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quinta-feira, 26 de março de 2015

#tudoaocontrario

Não sabem o que é? Eu explico. É um movimento de sensibilização para o traumatismo craniano grave, que pretende ao longo ao desta semana (de 22 a 29 de Março) sensibilizar o público português para esta causa:


A forma de adesão é simples: basta tirar uma fotografia, rodar a mesma, usar o hashtag #tudoaocontrario e partilhar nas redes sociais, indicando que se trata de um movimento de sensibilização para o traumatismo craniano grave. Simples, não é? E vale a pena.

Segundo o site (que podem consultar AQUI):

- O Traumatismo Craniano Grave é a maior causa de morte e incapacidade em jovens adultos de todo o mundo, sendo os acidentes rodoviários e quedas os principais responsáveis.

- Estima-se que em Portugal existam 275.000 pessoas vítimas de Traumatismo Craniano Grave.

P.S. Obrigada P de Patrícia por alertares!  
 
 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

27 de Janeiro. 70 anos depois. Continuam a não existir palavras ou adjectivos.

Como é óbvio, eu sabia ao que ia. Mas uma coisa é aquilo que pensamos saber, outra coisa é a realidade. Uma coisa é aquilo que lemos, aprendemos, vimos, ouvimos, assimilamos e outra completamente diferente é ver com os nossos próprios olhos.

É passar por camaratas que não são dignas do nome. É ver um complexo organizado como uma linha de montagem, uma máquina eficiente de tortura e de morte. É ver pilhas de sapatos, malas, óculos, muletas, bengalas, roupa, brinquedos, cabelos ... e saber que aquilo não representa nem um quinto dos Seres Humanos que ali sofreram e morreram. É caminhar e tentar perceber como é que alguém consegue sobreviver a tamanha sanguinolência. Como é que alguém é capaz de tamanha atrocidade.

A cada passo temos a clara noção até onde a crueldade humana pode ir e a cada bloco conseguimos perceber que a desumanidade não tem limites. Por mais que se chame loucura, não há loucura que explique tamanha crueldade, barbaridade, selvajaria, desumanidade.

Passaram 70 anos desde da libertação dos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau. De todas as frases, a mais conhecida é a do portão “Arbeit macht frei” (“O trabalho liberta”). Eu, pessoalmente, prefiro a que se encontra à entrada de um dos blocos “Those who cannot remember the past are condemned to repeat it” (“Aqueles que não conseguem lembrar o passado, estão condenados a repeti-lo”). Passaram 70 anos, mas actualmente, sob outra forma, sob outro nome temos situações muito semelhantes … e esquecemos o passado e assobiamos para o lado.
 
 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Quem não te respeita, não te merece!

Este não é o registo habitual do blogue e passei o dia a pensar se escrevia ou não sobre o assunto.

Felizmente nunca sofri na pele. Nunca estive num relacionalmente, onde a violência física ou verbal estivesse presente. Infelizmente vivenciei de forma muito próxima esta mesma realidade.   

Conheço o sofrimento do agredido. Conheço a indiferença do agressor. Sei que por mais que criem dias internacionais para eliminação da violência contra as mulheres, a violência continuará a fazer parte da realidade e do quotidiano de muitas delas. É fácil dizer, que tem de ser a mulher a dar o primeiro passo. É fácil desculpar o agressor. É fácil arranjar desculpas perante os médicos, filhos, familiares e amigos. É fácil acreditar nas próprias mentiras criadas.

Mas não é fácil viver com a violência. Destrói aquilo que somos, aquilo que acreditamos que somos capazes de fazer e vir a ser. E isso ninguém, ninguém tem o direito de roubar, seja com um estalo ou com palavras que magoam mais do que os actos …Quem não te respeita, não te merece! E isto é válido tanto para as mulheres como para os homens.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

90 minutos sem “ses” …

É um tema que claramente sai ao género, do que eu escrevo aqui no blog. Mas hoje aqui a dona do “estaminé” deu-lhe para isto. Se não querem ter assim um momento de epifania óbvia aconselho a não irem ver o filme “Aproveita a Vida Henry Altmann”.

É impossível ver aquele filme sem levar uma chapada de luva branca, que nos acorda para a realidade. Nascemos com um prazo de validade, que desconhecemos por completo. Vivemos felizes e contentes, adiamos decisões, tememos a mudança e quando nos arrependemos de algo … podemos ter só “90 minutos”.

Ver aquele filme numa semana de decisões e de mudança (esperemos para melhor) na minha vida … agudizou a vontade de continuar a caminhar sob o fio do arame.

Eu sei que pode parecer de loucos, mas quando decido alterar algo na minha vida, raramente (para não dizer nunca) volto atrás. Tenho a perseverança de um burro teimoso e uma resiliência inabalável. Mas, tal como a maioria das pessoas, não deixo de temer as “vertigens” de andar sob o fio da mudança. Aquela sensação de novidade é desafiante e avassaladora.

Se só tiver 90 minutos tenho a certeza absoluta que quero olhar para trás sem arrependimentos. Gastar os últimos 90 minutos com quem mais amo sem “ses” … quero ser a louca que viveu no fio da navalha, que caiu e se levantou, aprendeu com os erros e as vitórias. Não quero reparar danos, quero usufruir do que criei à minha volta na sua total plenitude e sem pressas.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Oh Captain, my Captain ...

Morreu o ator Robin Williams.

Pensei se escrevia ou não este post, porque não gosto de perdas, não gosto de despedidas e evito a todo o custo o assunto na minha vida pessoal.

Mas, caramba morreu o meu ator preferido. Um dos poucos atores que me conseguiu fazer rir e chorar com a mesma intensidade. Um dos poucos atores, cujas interpretações, eu vejo, revejo e descubro sempre novos pormenores e novos sentidos.

O filme “O Clube Dos Poetas Mortos” será sempre um dos meus filmes preferidos e a frase “Good Morning, Vietnam!” continuará a ser a resposta no meu grupo de amigos aos meu “bom dia” sonoro todas as manhãs, quando toda a gente ainda está ensonada.

Morreu o ator Robin Williams, mas “seize the day boys” … e obrigada pelas horas de divertimento e inspiração.