sábado, 6 de dezembro de 2014

Doidos à Solta, de Novo

20 anos depois, os “doidos” de Peter e Bobby Farrelly estão de novo à solta.

Desta vez a dupla tem como “missão” procurar a filha de Harry (personagem de Jeff Daniels) e entregar um objecto capaz de salvar a humanidade. E como não poderia deixar de ser, esta road trip encontra-se repleta de grandes doses de loucura e patetice. Há de tudo um pouco, desde uma mulher gananciosa com aspirações a viúva rica, a um amante perigoso, um agente secreto corrupto, uma idosa sabida, vários cientistas e até um carro funerário convertido em “câmara” de partidas.   

A dinâmica entre Jim Carrey e Jeff Daniels é notória. O humor físico de Jim Carrey combinado com o humor politicamente incorrecto do argumento dá lugar a momentos hilariantes e de pura pantominice com diversas ideias absurdas pelo meio.

O filme cai em alguns exageros, tem parvoíce numa dose mais do que suficiente e momentos que na “vida real” embaraçariam o maior desavergonhado. Mas uma coisa é certa, a loucura arranca diversas gargalhadas.  


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Ring, ring, ring … Quem é?

De um momento para outro, sou o centro das atenções e até tenho um shopping no meu encalço. Diz que sou uma gaja porreira e que se apresentar a mensagem que me envia, eu posso duplicar os descontos em todas as lojas.

Sou tão solicitada, que não tenho mãos a medir. Em menos de duas semanas já recebi mensagens da Pandora, da Staples, da MEO, da Boutique dos Relógios, da Perfumes & Companhia, da Salsa, da FNAC e da WORTEN a solicitar a presença dos meus olhos junto à montra e da minha carteira junto à caixa registadora.

Algumas marcas conhecem-me tão bem, que até mandam duas vezes a mesma mensagem e prolongam os prazos do “não pode perder esta oportunidade, descontos em todos os artigos blá, blá, blá”…. Mas caramba o que eu estava mesmo a precisar era de comprar papel higiénico!

Renova!!! Chega-te à frente com algum descontinho, caso contrário a malta lá em casa este ano canta assim:

Jingle bell, jingle bell
Acabou o papel
Não faz mal, não faz mal
Limpa com o jornal
O jornal está caro, caro para chuchu
 

 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Agora é que não me apanham nas escadas …

Eu estou com uma soneira, que não me aguento com os dois olhos abertos, mas quem escreveu este aviso ainda deve estar pior. Há uma frase que ficou a meio e a tecla do “i” deve ter pedido o divórcio à tecla do acento, porque só assim se explica as palavras “especificos”, “residuos” e “agradeciamos”.
 
Imagem retirada da Internet
 
A parte boa é que a administração do condomínio pede “por favor utilizem os elevadores”. E como pedem com jeitinho, eu até deixo de frequentar aquelas escadas com ar sinistro e com iluminação, que só permite ver o suficiente para não partirmos os dentes da frente. Não sei se é por falta de feng shui ou lá o que é aquilo que põe as divisões com “cara” de capa de revista ... mas definitivamente a escadaria do meu prédio tem ar de beco mal frequentado.

A parte má é que o aviso informa que o condómino com fugas no saco do lixo aparentemente fez uma nova “vítima”. Digo aparentemente, porque tenho quase a certeza absoluta (sintética e analítica) que o derramamento encontrado na escadaria é de urina. É que os únicos seres vivos que frequentam a escadaria do prédio (e é por regulamento do condomínio) são um cão rafeiro, um Lavrador e um Boxer ... e fazem todo o percurso a rebentar pelas costuram, enquanto os donos estão no rés-do-chão a gritar “anda, então desce, anda rápido, não pares, desce … f*d#-se tinhas que levantar a perna aí, anda lá que ninguém viu!” (ninguém vê, mas ouve-se tão bem o relato do derramamento!!!!).      

 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O melhor presente de Natal logo a seguir às cuecas e meias …

É o saco do gás (vá em inglês soa muito melhor, Gas Sack). Não resolve todos os problemas, mas é uma ajuda na tarefa “soltem os prisioneiros”.

Por $89.95 (cerca de 72€) é possível comprar um saquito e realizar a “produção caseira” de gás metano sem interferir com o bom funcionamento dos pulmões do companheiro/a, amigos, familiares e colegas de trabalho. O único senão é que os puns só podem ser dados quando se está sentado, deitado… ou a realizar uma corrida de sacos! Já imaginaram assim um soirée em família tudo de saco vestido e alguém dá o sinal de partida “3, 2, 1, gás a fundo” … criam-se memória para uma vida!
 
Imagem retirada da Internet

Nas dicas de utilização do saco, os produtores sugerem o uso do Flatulence Deodorizer. E não, não estamos a falar em acender um cigarro, mas sim em usar uma espécie de penso ou filtro (vejam a imagem que é melhor) à retaguarda. Este desodorizante existe na versão premium (para quem produz potentes bombas de mau cheiro), descartável (é o chamado larga e deita fora) e reutilizável (este nem comento).

Para realizar as comprinhas de Natal é só clicar AQUI. Boas compras!
 
Imagem retirada da Internet
 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Depois do Manuel ainda veio a Maria …

A primeira vinha endereçada ao Manuel Silva, que nunca ninguém viu mais gordo ou a viver ali por aqueles lados. Achamos estranho que alguém indicasse como morada “SN 5 (perto 1563)”. Primeiro, porque se é sem número (SN), não pode ser o número 5. E segundo, se todas as casas têm número de polícia, não são necessários preciosismos do tipo “perto 1563”. Até porque o “1563” fica num cruzamento perto de várias casas e longe de outras tantas. Devolvemos (leia-se a minha mãe devolveu, porque eu vim à minha vidinha) a carta nos correios e assunto arrumado.

Assunto arrumado até este fim-de-semana! Não é que o Manuel também tem uma Maria, que vive exactamente no mesmo sítio.

De volta aos correios para devolver a inviolada “Maria Silva”, ficamos a saber uma “teoria” sobre os Silvas do “SN 5 (perto 1563)”. O Manuel e a Maria podem funcionar assim como um isco prontinho a ser mordido por um “peixinho” atarefado nos seus afazeres. Por detrás da simplicidade do nome e da elevada probabilidade em acertar num Manuel ou numa Maria Silva pode estar uma potencial trafulhice, vigarice, intrujice ou o que lhe queiram chamar.  

Se há coisa que não falta aos burlões é criatividade! Por isso, eu “mordo” a teoria da conspiração. Por outro lado, o sistema informático da ZON pode ter tido um surto psicótico e resolveu “parir” dois Silvas perto da minha casa. A ver vamos!


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A quebrar tradições desde …

É certo que hoje comemora-se o dia da Restauração da Independência, mas a tradição ditava que fosse também o dia de desempacotar as caixas, caixinhas e caixotes guardadas nos confins do anexo. Era o dia de pôr a casa a condizer com a quadra.
 
O pinheiro, que cheirava a pinheiro e era efectivamente um pinheiro, era colocado em local de destaque. O enfeitar da árvore alternava entre tem cuidado com essa bola que parte e o corre atrás daquela que vai ali a saltitar feita maluca. As luzes de Natal eram testadas para se descobrir que só metade é que funcionava correctamente. E as serpentinas/grinaldas de Natal … bem, essas foram muitas vezes separadas à força por meio de uma tesoura.

Agora já não há o feriado. O pinheiro cresceu ao ponto de só de grua ser possível enfeitar. Foi substituído por um de plástico e quando saí do ninho “encolheu” para um mini-pinheiro oferta da Skip (exactamente, a marca de detergentes).

Mas este ano é de rotura! O mini-pinheiro Skip passa à reforma juntamente com as suas mini-bolas e mini-estrela enfiada à força. As luzinhas pisca-pisca (as cores que ainda piscavam) têm o mesmo destino. E tudo isto porque me perdi de amores por um pinheiro. Não, não roubei o Pinheiro das Festas Nicolinas, porque não tenho pé-direito que permita tal excentricidade. Mas …. tenho outro mini na minha vida à espera de ser engalanado.