algures”): Mas tu sentes-te bem, não sentes?

- O meu marido, que não foi à festa, acabou de me ligar. Está com os mesmos sintomas. Se calhar, estou a “incubar”!

Perante isto, eu educadamente "meto a viola ao saco":
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E penso "as férias estão à porta: espreguiçadeira ou cama de hospital?":
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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Sem saber, tenho um bando de desavergonhadas lá em casa!

A sabedoria japonesa questiona “se você não anda nu, porque anda a sua garrafa?”. E eu respondo, que não sei, que as minhas sempre me pareceram garrafas de 500 ml muito recatadas e ciosas da sua intimidade … mas afinal vai-se a ver e nem cuequinhas usam!

No máximo, “pegam” num aventalzinho, que tapa parte das suas “vergonhas”, mas nunca as vi de cuequinhas tigresa ou de cueca morangada. Enfim, são umas safadas! E se não fossem os japoneses, eu continuava na ignorância …  

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Será que também vão inventar boxers para os garrafões?

terça-feira, 21 de julho de 2015

Encanita-me os nervos!!! #11

Se há coisa que nunca tenho em quantidade e dimensão apropriada lá em casa são os tupperwares.

Abrir o armário e encontrar o ideal é uma aventura. Parece que eles têm vida própria e enquanto eu durmo, eles resolvem acasalar, procriar, crescer, perder a tampa e migrar para o fundo da prateleira. Sabemos que algures entre o tupperware tipo cesta de piquenique e o tupperware com a dimensão suficiente para guardar duas ervilhas e três grãos de arroz, existe aquele. Aquele que tem o comprimento perfeito e a altura ideal para dar guarida ao almocinho. Procuramos, mas niqueles batatoides!      

O que na nossa cabeça era um tupperware redondinho de tampa azul, é na realidade uma manjedoura, cuja tampa se encontra em parte incerteza. Forçamos um acasalamento com a tampa de um tupperware alheio, virámos ao contrário para certificar que o “casamento” é sólido e saímos de casa com os alimentos a “batucar” dentro do tupperware … e quando nos sentamos para comer, o nosso almocinho parece uma papa vomitada por um cão! “Ca nervos”!!!!

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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Dilema: Quem é que tem direito a “alapar” o rabinho?

Três senhoras, todas elas dotadas de uma constituição robusta ao nível do “revestimento acolchoado à retaguarda” (rabiosque) e “almofadas laterais” (ancas) lutam por um lugar num banco. Só duas se podem sentar, sob pena do banco ter que pedir reformar antecipada por invalidez ou por incapacidade de continuar a exercer as suas funções. E dá-se o seguinte diálogo:

Senhora A: Vai-me desculpar, mas tenho 80 anos, não me vou levantar para ceder o meu lugar.
Senhora B: Se a senhora não cede, muito menos eu que tenho 92.
Senhora A: A senhora até pode ter, mas eu já fui operada duas vezes à anca. Não posso ficar muito tempo em pé e estou à espera do meu filho.
Senhora B: Eu também não posso. Sofro de quebras de tensão e diabetes.
Senhora A: Ó minha senhora, isso não é nada. Eu há três anos que só tenho um rim, sou diabética e cardíaca.
Senhora C (a que pediu para se sentar): Peço desculpa, eu juro que não fico sentada por muito tempo. É só descansar os braços das muletas e a perna. Fui recentemente operada ao joelho direito e …
Senhora B: A senhora que idade tem?
Senhora C: 76.
Senhora B: É nova … olhe, tente sentar-se ali no muro!

O muro dava-me quase pelos ombros (eu tenho 1,65m) … e mesmo “sem a ajuda das muletas”, vi-me grega para alapar o meu rabinho lá em cima.

 

sábado, 18 de julho de 2015

#7 Num pulinho estamos lá …

… no meio de um acidente da Natureza.

É assim que as Salinas Naturais de Rio Maior são consideradas, uma vez que o mar fica a 30 km de Rio Maior e as salinas se encontram ocultas pelas encostas da Serra dos Candeeiros. A água desta nascente é sete vezes mais salgada que a água do mar e existe a teoria que estas salinas foram exploradas por Romanos e Árabes, aquando a sua ocupação da Península Ibérica.

As salinas estão rodeadas por casinhas de madeira, que outrora foram tabernas que funcionavam só durante a safra e actualmente são lojas de artesanato e de produtos locais. Ligada a estas casinhas de madeira está a história do taberneiro, que numa tábua de madeira (com cerca de 1 m de comprimento e 10 cm de largura) assinalava as despesas que os clientes iam fazendo ao longo da safra e os respectivos pagamentos. As tábuas ficavam permanentemente penduradas nas paredes da taberna e assim cada cliente sabia sempre quanto devia e os outros ficavam a saber se ele era ou não um bom bebedor … e já agora pagador. Todos os pagamentos eram efectuados em sal.