segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Achas que Sabes Dançar?

Não, não acho, aliás tenho mesmo a certeza, que não sei. Nasci em formato dois pés esquerdos pesados como chumbo e com uma coordenação não compatível com a sintonia de movimentos.

Mas aqui esta pessoa sabe que nasceu assim e não se arma aos periquitos, nem mesmo para ir ver um Joaquin Cortés (insufladito, que o mocinho já viu dias menos redondos) ou os bonecos do Marco da Silva (parece uma banda desenhada com pernas). Mas ali no Achas que Sabes Dançar?, há quem ainda não tenha concretizado que a dança não é para eles, mas há outros … há outros que ui lá lá. Se eu tentasse fazer metade do que eles fazem acabava numa cama do hospital sem saber para que lado estava virada.

E ao contrário de muita gente, eu até gosto do programa (ontem foi na minha terra e tudo!). É que o programa é assim uma espécie de 2 em 1, ou 3 em 1 …. façam as contas. Vimos gente a dançar bem, mocinhos com um bom palminho de cara (não desfazendo do resto), rimos com alguns dos candidatos e … até pomos o portunhol em dia. Só vantagens!
 
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sábado, 17 de janeiro de 2015

O Jogo da Imitação

O filme é ele próprio um jogo. Um puzzle estruturado por Morten Tyldum sobre o misterioso Alan Turing. Por entre recuos e avanços no tempo, vamos percebendo o carácter e a genialidade de Turing interpretado por Benedict Cumberbatch, que é perfeito para o papel.

Numa luta constante entre a genialidade dos homens e a inteligência artificial de uma máquina, o filme relata alguns dos segredos por detrás da Segunda Guerra Mundial (mas também toma algumas liberdades criativas) e como uma equipa improvável, dirigida por um matemático anti-social, conseguiu trabalhar em conjunto e decifrar o código que mudaria o rumo da História. E como o filme repete tantas vezes “às vezes, as pessoas que menos esperamos podem fazer as coisas mais inacreditáveis”, neste caso a anormalidade de Turing não só mudou o rumo da História Mundial, como mudou a nossa actualidade.

Derrotado nos Globos de Ouro pode ser que tenha sorte nos Óscares. O filme encontra-se nomeado nas categorias: melhor filme, melhor realizador, melhor actor, melhor actriz secundária, melhor argumento adaptado e melhor cenografia. 


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Leio isto e dou por mim a pensar “Eu ainda sou do tempo …”

Eu não tenho idade para isto! É que não tenho mesmo!!! Não tenho idade para “no meu tempo é que era …” e muito menos para “eu ainda sou do tempo …”. Respira. Inspira, expira, que a realidade é cruel!

É que eu ainda sou do tempo, em que uma experiência nova numa cidade diferente seria comer/beber alguma coisa, que mal conseguimos pronunciar o nome e que certamente nos dará a volta aos intestinos. Em que um “tour experience” significava comprar um pacote turístico, que nos iria proporcionar as mais diversas sensações e enriquecer-nos culturalmente.

Mas, agora não. A avidez criatividade no seu expoente máximo da Cerca Travel criou o “tour experience - casamento a solo em Quioto”. Tão giro … a menina casadoira tem direito a vestido, bouquet, maquilhagem, sessão fotográfica e noite de núpcias num hotel de luxo … num quarto de solteiro, pois claro!

É que a fantochada o “conto de Gueixas” inclui “noivo” só para as fotografias, para “dançar o tango” na noite de núpcias … ou aquilo funciona em formato de serviço extra, ou não há cá “botija de água quente em formato de pezinhos” a aquecer a noite nupcial.  

A sério? Quem é que alinha nesta “jogada”? Alguém que andou a ler a história da Cinderela e da Branca de Neve em repeat e queimou o cérebro.

Imagem retirada da Internet

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Insensibilidade ao mais alto nível …

… ou a dor dos outros a mim não me afecta parece que começa a ser o lema de alguns jornalistas ou jornalismo “matinal”.

De microfone na mão e perante os familiares, que anseiam saber notícias sobre o naufrágio dos pescadores, um (era bom que só tivesse sido um!) jornalista pergunta:

- Como é que se sente? O seu marido/filho/tio/pai/irmão está desaparecido no mar desde de ontem. Como é que se sente?

- O seu marido/filho/tio/pai/irmão era o ganha-pão lá de casa, agora que as hipóteses de ele aparecer com vida são escassas, como é que se sente?

A sério? Estão à espera que respondam o quê?

- Estou óptima! Há anos que andava para me livrar dele.

- Até equilibrar as contas vamos ter de entrar num regime forçado. Mas tudo bem, eu até estava a precisar de fazer uma dieta.

Quando metem um microfone em frente a uma pessoa que inevitavelmente já não tem esperança de rever com vida os seus familiares … será que custa muito parar para pensar antes de abrir a boca e “vomitar” uma pergunta? Será que nunca perderam ninguém? Será que ainda se lembram como é que se sentiram ou a profissão e a sede por audiências congelou os sentimentos?

Haja pachorra para tanta insensibilidade! E que só falta começarem a fazer isto:
 
Imagem retirada da Internet
 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Não sei se ria com a história ou se me arrepie com a condução …

Esta semana andamos na temática dos diálogos está visto! Imaginem um senhor nos seus cinquenta e muitos, baixinho e corpulento (no sentido que tem muita chicha e pouco músculo). Conduz um Smart e tem um excelente sentido de humor, mas não é o advogado do Sócrates. Ok? Estão imaginar? Aqui vai …

- As meninas não vão acreditar no que me aconteceu hoje?

- Z.! Não me digas que tiveste outro acidente?

- Desta vez, eu juro que não foi por culpa minha! Um Teddy Boy resolveu aparecer-me pela esquerda, abalroou o meu carro e desculpa-se dizendo que não me viu. Eu sei que conduzo um carro tipo porta-chaves, mas caramba, sou visível! Não acham?

- Mas como é que ele não te viu?

- Porque eu estava entre dois camiões.

- Puseste a jeito! O Smart é aquele carro irritante, que num parque de estacionamento dá a ilusão de que o lugar está vazio. Imagino entre dois camiões! Definitivamente, tens de arranjar um carro maior!

- Nem pensem! Se conduzir um carro de tamanho “tanque militar”, nunca mais chego a horas. Agora, eu só espero é que o carro de substituição seja melhor, do que o último.

- Qual era problema do último carro?

- Era uma banheira, que demorava anos a estacionar e um quarto de hora para aquecer e pegar.

O que é que uma pessoa diz depois disto?

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Não há duas sem três e que venha a quarta …

Quando olho para as principais “manchetes” de jornais, revistas, sites e outras coisas que tais, percebo o quão o Cristiano é transversal e “internacional” em termos de abordagem.

As pessoas que percebem de “corte e costura” na sua verdadeira acepção gabam o fato de Cristiano, o conjunto de Cristianinho e apontam agulhas e alfinetes à beringela com pernas. Quanto ao Neuer, ele bem podia ter ido nu, porque ninguém fala de como o menino ia bem ou mal vestidinho para o evento.

Passo os olhos pelas revistas cor-de-rosa e estas gabam a terceira bola de Cristiano, de como ele é novo, bonito e bem-sucedido … mas logo a seguir interrogam-se pelas bolas de Irina. Porque é que Irina não acompanhou Ronaldo? Onde é que anda o “bombardeiro” russo? Será que também foi atacada pela gripe? Estarão zangados ou será só TPM? E o casório ficará em suspenso?

Os generalistas e jornais desportivos, que ontem focavam-se na carreira e no mérito do Ronaldo, hoje mudam a cassette (sim, aquela coisa que já ninguém se lembra o que é!) para o lado B e apontam o dedo a quem votou em quem, quem é que acreditou em quem, quem disse o quê, quem é que jurou a pés juntos que quando viu o primeiro pontapé do Ronaldo … soube logo que ele seria o que é hoje.

Eu, que percebo de futebol tanto como percebo de tapetes de Arraiolos, digo apenas … Parabéns, Ronaldo e que venha a quarta! Seja qual for a competição, é sempre um motivo de orgulho ver um português chegar a um “patamar” onde muitos ambicionam estar.