Mostrar mensagens com a etiqueta Cinema. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cinema. Mostrar todas as mensagens

sábado, 1 de agosto de 2015

Pátio das Cantigas

Confesso que sou fã dos filmes da época dourada da comédia em Portugal, por isso ir a um filme que é suposto ser um remake ou uma actualização dessa época era algo que me deixava de pé atrás. Actores como Vasco Santana e António Silva são únicos e tentar replicar a “fórmula” das comédias populares dos anos 30 e 40 não é fácil, para não dizer impossível.

Posto isto e visto o filme, para mim, não é um remake, quanto muito é um filme inspirado no Pátio das Cantigas, onde numa cena ou outra conseguimos lembrar-nos do original. Não há a frase “ó Evaristo tens cá disto”, há “ó Evaristo não percebes nada disto”. Permanece o bairro típico lisboeta, onde o castiço e as personagens tipificadas imperam. E acrescenta-se um toque de actualidade com o Narciso a ser um condutor de tuk tuks, o Evaristo dono de uma mercearia gourmet e com uma filha adolescente (que só tem olhos para o telemóvel, namorado e carreira de atriz), a Rosa é vendedora de sapatos e cozinheira num hostel, que tem como clientes um grupo de turistas gays espanhóis. O “lado cosmopolita” do bairro fica a cargo de uma família indiana.

Dá para rir, mas não é memorável.

Imagem retirada da Internet

sábado, 27 de junho de 2015

Ted 2

O urso de peluche desbocado e sem maneiras está de volta …e quer ser pai de família!
Conseguem imaginar?

O filme mantém o registo politicamente incorrecto, irónico, hilariante e crítico do primeiro filme. Por vezes, é (ou tenta ser) sério e sentimental na “lição moral”, que tenta passar … mas com piadas a cada cinco minutos, torna-se difícil levar a sério a parte moralista do filme.

As referências (constantes) à cultura pop são várias e desta vez não se limitam só aos anos 80. Num minuto fala-se do Rocky III, noutro do clã Kardashian e nem o Justin Bieber ou o “novo” Super-Homem saem imunes.     

Não é uma comédia bonitinha e inteligente, mas garante um bom serão depois de um dia de trabalho!

Imagem retirada da Internet

sábado, 13 de junho de 2015

Mundo Jurássico

Os dinossauros estão de volta!

Apesar de não conseguir manter o sentimento de estupefacção e deslumbramento do original de Steven Spielberg, Colin Trevorrow “criou” um parque de diversões capaz que nos manter presos ao ecrã. O ritmo de acção não deixa ninguém indiferente, especialmente durante os ataques furtivos do Indominus Rex (o dinossauro “estrela”, que resulta de manipulação genética) ou na sequência de cenas que culminam na batalha final, onde T-Rex, velociraptores e mosasaurus (outro dinossauro “novidade”) unem esforços.

A dupla protagonizada por Bryce Dallas Howard (se há mulher que sabe correr de saltos altos, é ela!) e Chris Pratt (o macho alfa vestidinho à Indiana Jones) trazem ao filme uma pitada de emoção e uma grande dose de sentido de humor … e fazer rir, enquanto se foge e se impede uma catástrofe iminente não é tarefa fácil!

Inteligente e irónico não se limita a ser só um filme de ficção científica e aponta o dedo a diversos temas: a falta de empatia entre as famílias, a constante necessidade de inovar para agradar, a manipulação genética, a ganância e ambição desmedida.   
 

P.S. Se tiverem oportunidade, optem por ver em IMAX ... garanto-vos que vão dar alguns saltinhos na cadeira, mas vale a pena pela experiência!
 
Imagem retirada da Internet
 

sábado, 30 de maio de 2015

Tomorrowland: Terra do Amanhã

Como salvar o mundo da autodestruição? É isto que Frank Walker (George Clooney) e Casey Newton (Britt Robertson) tentam conseguir com histórias sobre o passado e viagens entre o presente e o futuro. Ao contrário da maioria dos filmes, que aborda esta temática, este opta por uma visão optimista, perfeita e sem derrotismos perante as adversidades (não fosse ele uma produção da Walt Disney).

Entre o presente e o futuro, fugas a andróides assassinos que possuem os sorrisos mais simpáticos (e branquinhos) à face da terra, engenhos mirabolantes, um foguetão escondido durante séculos sob a Torre Eiffel … temos a tentativa mais inverosímil, utópica e progressista de evitar o fim do mundo.

Na minha opinião, se do ponto de vista visual o filme alia a criatividade à técnica, do ponto de vista da narrativa o filme não prima pela lógica e emoção.     

Imagem retirada da Internet

sábado, 16 de maio de 2015

Mad Max: Estrada da Fúria

São 120 minutos de prego a fundo, onde a natureza humana e o desespero pela não extinção estão na ordem do dia. Luta-se por água, por petróleo e por qualquer tipo de riqueza, mas acima de tudo luta-se literalmente pela vida no seu estado mais embrionário.  

As cenas de acção são insanas, electrizantes e repletas de reviravoltas, além de que são visualmente fascinantes (o recurso a efeitos especiais mal se nota). De todas a personagens, confesso que gostei da Furiosa (papel desempenhado pela actriz Charlize Theron). Foge ao cliché de donzela indefesa, que irá acabar o filme nos braços da personagem masculina com um pôr-do-sol como cenário de fundo, mas também não é a guerreira casca-grossa. É simplesmente a personagem farol do filme, que simboliza a esperança num mundo melhor.  

É um filme de fazer perder o fôlego … mas não deixa de relembrar que viver e sobreviver são dois conceitos completamente distintos.

Imagem retirada da Internet

sábado, 18 de abril de 2015

Noite em Fuga

É um thriller com Jaume Collet-Serra “aos comandos” e Liam Neeson no papel de um fora-da-lei envelhecido e assombrado pelo seu passado e erros. Ao jeito dos últimos filmes, Liam Neesson assume o papel de duro, mas vulnerável e de íntegro, mas implacável (que lhe assenta que nem uma luva).

Sem desculpas ou complacências, o argumento une crime, redenção e relações familiares versus “filiações” criminosas, de uma forma que torna o filme electrizante, dramático e a fazer lembrar os “velhinhos” e clássicos filmes de gangsters de Hollywood.  

O filme é uma agradável surpresa e vale a pena ver … quanto mais não seja pela fantástica cena de acção/tiroteio ao som de “Fairytale of New York” dos The Pogues.  

Imagem retirada da Internet

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Velocidade Furiosa 7

Não há nada que enganar! É um filme de acção, onde as leis da física não se aplicam, as personagens têm mais vidas de que um gato, os ossos são feitos de aço, há diversas cenas de luta, muita testosterona, mulheres bonitas … e claro, carros, velocidade e adrenalina.   

Ao contrário do que aconteceu em algumas versões anteriores, as cenas de acção são impressionantes e criativas o suficiente para que não se tornem repetidas e mais do mesmo. Há quedas de precipícios, carros a serem lançados de avião, saltos (de carro) entre arranha-céus, uma “luta” drone militar versus carros … e isto são apenas alguns dos exemplos. A realização é dinâmica, frenética e a banda sonora acompanha na perfeição cada uma das cenas. É entretenimento puro e duro.

[Só mais um pequeno pormenor. A última cena do filme é uma homenagem ao actor Paul Walker. É uma cena atípica (principalmente neste género de filme e quando se trata de actores pouco consagrados), mas sem dúvida um gesto bastante bonito e enternecedor.]
 
Imagem retirada da Internet
 

sábado, 21 de março de 2015

Insurgente

2D ou 3D? Mais vale ver em 3D.

O ponto forte do filme são as cenas de acção, os efeitos especiais e componentes de design gráfico, que são complementados por uma banda sonora que “acelera” o ritmo cardíaco da cena (e também o nosso, quem se assusta facilmente salta alguns bips durante algumas cenas).

O uso do 3D completa o quadro de acção, tornando o filme mais emocionante. Como a maioria dos cenários se pauta por cores frias, ruínas de arranha-céus e prisões de vidro, a perspectiva de profundidade torna as cenas de perseguição, de explosões, de confronto e o “cenário de simulação virtual” mais impactantes e com um ritmo mais alucinante. 

O argumento, que se baseia na existência de uma sociedade dividida em cinco fracções (ou castas de “virtudes”), e os diálogos deixam pouco espaço para a existência de sentimentos ou reflexões, ficando quase sempre presos à lógica do fugir-atacar-retaliar-vencer. Contudo, o filme não deixa de ter um objectivo moral … que só é perceptível no final do filme: um das “castas” (ou melhor uma das virtudes) é a metáfora do cidadão diferente e minoritário, mas que no entanto é essencial para a manutenção do equilíbrio social.  
 
Imagem retirada da Internet
 

sábado, 14 de março de 2015

Focus

De uma forma rápida e simples. Não é um filme totalmente sobre burlas e o como dar o “grande golpe que deixa os protagonistas reformados a beber cocktails numa ilha paradisíaca”, nem é só mais uma comédia romântica. É interessante, é divertido, tem reviravoltas surpreendentes, a banda sonora é contagiante e a dinâmica da dupla de protagonistas é fantástica.

O argumento é simples: um charmoso e carismático burlão (um papel que caí que nem uma luva em Will Smith) conhece uma ladra amadora com aspirações a ladra profissional (Margot Robbie). É uma história “levezinha”, mas rapidamente se torna bastante apetecível. Num momento parece que estamos perante um burlão “azarado”, no seguinte percebemos que o golpe é brilhante, duas cenas depois temos uma situação hilariante e na seguinte estamos perante um momento marcante e tocante … e por entre esta alternância é impossível não focar o focus na tela.
 
Imagem retirada da Internet
 

sábado, 7 de março de 2015

Chappie

Mais emocional era impossível. Aliás, se não fosse a caracterização como robot, Chappie pareceria uma criança sobredotada com uma capacidade de absorver informação irrealista e de se desenvolver (física e mentalmente) à velocidade da luz de dia para dia (para não dizer de minuto a minuto).

O tom frenético, humano e imparável torna o filme sobre inteligência artificial num quase filme de acção com apontamentos de comédia (principalmente quando Chappie brinca com uma galinha de plástico ou aprende “a ter estilo”) e drama (aqui se contasse “estragava” a segunda parte do filme).

Pelo meio ainda aborda (de forma superficial) uma série de questões morais e sociais, como por exemplo: os robots substituírem os seres humanos nos seus postos de trabalho, o espaço envolvente como um elemento formador do carácter ou como a linha entre a sensatez, o progresso e a ambição pessoal pode ser muito ténue.

Se o RoboCop e o robot do filme “Eu, Robot” tivessem tido um filhote “cognitivamente avançando” … ele seria sem sombra de dúvida o Chappie.  

Imagem retirada da Internet

sábado, 28 de fevereiro de 2015

O Amigo do Peito

Se arranjar um já seria difícil, desencantar sete amigos em duas semanas ... tinha que resultar numa comédia.

Depois juntaram-lhe uma série de estereótipos. O noivo rico e gordinho, que nunca teve amigos. A noiva alta, loira e gira que quer a todo o custo um casamento perfeito e o marido a condizer com a ocasião. O “sociável” com olho para o negócio e com conhecidos/parceiros de negócio com aparências peculiares. Resultado: um grupo de amigos disfuncional e estranho num casamento XPTO.

Mas se o grupo é estranho, as situações em que eles se envolvem conseguem ser ainda mais estranhas. Um jogo de futebol americano com o sogro e os seus amigos torna-se um campo lameado de wrestling, onde a “old school” dá quase um knockout à “juventude”. Uma despedida de solteiro, onde um cão morre de ataque cardíaco a morder … o que não deve. Uma fuga à polícia, bem-sucedida diga-se, mas cujo condutor é o menos provável. E, por fim, um final inesperado, mas não menos hilariante.

É uma comédia, leve sem pretensões com algumas cenas que têm tanto de hilariante como de estapafúrdias.  

Imagem retirada da Internet

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Kingsman: Serviços Secretos

Conseguem imaginar um filme que reúna acção, comédia, espionagem à antiga inglesa, alfaiataria de luxo e luta de classes, de forma simples, paródica e com uma pitada de futurismo à mistura? Não? Então, levantem o rabinho do sofá e vão ver Kingsman: Serviços Secretos, que eu prometo que não se arrependem.  

Se por um lado temos Colin Firth a mostrar mais que uma vez que “manners maketh man” (as maneiras fazem o homem”) num papel de mentor e agente secreto (de fazer inveja ao mais clássico dos Bonds). Por outro lado, temos Samuel Jackson no papel de vilão maquiavélico e megalomaníaco, que por mais que tentemos odiar não conseguimos. Aquela vozinha de sopinha de massa misturada com o seu problema de hematofobia (medo de ver sangue) até por estar a tentar acabar com o Mundo, da forma mais horrenda possível, mas nós só conseguimos rir.  

A esta dupla improvável de herói e vilão juntam-se lutas com passos de dança, gadgets a fazer lembrar os clássicos do Bond, cabeças que explodem como fogo-de-artifício, um pug carismático, uma figura da alta realeza com a líbido no auge e muita diversão.  

Imagem retirada da Internet

sábado, 7 de fevereiro de 2015

O Meu Nome é Alice

Se pensam que é o típico filme repleto de clichés … esqueçam, não o é.

A abordagem dos realizadores Wash Westmoreland e Richard Glatzer foge por completo ao registo, que se foca nas questões clínicas, na derrocada familiar ou mesmo na luta inglória que tenta superar os limites do razoável.

Sem quaisquer artifícios, o filme acompanha os graduais constrangimentos da doença de Alzheimer, em especial as alterações de percepção, pela óptica do doente. E aqui, a Julianne Moore é fantástica. De uma forma clara, assistimos às primeiras perdas de noções de tempo e de espaço, às falhas de memória e posteriormente à perda da capacidade de reconhecer a própria casa e os seus familiares. Comovemo-nos com o discurso no congresso sobre Alzheimer, que não é mais do que um monólogo sobre o limbo entre ser definido pela doença que se tem ou pelo aquilo que se foi um dia. Seguem-se as falas mais curtas, os pequenos silêncios, a expressão vazia e o olhar parado, que acentuam a deterioração da personagem.

Emocionante e por vezes assustador … o filme vale a pena, principalmente pela forma como a doença é abordada.

Imagem retirada da Internet

sábado, 31 de janeiro de 2015

A Teoria de Tudo

É um drama muito bem-humorado sobre o amor e a capacidade de auto-superação … e puxando a brasa à sardinha das mulheres, por detrás de um grande homem está sempre uma grande mulher. Apesar de só termos olhos para a interpretação de Eddie Redmayne, Felicity Jones no papel de Jane é a imagem do estoicismo e da dedicação.

Eddie Redmayne é absolutamente extraordinário! É incrível como ele consegue converter-se quase num retrato fiel de Hawking. Uma composição física que tem em atenção o mais pequeno e realista dos pormenores. As mãos contorcidas, os pés a arrastar no chão, os ombros tortos, a dificuldade em falar (que tem em atenção a dicção, de forma a que as falas continuem perceptíveis) e já na fase final uma expressão quase “congelada” são alguns dos aspectos que permitem tornar claro o avançar da doença e da própria história. Mas o mais impressionante é que apesar das limitações, o actor continua a conseguir expressar-se através de pequenos trejeitos faciais e posturas.

A banda sonora de Jóhann Jóhannsson completa o quadro na perfeição.

O filme está nomeado para cinco Óscares (melhor filme, melhor actor, melhor banda sonora, melhor actriz e melhor argumento adaptado). Fingers crossed, porque Eddie Redmayne merece juntar um óscar ao globo de ouro, que já tem lá em casa.
 
Imagem retirada da Internet
 

sábado, 24 de janeiro de 2015

Sniper Americano

Nomeado para 6 óscares. Ok! A sério? Não desgostei do filme, mas 6 nomeações…

Talvez por ser baseado na autobiografia do sniper Chris Kyle (o atirador furtivo mais letal da história do exército americano), o Clint Eastwood tenha optado por uma visão mais contida, em termos de questões políticas e emocionais. Mas sente-se a falta. Pelo menos, eu senti um bocadinho falta daquela carga dramática típica dos filmes de Eastwood.

Por outro lado, Clint Eastwood compensa do ponto de vista visual. O filme demonstra de uma forma bastante explícita e crua as atrocidades da guerra do Iraque. Os soldados americanos não são retratados como seres perfeitos e heróis imaculados. Os diálogos são naturais e fogem aos típicos clichés. E, para mim, o ponto alto do filme é sem dúvida a cena da tempestade de areia, onde conseguimos ver táctica militar misturada com medo, receio, vingança e camaradagem. 

É forte e impressionante do ponto de vista visual e é através dessa “violência” visual, que conseguimos reter e imaginar alguns dos sentimentos vividos pelas personagens, que são elas próprias incapazes de partilhar o peso da guerra.  

Imagem retirada da Internet

sábado, 17 de janeiro de 2015

O Jogo da Imitação

O filme é ele próprio um jogo. Um puzzle estruturado por Morten Tyldum sobre o misterioso Alan Turing. Por entre recuos e avanços no tempo, vamos percebendo o carácter e a genialidade de Turing interpretado por Benedict Cumberbatch, que é perfeito para o papel.

Numa luta constante entre a genialidade dos homens e a inteligência artificial de uma máquina, o filme relata alguns dos segredos por detrás da Segunda Guerra Mundial (mas também toma algumas liberdades criativas) e como uma equipa improvável, dirigida por um matemático anti-social, conseguiu trabalhar em conjunto e decifrar o código que mudaria o rumo da História. E como o filme repete tantas vezes “às vezes, as pessoas que menos esperamos podem fazer as coisas mais inacreditáveis”, neste caso a anormalidade de Turing não só mudou o rumo da História Mundial, como mudou a nossa actualidade.

Derrotado nos Globos de Ouro pode ser que tenha sorte nos Óscares. O filme encontra-se nomeado nas categorias: melhor filme, melhor realizador, melhor actor, melhor actriz secundária, melhor argumento adaptado e melhor cenografia. 


sábado, 27 de dezembro de 2014

Chefes Intragáveis 2

Começaram como “assassinos” de patrões, de empregados passaram a chefes e de chefes “sem neurónios para o negócio” viram-se obrigados a mudar de ramo … e resolveram enveredar por uma “carreira” (pouco promissora) como raptores de filhos de investidores gananciosos.
 
Não surpreende em relação ao primeiro filme, mas prova que quando se trata de juntar Jason Bateman (Nick), Charlie Day (Dale) e Jason Sudeikis (Kurt) no grande ecrã, a lei de Murphy (“tudo o que pode correr mal, vai correr mal”) é claramente optimista. A cena de perseguição é do mais surreal e hilariante que pode existir, o enredo é burlesco, a estupidez é sistemática, a excentricidade de Jamie Foxx é fantástica e a Jennifer Aniston com a sua dentista adita sexual repleta de taras e manias contrasta (mais uma vez) com imagem que temos dela.

Imagem retirada da Internet

sábado, 20 de dezembro de 2014

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

O fim chegou … e com este último filme fazemos o “addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye” à Saga de Peter Jackson, à Terra Média e a Tolkien.

A aventura de Gandalf, 13 anões e um hobbit (Bilbo Baggings) em busca do tesouro de Dale chega ao fim com um confronto, que faz jus ao título do filme (“A Batalha dos Cinco Exércitos”).

Um epílogo muito esticadinho separa e une cinco exércitos em torno de um objectivo comum. Põe elfos e homens em confronto com os anões para fazer valer a palavra dada por Thorin Escudo de Carvalho (Richard Armitage). Une elfos, homens, anões e animais (o Beorn com as águias) contra os orcs com o objectivo de defender o Reino de Erebor. E pontua estes confrontos com pequenas histórias de amor, amizade, bravura, loucura, cegueira, lealdade e avidez.   

Como sempre temos um deleite visual com os diferentes seres criados por Tolkien, efeitos especiais e as belas panorâmicas da Nova Zelândia a ganharem vida no grande ecrã. A banda sonora de Howard Shore completa o quadro com a habitual mestria (por exemplo: “Shores Of The Long Lake” ou “Beyond Sorrow and Grief”).
 
Imagem retirada da Internet
 

domingo, 14 de dezembro de 2014

Exodus: Deuses e Reis

Muita técnica e pouca emoção num espetáculo visual de proporções épicas. Muito sinceramente, depois de 142 minutos de filme, foi esta a sensação final.

Os cenários são fascinantes e os planos mais abertos expõem a imponência dos edifícios e estátuas da cidade de Tebas ou a dimensão do êxodo. A sequência das pragas, a perseguição de Ramsés II (Joel Edgerton) ao povo hebreu, o confronto entre Moisés (Christian Bale) e Ramsés II no Mar Vermelho estão repletas de pormenores, que despertam a atenção de qualquer um.

As dúvidas de Moisés em relação ao seu passado e futuro tornam-no mais humano (em relação às outras versões), mas também o líder menos carismático. Falta o tom vibrante e inspirador aos discursos. Em vez disso temos diálogos tão banais (e constatações óbvias) como: “Moisés, onde é que estamos?”, “Estamos no ponto da terra, onde temos o mar à nossa frente e um exército atrás.”.

Falta a capacidade de emocionar e de gerar empatia com as personagens. Ficam as imagens visuais e alguma intensidade gerada pelas mesmas.
 
Imagem retirada da Internet
 

sábado, 6 de dezembro de 2014

Doidos à Solta, de Novo

20 anos depois, os “doidos” de Peter e Bobby Farrelly estão de novo à solta.

Desta vez a dupla tem como “missão” procurar a filha de Harry (personagem de Jeff Daniels) e entregar um objecto capaz de salvar a humanidade. E como não poderia deixar de ser, esta road trip encontra-se repleta de grandes doses de loucura e patetice. Há de tudo um pouco, desde uma mulher gananciosa com aspirações a viúva rica, a um amante perigoso, um agente secreto corrupto, uma idosa sabida, vários cientistas e até um carro funerário convertido em “câmara” de partidas.   

A dinâmica entre Jim Carrey e Jeff Daniels é notória. O humor físico de Jim Carrey combinado com o humor politicamente incorrecto do argumento dá lugar a momentos hilariantes e de pura pantominice com diversas ideias absurdas pelo meio.

O filme cai em alguns exageros, tem parvoíce numa dose mais do que suficiente e momentos que na “vida real” embaraçariam o maior desavergonhado. Mas uma coisa é certa, a loucura arranca diversas gargalhadas.