É certo que hoje comemora-se o dia da
Restauração da Independência, mas a tradição ditava que fosse também o dia de
desempacotar as caixas, caixinhas e caixotes guardadas nos confins do anexo.
Era o dia de pôr a casa a condizer com a quadra.
O pinheiro, que cheirava a pinheiro e
era efectivamente um pinheiro, era colocado em local de destaque. O enfeitar da
árvore alternava entre tem cuidado com essa bola que parte e o corre atrás
daquela que vai ali a saltitar feita maluca. As luzes de Natal eram testadas
para se descobrir que só metade é que funcionava correctamente. E as
serpentinas/grinaldas de Natal … bem, essas foram muitas vezes separadas à
força por meio de uma tesoura.
Agora já não há o feriado. O pinheiro
cresceu ao ponto de só de grua ser possível enfeitar. Foi substituído por um de
plástico e quando saí do ninho “encolheu” para um mini-pinheiro oferta da Skip
(exactamente, a marca de detergentes).
Mas este ano é de rotura! O mini-pinheiro
Skip passa à reforma juntamente com as suas mini-bolas e mini-estrela enfiada à
força. As luzinhas pisca-pisca (as cores que ainda piscavam) têm o mesmo
destino. E tudo isto porque me perdi de amores por um pinheiro. Não, não roubei
o Pinheiro das Festas Nicolinas, porque não tenho pé-direito que permita tal excentricidade.
Mas …. tenho outro mini na minha vida à espera de ser engalanado.








