domingo, 9 de novembro de 2014

Interstellar

Não há regra sem excepção e neste caso a excepção foi este filme. Por norma não sou fã dos filmes de ficção científica, mas as críticas fizeram-me ficar com a pulga atrás da orelha. E não fiquei desiludida, muito pelo contrário.

São 169 minutos “vividos” em contra-relógio pelo ex-piloto da Nasa Cooper (Matthew McConaughey) e Dra. Amelia Brand (Anne Hathaway), que tentam a todo o custo salvar uma “Terra” moribunda e castigada pelas alterações climáticas. Apesar de retratar uma viagem espacial, o filme não se resume a isso. Como já é habitual em Nolan são os laços humanos, as relações familiares e os sentimentos que assumem o papel principal. Num filme onde horas são anos, buracos negros são portas de oportunidades e o amor transcende a dimensão espácio-temporal … o “É impossível! Não, é necessário” (dialogo entre Brand e Cooper) assume uma outra dimensão e põe a nu a vulnerabilidade do ser humano.

O facto do filme se basear nas teorias do físico Kip Thorne torna-o intelectualmente desafiante e cientificamente plausível, mas acessível a quem é leigo na matéria de wormholes ou campos gravitacionais.
 
A banda sonora do compositor Hans Zimmer faz o resto. Dust e Final Frontier são as minhas preferidas.


Imagem retirada da Internet


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Comprar gato por lebre …

Em alguns casos, só falta mesmo abrir a embalagem para começar a “ouvir” a miar.

A propósito de um artigo sobre alimentação, hoje ao almoço discutia-se o conteúdo (ou falta dele) dos “bens alimentares” que são 1-2-3 (Descongela - Vai ao micro-ondas - Come).

Primeiro falamos dos “pratos de carne”. Os hambúrgueres, salsichas, almôndegas e restantes processados de carne que só têm entre 50% a 60% de carne a “sério” e um pedacinho de proteína de soja à mistura. Depois passou-se ao “peixe”. Os douradinhos com 65% de pescada e os rissóis de camarão, que têm mais massa do que camarão (15%). E por fim chegamos à sobremesa e à tão afamada gelatina que é magra (“0% Gordura”), mas que tem 20% açúcar na sua composição.

Se o Artur Albarran estivesse a “relatar” o almoço, teria a oportunidade de acrescentar “o drama, a tragédia, o horror” … No meio de tanta incredulidade, resolvi dizer:

Eu: Deixem-se de coisas! Amanhã já ninguém se lembra e vai estar tudo a comer congelados outra vez. Também ninguém se lembra das patas de escaravelhos nos chocolates.

- Ah?! Que patas?

Eu: Cada 100g de chocolate tem pelo menos uma pata.

- Estás a gozar! Não como mais chocolate!

Eu: É só uma patinha! Encara como um acréscimo nutricional.

(a cara de nojo que se seguiu, nem Eça de Queirós iria conseguir descrever na perfeição)

P.S. Para ser mais precisa e depois de consultar uma fonte mais rigorosa, do que a minha memória, descobri que:

- Cada 100g de chocolate tem cerca de 80 fragmentos de insetos

- Farinha de milho tem um inseto por cada 50g

- Farinha de trigo tem 75 fragmentos de insetos por cada 50g

- Cogumelos de conserva têm 20 larvas por cada 100g

 Já notaram o crocante? Ou um saborzinho diferente?
Tão bom (sou mesmo mete nojo)! Agora vamos todos passar a dizer bifinhos com champignon avec larves.
 
Imagem retirada da Internet

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Sorri estás a ser enganado ...

Vieram ao engano e meteram-se num pardieiro que nunca lhes passou pela cabeça poder existir. Isto é tão certo como 2 + 2 serem 4 e olhem que a matemática sempre foi o meu forte.

Google, Googlinho para os amigos, meu querido, tu não enganes as pessoas que recorrem à tua infinita sabedoria para obter explicações sobre “como definir uma alegria profunda”. Indicares o meu blog como “resposta” a tão profunda e existencial pergunta é asneira. Aliás estás literalmente a meter água. A única vez que eu escrevi “alegria profunda” neste blog … foi para escrever sobre uma piscina!

A quem procurou por “bailando e bebendo”, lamento, mas o Google indicou-te a maior pé de chumbo à face da terra. E sim, sou uma mulher capaz de multitasking. Mas bailar e beber simultaneamente, quando se é completamente descoordenada, não seria uma coisinha bonita de se ver.

E por fim, o caso mais “grave”. Duas (DUAS!) pessoas pesquisaram por “content” et voilà apareceu o meu blog. Se acrescentarem um “e”, quanto muito ficam com uma descrição da blogger, mas se querem realmente “content” é melhor irem até à biblioteca.

Só mais uma coisinha. Não sei por que carga d'água, alguém procura na net por “fotos de estou com ciúmes”, mas o Google ter indicado o blog como “resposta” é … esquisito! Não é? Devo ficar preocupada? É que este estaminé não dispõe de livro de reclamações!
 
 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Não o quero nem pintado de ouro … será?

O requinte, a classe, o brilho, o glamour, onde menos se espera e à distância de uma pequena cápsula. Para quem pensa que a vaidade é superficial, esta novidade comprova o facto e demonstra que a vaidade também pode vir das entranhas.

Tem a chancela dos designers Tobias Wong & J.A.R.K. e promete revolucionar o mundo dos esgotos. Contém folhas de ouro com 24 quilates, mas se usares nos dedos é mau sinal.

E a razão é simples! Pela “módica” quantia de 435 dólares (cerca de 339.62 euros), o próximo milionário excêntrico pode fazer um rico cocó (literalmente!). As pílulas de ouro foram originalmente criadas como arte, que pretendia reflectir sobre a sociedade consumista. Mas de “arte” passou a estravagância (temporariamente indisponível) para os viciados em luxo.

Basta ingerir uma cápsula para poder “usufruir” de um cocó em talha dourada! O estilo do cocó fica ao critério do autor: barroco, rococó, manuelino … Quem quer experimentar?
 
Imagem retirada da Internet
 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Estava mesmo aqui, eu sei que trouxe …

… não perdi nada, só não me lembro onde deixei, já sei, afinal não estava, será que trouxe, se calhar deixei em casa, tenho a certeza que não, por acaso não viste onde deixei … E o remate final é: “só não perdes a cabeça porque está agarrada ao corpo!”.

Ai que nervos! Não sou a única esquecida à face da terra! Aliás existe um número suficientemente considerável de pessoas “cabeça-no-ar”, porque o Huffington Post resolveu identificar as 10 “lutas” diárias dos esquecidos:

1.      A frustração de perder vários guarda-chuvas (é mais frustrante chegar aos “perdidos e achados” e não sabermos por qual guarda-chuva procurar)

2.      A necessidade de ter listas para tudo e mais um par de botas (e de esquecer todas elas em casa)

3.      Desperdiçar 30 minutos diários na procura das chaves (30? Ok, estes são piores do que eu)

4.      A agonia de descobrir que as chaves estavam no carro (quem diz no carro, diz na nossa mão, na porta, mesmo à nossa frente)

5.      Não saber o nome da pessoa com quem estamos a falar (e conseguir manter uma conversa, enquanto pensamos “de onde é que eu te conheço para saberes tantas coisas sobre mim?”)

6.      A vergonha de esquecer as datas de aniversário (o facebook dá uma mãozinha nesta matéria, o problema é justificar o atraso da prenda)

7.      O ter de pedir para ligar para o nosso telemóvel, para tentarmos descobrir onde ele está (e o manhoso toca a escassos centímetros de distância)

8.      Esquecer o almoço/lancheira/marmita em casa (neste caso, eu perco literalmente a cabeça … imaginar o meu almocinho sozinho, solitário em casa. É demais!)

9.      O pânico quando nos lembramos que deixamos alguma coisa ligada (e o galardão de melhor cliente da EDP goes to … Nina Nininha!)

10.  Ter tempo livre e pensar que de certeza nos esquecemos de fazer alguma coisa (será? onde é que eu pus a agenda? Estava mesmo aqui, eu sei que a trouxe… bolas!)  

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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Capitão do Óbvio: Andar para ser vista

Por norma tenho um passo acelerado. Acelerado não ao ponto de parecer que estou a fazer um jogging matinal, mas acelerado ao ponto de se queixarem que de salto alto é impossível acompanharem o meu passo.

Agora imaginem um cenário. Rua estreita, uma estrada bastante movimentada e à minha frente vão duas senhoras literalmente a passo de caracol (desculpem, o caracol ganhava sem dúvida a corrida, elas iam a um passo mais lento do que um caracol). Estou atrasada (e não preciso de um 2º banho dado por S. Pedro), por isso logo que me é possível desço do passeio e “ultrapasso” pela esquerda (como manda o código) as duas senhoras e eis que ouço:

- Vês! Vamos muito devagar. As pessoas nem podem passar.

- Vou andar de pressa para quê? Se for de pressa ninguém me vê …

Óbvio! E fica registado …

Andar devagar para ser vista correctamente e nas devidas proporções.

(Estamos sempre a aprender! Mas por favor da próxima vez deixem a faixa da esquerda para os “veículos” em marcha de emergência passarem. Agradecida!)

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