Confesso que sou fã dos filmes da época
dourada da comédia em Portugal, por isso ir a um filme que é suposto ser um
remake ou uma actualização dessa época era algo que me deixava de pé atrás.
Actores como Vasco Santana e António Silva são únicos e tentar replicar a “fórmula”
das comédias populares dos anos 30 e 40 não é fácil, para não dizer impossível.
Posto isto e visto o filme, para mim,
não é um remake, quanto muito é um filme inspirado no Pátio das Cantigas, onde
numa cena ou outra conseguimos lembrar-nos do original. Não há a frase “ó
Evaristo tens cá disto”, há “ó Evaristo não percebes nada disto”. Permanece o bairro
típico lisboeta, onde o castiço e as personagens tipificadas imperam. E
acrescenta-se um toque de actualidade com o Narciso a ser um condutor de tuk
tuks, o Evaristo dono de uma mercearia gourmet e com uma filha adolescente (que
só tem olhos para o telemóvel, namorado e carreira de atriz), a Rosa é
vendedora de sapatos e cozinheira num hostel, que tem como clientes um grupo de
turistas gays espanhóis. O “lado cosmopolita” do bairro fica a cargo de uma
família indiana.
Dá para rir, mas não é memorável.
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| Imagem retirada da Internet |



















