sábado, 31 de janeiro de 2015

A Teoria de Tudo

É um drama muito bem-humorado sobre o amor e a capacidade de auto-superação … e puxando a brasa à sardinha das mulheres, por detrás de um grande homem está sempre uma grande mulher. Apesar de só termos olhos para a interpretação de Eddie Redmayne, Felicity Jones no papel de Jane é a imagem do estoicismo e da dedicação.

Eddie Redmayne é absolutamente extraordinário! É incrível como ele consegue converter-se quase num retrato fiel de Hawking. Uma composição física que tem em atenção o mais pequeno e realista dos pormenores. As mãos contorcidas, os pés a arrastar no chão, os ombros tortos, a dificuldade em falar (que tem em atenção a dicção, de forma a que as falas continuem perceptíveis) e já na fase final uma expressão quase “congelada” são alguns dos aspectos que permitem tornar claro o avançar da doença e da própria história. Mas o mais impressionante é que apesar das limitações, o actor continua a conseguir expressar-se através de pequenos trejeitos faciais e posturas.

A banda sonora de Jóhann Jóhannsson completa o quadro na perfeição.

O filme está nomeado para cinco Óscares (melhor filme, melhor actor, melhor banda sonora, melhor actriz e melhor argumento adaptado). Fingers crossed, porque Eddie Redmayne merece juntar um óscar ao globo de ouro, que já tem lá em casa.
 
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Eu sei que estou a ser mazinha, mas é só porque não aguento mais …

… e tenho que deitar isto cá para fora, caso contrário passo-me dos carretos e não vai ser bonito de se ver.

Quem acha que uma mulher com TPM é difícil de aturar está tão engando. Difícil é aturar uma com os primeiros sintomas de menopausa! Acreditem em mim, que estou aqui a tentar evitar mais um choque térmico provocada pela Sra. com as hormonas ao desvario.

Eu juro, que já não aguento dos braços. Já tirei e vesti a camisola mais vezes do que o puto do Karate Kid. Já respondi à pergunta “hoje está frio?” e “agora está muito calor, não está?” mais vezes do que a minha pobre cabecinha consegue contabilizar num espaço tão curto de tempo.

Mentir e dizer que está quente, quando a janela está aberta há mais de meia hora e só falta ver pinguins a passarem-me à frente … é difícil!!! Dizer que está frio, quando o raio do aquecimento transformou o espaço numa mini-sauna … é representação digna de um Óscar!
 
Ai, senhores, que um dia serei eu e só espero não pôr um grupo de pessoas nestes preparos e em exercícios físicos forçados!!!

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Encanita-me os nervos!!!

Gosto tanto desta expressão … mas adelante! 

“Encanitam-me” aquelas pessoas, que quando querem explicar de onde conhecem outra, recorrem a três árvores genealógicas diferentes e insistem com veemência de um touro, que nós temos que conhecer o Francisco Joaquim Pereira de Andrade Fonseca e Silva Vasconcelos.

Primeiro. Sou péssima com nomes (olha a novidade!).

Segundo. Ter mais do que dois (vá, três) sobrenomes, não é ter um nome comprimido, é ter o início de um testamento ou projecto de fusão entre famílias que correu mal. 

Terceiro. Obrigar uma pessoa a subir (imaginariamente) três ramos na árvore genealógicas dos Silva Vasconcelos, descer quatro ramos na dos Andrade Fonseca e “andar” dois para o lado e três para cima na dos Pereira. Ninguém merece … ok? Temos vidas mais interessantes e somos capazes de actos mais produtivos.

Mas, depois de tanto sobe e desce genealógico. O que me “encanita” MESMO os nervos são aquelas pessoas, que nos fazem crer que estamos no ramo certo da família e preste a deslumbrar quem é efectivamente o Francisco Joaquim Pereira de Andrade Fonseca e Silva Vasconcelos e esperam pelo:

- Já sei!

Para depois responderem:

- O Francisco Joaquim é primo desse.

 P’la môre da santa …atirem-se ao rio e digam-me que não sabem nadar!!!!
 
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Dois pesos e duas medidas …

Já tentei ver de todos os ângulos possíveis e imaginários, mas a única coisa que consigo concluir é que o Google/YouTube tem dois pesos e duas medidas … e que o Raminhos não tem pêlos encravados.

Então não é que o videoclipe da canção “Hoje não estou p’ra ninguém” foi considerado material de orientação adulta? E até teve direito a ser censurado pelo YouTube! Tudo porque ver o Raminhos vestido de Borat (versão fato-de-banho) aparentemente é considerado “demasiado sexual para ser exibido pelo site” e visto por menores de 18 anos. Ok… uma pessoa está sempre a aprender. Para o YouTube, as coisas funcionam assim:

Miley Cyrus a balançar-se completamente nua em cima de uma bola. Coitadita estava com calor e teve que tirar a roupa a meio do exercício físico.

A “Anaconda” (é o nome da música) da Nicki Minaj não é sexual, são exercícios para tonificação da “panificação” e a lição nº1 de introdução ao uso do jacuzzi.

Jennifer Lopez … o vídeo não é sensual, é exercício físico com pouca roupa.

Raminhos em fato-de-banho aos saltinhos … epá, isso já é demais! Censura! 

 
P.S. O videoclipe é engraçado. Claro está que eu não precisava de saber tantos pormenores sobre a “padaria” do Raminhos (ou devia antes chamar-lhe matagal). Mas daí a considerar que é um filme que roça o soft porn … vai uma distância muito grande.
 
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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

27 de Janeiro. 70 anos depois. Continuam a não existir palavras ou adjectivos.

Como é óbvio, eu sabia ao que ia. Mas uma coisa é aquilo que pensamos saber, outra coisa é a realidade. Uma coisa é aquilo que lemos, aprendemos, vimos, ouvimos, assimilamos e outra completamente diferente é ver com os nossos próprios olhos.

É passar por camaratas que não são dignas do nome. É ver um complexo organizado como uma linha de montagem, uma máquina eficiente de tortura e de morte. É ver pilhas de sapatos, malas, óculos, muletas, bengalas, roupa, brinquedos, cabelos ... e saber que aquilo não representa nem um quinto dos Seres Humanos que ali sofreram e morreram. É caminhar e tentar perceber como é que alguém consegue sobreviver a tamanha sanguinolência. Como é que alguém é capaz de tamanha atrocidade.

A cada passo temos a clara noção até onde a crueldade humana pode ir e a cada bloco conseguimos perceber que a desumanidade não tem limites. Por mais que se chame loucura, não há loucura que explique tamanha crueldade, barbaridade, selvajaria, desumanidade.

Passaram 70 anos desde da libertação dos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau. De todas as frases, a mais conhecida é a do portão “Arbeit macht frei (“O trabalho liberta”). Eu, pessoalmente, prefiro a que se encontra à entrada de um dos blocos “Those who cannot remember the past are condemned to repeat it” (“Aqueles que não conseguem lembrar o passado, estão condenados a repeti-lo”). Passaram 70 anos, mas actualmente, sob outra forma, sob outro nome temos situações muito semelhantes … e esquecemos o passado e assobiamos para o lado.
 
 

Se eu vos apanho “neurónios espelho” … nem sei o que vos faço

Nada. Não vos faço nada, que hoje acordei meia derreadita e não estou para grandes confrontos. Mas caramba, não podiam dar uso à vossa funcionalidade de “contágio” para outros assuntos.

Se vejo uma pessoa a bocejar, eu faço o mesmo. Se a comer um bolo sujam a cara, eu penso que também me aconteceu o mesmo. Se uma pessoa vomita, eu fico meia agoniada … é giro e tal. Significa que somos capazes de sentir empatia, mas não é muito útil.

Útil seria, se eu olhasse para uma pessoa que dormiu oito horinhas de um sono de beleza profundo e ficasse “contagiada” pela energia dessa pessoa. [Também não se perdia nada se ficasse contagiada pela beleza e as minhas olheiras fossem dar uma volta ao bilhar grande].

De igual forma seria fantástico olhar para uma pessoa, que comeu uma sopa transmontana, seguida de um cozido à portuguesa e de um leite-creme (ou toucinho do céu, não sou esquisita) e ficar com a sensação de saciada. [Poupava-se tanto em calorias].

Agora virem-me com a história, que até o frio é “contagioso” por causa dos “neurónios espelho”, mas para o que é bom, os “neurónios” estão quietos e não espelham nada … epá!
Olhem, vendo-os! Querem?
 
 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Ao Domingo, ele não tem descanso …

Ele é apertado mais que uma vez. Não pára um minuto. Recebe ordens ao minuto para recuar e avançar. Trabalha sem descanso. Deixa a sua fiel companheira cansada e o meu polegar com uma tendinite.  
 
Espero sinceramente que não tenha representante legal! Caso contrário, eu posso estar metida num grande sarilho. Acho que o meu comando está prestes a acusar-me de assédio no local de trabalho ou mesmo sequestro. Uma coisa é certa, da acusação de exploração laboral já não me safo.

E a TVI que tenha paciência, mas Desafio Final é o que as pilhas do meu comando enfrentam todos os domingos num trabalho forçado entre o “Achas que Sabes Dançar” e o “Got Talent”. Mas vale a pena, principalmente quando vimos actuações como ESTA.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Sniper Americano

Nomeado para 6 óscares. Ok! A sério? Não desgostei do filme, mas 6 nomeações…

Talvez por ser baseado na autobiografia do sniper Chris Kyle (o atirador furtivo mais letal da história do exército americano), o Clint Eastwood tenha optado por uma visão mais contida, em termos de questões políticas e emocionais. Mas sente-se a falta. Pelo menos, eu senti um bocadinho falta daquela carga dramática típica dos filmes de Eastwood.

Por outro lado, Clint Eastwood compensa do ponto de vista visual. O filme demonstra de uma forma bastante explícita e crua as atrocidades da guerra do Iraque. Os soldados americanos não são retratados como seres perfeitos e heróis imaculados. Os diálogos são naturais e fogem aos típicos clichés. E, para mim, o ponto alto do filme é sem dúvida a cena da tempestade de areia, onde conseguimos ver táctica militar misturada com medo, receio, vingança e camaradagem. 

É forte e impressionante do ponto de vista visual e é através dessa “violência” visual, que conseguimos reter e imaginar alguns dos sentimentos vividos pelas personagens, que são elas próprias incapazes de partilhar o peso da guerra.  

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Acho que preciso da D. Alice do Intermarché …

Eu tentei primeiro com calma e paciência. Fui enfiando devagarinho um dedo, depois outro. Mas não havia forma de entrar. Passei à introdução de objectos. Mas nada. Num acesso de loucura segurei com uma mão e puxei com outra … e nada. Puxei com as duas e se não fosse o amor que tenho aos meus dentinhos, acho que até a boca tinha colocado.
 
O raio dos “pistõezinhos” de plástico, que fecham a caixa, não cedem por nada deste Mundo. Já tentei de tudo! A tesoura a única coisa que conseguiu fazer foi moer o plástico e por um triz não partiu. Mais dois segundos, de volta desta coisa, e acho que mudo o slogan para “Eu conto com o Continente para amputar uma mão e ficar sem a porcaria da faca de pão que ganhei a juntar selos” [juntar selos é a nova “brincadeirinha” do Continente]

Irra! … Onde é que eu vou desencantar uma serra eléctrica para abrir esta coisa?
 
 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Sorri, estás a ser enganado #2 …

Generalidade e banalidades é claramente o ponto forte e central aqui do estaminé, mas há todo um limite.

Sim! Há toda uma linha que separa as pessoas que procuram coisas normais no Google e as outras que procuram por … “fotos da frasepode rir mas não caga”. As primeiras são encaminhadas para sites e blogs sérios, que falam sobre as questões fundamentais da vida. As outras são encaminhadas aqui para o estaminé, que o Google deve achar, que de um modo geral aborda as coisas fisiológicas da vida. 
 
Mas como eu não quero desiludir ninguém, aqui fica a minha tentativa de prestar “um serviço público” de qualidade. Assim de repente, a única foto que com uma frase que permita rir, mas que não permita aliviar o intestino delgado e grosso é esta:

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

De lego em lego … cá andamos

Continuam fazer destas à hora do almoço e eu ainda me engasgo com um osso. Aliás não me engasgo, acho mesmo que estico o pernil e vou desta para melhor, porque olhando em volta, não me parece que haja alguém capaz de fazer a manobra de Heimlich em condições e a tempo e horas.

“A carga fiscal explicada em lego”. Parece um título de um filme infantil para menores de 3 anos, não parece? Mas não. Quando achamos que a realidade não pode superar a ficção, eis que um deputado “rouba” os legos ao puto que tem lá em casa e vem explicar a carga fiscal peça a peça. Ora tira, ora põe, ora esconde, ora aparece mais uma peça do bolso … e a dada altura eu penso: “eu já desconfiava que andavam a brincar às casinhas, mas vir para a televisão mostrar os brinquedos … é demais!”.

Para além de ser concorrência desleal aos programas de stand up comedy ou às telenovelas de faca e alguidar … a ideia é qual? Demonstrar o nível de “entendimento” dos deputados ou concretizar que os portugueses só lá vão a “comer” feno a granel?


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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Papa não quer católicos a reproduzir-se como “coelhos”

Estava eu descansadinha da vida a comer o meu almocinho (que só por acaso não era coelho), quando esta frase “saltou” do noticiário: “para serem bons católicos não devem ser como coelhos”.

A primeira coisinha que me passou por esta mente (pecaminosa) foi: agora o Papa ouve os Da Weasel. Sabem aquela música? Re-Tratamento. Pois …

Depois fui ler a notícia. E na realidade o que o Papa defende é uma paternidade responsável, onde se tenha em conta o intervalo entre o nascimento dos filhos, as condições físicas, económicas, psicológicas e sociais do agregado familiar … e eu concordava com cada linha que lia até que “mas sublinhou que é contra a contracepção artificial”. Pois, assim fica difícil.

Tendo em conta que grande parte das adolescentes ficam grávidas, porque se esqueceram de tomar a pílula, usar preservativo ou mesmo tomar a pílula do dia seguinte. Que existem diversos bebés, que devem a sua existência ao efeito do antibiótico para a gripe … acho que regular a vida sexual do casal pelos momentos férteis da mulher é meio caminho andado para criar uma coelhada.

Boa memória e cálculos de cabeça não me parecem que sejam um bom contraceptivo para a maioria dos mortais. E a abstinência …. pois também não me parece.


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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Achas que Sabes Dançar?

Não, não acho, aliás tenho mesmo a certeza, que não sei. Nasci em formato dois pés esquerdos pesados como chumbo e com uma coordenação não compatível com a sintonia de movimentos.

Mas aqui esta pessoa sabe que nasceu assim e não se arma aos periquitos, nem mesmo para ir ver um Joaquin Cortés (insufladito, que o mocinho já viu dias menos redondos) ou os bonecos do Marco da Silva (parece uma banda desenhada com pernas). Mas ali no Achas que Sabes Dançar?, há quem ainda não tenha concretizado que a dança não é para eles, mas há outros … há outros que ui lá lá. Se eu tentasse fazer metade do que eles fazem acabava numa cama do hospital sem saber para que lado estava virada.

E ao contrário de muita gente, eu até gosto do programa (ontem foi na minha terra e tudo!). É que o programa é assim uma espécie de 2 em 1, ou 3 em 1 …. façam as contas. Vimos gente a dançar bem, mocinhos com um bom palminho de cara (não desfazendo do resto), rimos com alguns dos candidatos e … até pomos o portunhol em dia. Só vantagens!
 
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sábado, 17 de janeiro de 2015

O Jogo da Imitação

O filme é ele próprio um jogo. Um puzzle estruturado por Morten Tyldum sobre o misterioso Alan Turing. Por entre recuos e avanços no tempo, vamos percebendo o carácter e a genialidade de Turing interpretado por Benedict Cumberbatch, que é perfeito para o papel.

Numa luta constante entre a genialidade dos homens e a inteligência artificial de uma máquina, o filme relata alguns dos segredos por detrás da Segunda Guerra Mundial (mas também toma algumas liberdades criativas) e como uma equipa improvável, dirigida por um matemático anti-social, conseguiu trabalhar em conjunto e decifrar o código que mudaria o rumo da História. E como o filme repete tantas vezes “às vezes, as pessoas que menos esperamos podem fazer as coisas mais inacreditáveis”, neste caso a anormalidade de Turing não só mudou o rumo da História Mundial, como mudou a nossa actualidade.

Derrotado nos Globos de Ouro pode ser que tenha sorte nos Óscares. O filme encontra-se nomeado nas categorias: melhor filme, melhor realizador, melhor actor, melhor actriz secundária, melhor argumento adaptado e melhor cenografia. 


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Leio isto e dou por mim a pensar “Eu ainda sou do tempo …”

Eu não tenho idade para isto! É que não tenho mesmo!!! Não tenho idade para “no meu tempo é que era …” e muito menos para “eu ainda sou do tempo …”. Respira. Inspira, expira, que a realidade é cruel!

É que eu ainda sou do tempo, em que uma experiência nova numa cidade diferente seria comer/beber alguma coisa, que mal conseguimos pronunciar o nome e que certamente nos dará a volta aos intestinos. Em que um “tour experience” significava comprar um pacote turístico, que nos iria proporcionar as mais diversas sensações e enriquecer-nos culturalmente.

Mas, agora não. A avidez criatividade no seu expoente máximo da Cerca Travel criou o “tour experience - casamento a solo em Quioto”. Tão giro … a menina casadoira tem direito a vestido, bouquet, maquilhagem, sessão fotográfica e noite de núpcias num hotel de luxo … num quarto de solteiro, pois claro!

É que a fantochada o “conto de Gueixas” inclui “noivo” só para as fotografias, para “dançar o tango” na noite de núpcias … ou aquilo funciona em formato de serviço extra, ou não há cá “botija de água quente em formato de pezinhos” a aquecer a noite nupcial.  

A sério? Quem é que alinha nesta “jogada”? Alguém que andou a ler a história da Cinderela e da Branca de Neve em repeat e queimou o cérebro.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Insensibilidade ao mais alto nível …

… ou a dor dos outros a mim não me afecta parece que começa a ser o lema de alguns jornalistas ou jornalismo “matinal”.

De microfone na mão e perante os familiares, que anseiam saber notícias sobre o naufrágio dos pescadores, um (era bom que só tivesse sido um!) jornalista pergunta:

- Como é que se sente? O seu marido/filho/tio/pai/irmão está desaparecido no mar desde de ontem. Como é que se sente?

- O seu marido/filho/tio/pai/irmão era o ganha-pão lá de casa, agora que as hipóteses de ele aparecer com vida são escassas, como é que se sente?

A sério? Estão à espera que respondam o quê?

- Estou óptima! Há anos que andava para me livrar dele.

- Até equilibrar as contas vamos ter de entrar num regime forçado. Mas tudo bem, eu até estava a precisar de fazer uma dieta.

Quando metem um microfone em frente a uma pessoa que inevitavelmente já não tem esperança de rever com vida os seus familiares … será que custa muito parar para pensar antes de abrir a boca e “vomitar” uma pergunta? Será que nunca perderam ninguém? Será que ainda se lembram como é que se sentiram ou a profissão e a sede por audiências congelou os sentimentos?

Haja pachorra para tanta insensibilidade! E que só falta começarem a fazer isto:
 
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Não sei se ria com a história ou se me arrepie com a condução …

Esta semana andamos na temática dos diálogos está visto! Imaginem um senhor nos seus cinquenta e muitos, baixinho e corpulento (no sentido que tem muita chicha e pouco músculo). Conduz um Smart e tem um excelente sentido de humor, mas não é o advogado do Sócrates. Ok? Estão imaginar? Aqui vai …

- As meninas não vão acreditar no que me aconteceu hoje?

- Z.! Não me digas que tiveste outro acidente?

- Desta vez, eu juro que não foi por culpa minha! Um Teddy Boy resolveu aparecer-me pela esquerda, abalroou o meu carro e desculpa-se dizendo que não me viu. Eu sei que conduzo um carro tipo porta-chaves, mas caramba, sou visível! Não acham?

- Mas como é que ele não te viu?

- Porque eu estava entre dois camiões.

- Puseste a jeito! O Smart é aquele carro irritante, que num parque de estacionamento dá a ilusão de que o lugar está vazio. Imagino entre dois camiões! Definitivamente, tens de arranjar um carro maior!

- Nem pensem! Se conduzir um carro de tamanho “tanque militar”, nunca mais chego a horas. Agora, eu só espero é que o carro de substituição seja melhor, do que o último.

- Qual era problema do último carro?

- Era uma banheira, que demorava anos a estacionar e um quarto de hora para aquecer e pegar.

O que é que uma pessoa diz depois disto?

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Não há duas sem três e que venha a quarta …

Quando olho para as principais “manchetes” de jornais, revistas, sites e outras coisas que tais, percebo o quão o Cristiano é transversal e “internacional” em termos de abordagem.

As pessoas que percebem de “corte e costura” na sua verdadeira acepção gabam o fato de Cristiano, o conjunto de Cristianinho e apontam agulhas e alfinetes à beringela com pernas. Quanto ao Neuer, ele bem podia ter ido nu, porque ninguém fala de como o menino ia bem ou mal vestidinho para o evento.

Passo os olhos pelas revistas cor-de-rosa e estas gabam a terceira bola de Cristiano, de como ele é novo, bonito e bem-sucedido … mas logo a seguir interrogam-se pelas bolas de Irina. Porque é que Irina não acompanhou Ronaldo? Onde é que anda o “bombardeiro” russo? Será que também foi atacada pela gripe? Estarão zangados ou será só TPM? E o casório ficará em suspenso?

Os generalistas e jornais desportivos, que ontem focavam-se na carreira e no mérito do Ronaldo, hoje mudam a cassette (sim, aquela coisa que já ninguém se lembra o que é!) para o lado B e apontam o dedo a quem votou em quem, quem é que acreditou em quem, quem disse o quê, quem é que jurou a pés juntos que quando viu o primeiro pontapé do Ronaldo … soube logo que ele seria o que é hoje.

Eu, que percebo de futebol tanto como percebo de tapetes de Arraiolos, digo apenas … Parabéns, Ronaldo e que venha a quarta! Seja qual for a competição, é sempre um motivo de orgulho ver um português chegar a um “patamar” onde muitos ambicionam estar.
 
 

É já em Fevereiro … Porta na Fox

Sobre a mesa, no sofá ou na cadeira não interessa. O que interessa é que é já a 17 de Fevereiro, que a Fox Portugal tem o Primeiro Encontro (às 21h45) e recebe (pela porta da frente) o Porta dos Fundos em formato televisivo. Oba!

E sem qualquer tipo de Suborno, eu prometo aqui manter a Fidelidade. Apesar dos Ciúmes que o meu computador possa sentir, Quem Manda sou eu e o meu computador tem de perceber A Vida Como Ela É. Sempre fomos Amigos inseparáveis na observação do Porta, mas agora depois de fazer Log Out, a Fox passará a ser a minha nova cúmplice. Será um Pagode!

Mas Calma, que não é tudo! O Casamento entre a Fox e o Porta dos Fundos promete ainda a estreia de mais dois formatos ao longo de 2015.
 
Será que se nota muito que sou ?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

ADORO-A, irrita-me (a preocupação), mas ainda há piores …

Ocorrido à coisa de meia hora e logo a abrir a chamada, sem bom dia ou boa tarde, assim a quente:

- Estás melhor?

- Mais ou …

- Estás pior. Eu disse-te que devias ter tomado o outro …

- Calma! Foi só uma gripe, estive longe de esticar o pernil e estou quase pronta para outra.

- Credo! Pronta para outra … Tens febre?

- Não.

- E os ouvidos?

- Estão óptimos.

- Ainda te dói a garganta? E a tosse está melhor? Tens tomado os comprimidos? E às horas certas?

- Ah … deixa cá ver. Não. Sim. Sim. E estou a ficar atrasada para tomar um.

- Muito engraçadinha. Lembras-te da filha da M.

- Sim. [Não faço a menor ideia, mas digo sempre que sim]

- A mãe dela, ontem, estava preocupadíssima. Ligava-lhe, primeiro o telemóvel não tinha rede, depois tocava e ninguém atendia e por fim já nem isso. Não esteve para menos, ligou à polícia e eles foram a casa da M. para verem o que se passava. Foi por um triz, que não mandaram a porta a baixo.

- Ok. Tens o número de telefone de algum carpinteiro ou de alguém que volte a pôr as portas no sítio?

- Não. Mas precisas de um?

- É só por prevenção, mãe. É que sabes, eu tenho um sono pesado tipo Bela Adormecida. Comigo não ficavam a um triz de mandar a porta abaixo, ela vinha mesmo abaixo.

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domingo, 11 de janeiro de 2015

Estou cá com uns calores ...

É o chamado fim-de-semana em alta ... uma alta febre, uma alta tosse, uma alta dor de garganta e uma alta otite. 

Tive direito à dose completa e como se não fosse suficiente, ontem ao fim do dia armei-me em parva e resolvi fazer algo mais produtivo do que tossir, fungar, comer, dormir e repetir tudo outra vez ... E adivinhem? Sim, hoje, estou outra vez no choco e rodeada de lenços de papel.
Oh, vida de um caneco! 

 
 

sábado, 10 de janeiro de 2015

Pegada turística … e atribuição das cápsulas

Agora apanhei-lhe o gosto e resolvi repetir a brincadeira (a primeira pode ser vista AQUI).

É apenas a minha opinião, por isso vale o que vale. Refiro-me apenas ao Funchal e não à ilha da Madeira. E refiro-me ao Funchal numa altura muito concreta – a passagem de ano. Caso contrário, teria mil e uma coisas que mereciam “levar” com uma “capsulada” aqui da Nina.

Com toda esta introdução não é muito difícil de adivinhar “quem” é que recebe a cápsula de ouro, pois não?
 

#Cápsula de ouro goes to … Fogo-de-artifício da Passagem de Ano
Esqueçam aquilo que lêem em revistas, internet e afins. Não há palavras que descrevam correctamente o que é olhar em volta e ver fogo-de-artifício por toda a ilha. É simplesmente sensacional! Agora, a pergunta que toda a gente faz. De onde é que se vê melhor o fogo? Pois, lamento, mas para verem do melhor ponto, têm de se alistar no exército e pedir transferência para o Regimento de Guarnição nº 3 (pelo menos é o que dizem). Eu vi a partir do terraço do Hotel do Carmo (aquele que fica na Travessa do Rêgo) e esta foi a vista que eu tive …

 

#Cápsula de prata goes to … Teleférico e Jardim Tropical Monte Palace
É de lá que temos a melhor vista sobre o Funchal. Para quem tem vertigens é simples, não olhe para baixo até porque a linha do horizonte é muito mais interessante. Da primeira vez que visitei a Madeira (foi no pico do verão) fui ao jardim Botânico, que é mais rico em flores, agora no inverno optei por conhecer o Jardim Tropical. Dizem que uma fotografia vale mais do que mil palavras, por isso aqui ficam …

 

#Cápsula de bronze goes to … é a mais difícil, por isso vou repartir
Uma parte vai para a simpatia dos madeirenses que é contagiante. Outra vai para a comida que é fenomenal (mais uns dias e tinha de ser despachada como bagagem de porão). E a última vai para uma série de coisas “avulso”: os diversos presépios que espalhados pela cidade (curiosidade: as “personagens” envergam o traje madeirense), o Museu Madeira Story Centre (um museu interactivo que relembra a história da Madeira, excelente para quem tem crianças pequenas), passeio de catamaran (da primeira vez tive a sorte de ver golfinhos, desta vez não, mas valeu pelo passeio) e o Mercado dos Lavradores.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

As fezes de um homem podem ser o tesouro de outro …

Pelo menos é nisto que o Bill Gates está a apostar agora. Que o “cocó de um homem seja a água do outro”.

Eu confesso que fiquei um bocadinho agoniada quando li a notícia e mais ainda quando tentei perceber o processo. É que basicamente, estamos a beber a água que resulta do vapor dos esgotos, depois deste passar por um sistema de limpeza e purificação … Ou seja, não há o risco de termos um valente cagalhão a cair dentro do copo, mas corremos o risco de ter um travozinho a cocó ou a desinfectante na água (é que cheiro a vapor de cocó não deve ser coisa que saia com poucos químicos, não!).   

E como o Billzito de burro não tem nada (excepto os dentes da frente) apressou-se logo a provar e a comprovar que: “a água sabia tão bem como qualquer outra engarrafada que tenha bebido. E, tendo estudado a engenharia por trás disto, ficaria contente se a pudesse beber todosos dias. É tão segura quanto isso”. Obrigadinha, saúdinha, mas não … eu continuo a preferir a marca “El cano”, do que à marca “El poio”.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Zé (des)aperta o cinto …

Deixa estar, que agora é automático!

Chama-se Belty e como é inteligente estica e encolhe instantaneamente conforme a pessoa deglute (eu sei que costumo usar o verbo enfardar, mas hoje deu-me para ser mais compostinha nas palavras).

Além do “ajuste”, o cinto também é falante e alerta o utilizador para práticas mais saudáveis. Por outras palavras, o Belty é um fofinho, mas não pode ir connosco para o trabalho, McDonald's, jantaradas de amigos, festas de aniversário, comemorações festivas e afins, caso contrário torna-se num papagaio irritante com a mania que é espertalhão.

Através da ligação a uma aplicação para iPhone, mapeia os dados recebidos e sugere exercícios capazes de “abater” as refeições consumidas. Sou capaz de apostar (e os botões das minhas calças são minhas testemunhas) que o meu Belty ia ter dias em que me ia mandar subir duas vezes o Everest antes do jantar.

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Deve ter esgotado …

Nada de mirra, incenso ou ouro! Deviam estar esgotados e na dúvida os Reis Magos resolveram “oferecer-me” o que o Pai Natal e a Passagem de Ano já tinham oferecido a um terço da população portuguesa. Uma constipação.

E ontem à noite, enquanto chocava os germezinhos da constipação, pus-me a ler a “Dica da Semana”. Podia-me ter dado para pior! As instruções do microondas e uma série de panfletos de publicidade estavam ali mesmo ao lado, por isso arrisco mesmo a dizer que a escolha foi deveras difícil. E por entre a entrevista a Sofia Cerveira, uma receita de bolo de laranja, dois jogos de sudoku e a Dica dos Astros (que por sinal não previa nenhuma constipação) cheguei à secção dos anúncios.

Oh, coisa “mai linda” (se calhar estou com um bocadinho de febre)! Logo a abrir tinha “apartamento muito perto da estação de caminho-de-ferro”, o que por outras palavras significa que se tem sono leve não vai precisar de comprar despertador para a casa nova. Mais à frente “lugar sem igual. prazer de ficar, sem ir, só voltar. (casa da gente adaptado; de castro, alexandre)” … eu até tentei perceber a erudição da coisa, mas perdi-me no ficar, no ir e no voltar. Significa o quê? Que se esqueceram de fazer a porta de entrada da casa ou que aquilo é um buraco negro tipo sofá que engole chaves, moedas e pilhas do comando. Não percebi, mas que dá medo de comprar aquilo, dá!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

É muito bom, é muito bom … desliga isso, pá!

É que bom, bom seria que não ficasse entranhado nos ouvidos tipo chiclete que cola e não descola.

Não sei há quanto tempo passa na rádio (para ver e ouvir por vossa conta e risco AQUI), mas esta nova modinha do Banco Novo diz que promete “ajudar os mais pequenos a poupar para os seus sonhos”. Está bem abelha!

Já que gostam da temática das músicas da carochinha, mais valia terem escolhido “As pombinhas da Catrina”. Ou numa versão prontinha a estrear podiam fazer “As pombinhas do Salgado”:

 As pombinhas do Salgado,
andaram de offshore em offshore
foram ter ao Banco Novo
ao pombal do Sr. Bento

Ao pombal do Sr. Bento,
ao quintal do Stock da Cunha.
Minha mãe mandou-me ver os juros da conta,
eu parti o coco a rir.
 
Qualquer coisa assim deste género, sem rima, sem métrica, mas mais fiel à realidade. Agora cantarem “Sonhar é muito bom, é muito bom; Poupar é muito bom, é muito bom” …  não sei se é por ser terça-feira, mas não embala, só irrita o tímpano.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Dizem que é psicológico …

Que o frio é psicológico e que basta pensar que não está frio … que ele passa. Só temos de ignorar com todas as nossas forças aquela sensação de passar de um Verão na Amareleja para um Inverno em Bragança, sempre que pomos um pezinho fora de casa. Que quando falamos e emitimos fumo como um dragão, não é porque está um frio de rachar, é porque somos umas brasas e o S. Pedro está a lembrar-nos disso através de sinais de fumo. E eu faço finca-pé e tento pensar que tudo é psicológico, que quando abrir a porta do carro e começar tremer tal e qual gelatina … é psicológico.

O frio é psicológico, mas o raio do vento é o quê? Efeito colateral? Transtorno psicótico? Ou alucinação? É que hoje eu ia jurar que se não fosse a ceia de Natal, que ainda tenho alojada nas ancas, eu tinha levantado voo e agora estava congeladinha (mas um congelado psicológico) em cima de alguma árvore.   

sábado, 3 de janeiro de 2015

Só para verem como é que eu sou …

Distraída. Dormi quatro noites no “Rêgo” e só agora na partida dei por isso.



 
Esquecida. Dormi quatro noites sob o olhar atento destes quatro. As caras não me são estranhas, mas não há meio de me lembrar do raio dos nomes deles!



A “bilhardar” a gente aprende ...

Eu consigo “ver um mosquito nas desertas”, mas de ouvidos também não sou nada má. E claramente, tenho “o diabo no coiro” e nunca resisto a uma boa expressão.

Depois de uma viagem curtinha de avião com dois “bichos de pêssegos” no banco atrás de mim, cuja animação consegui contaminar até o “bicho do buraco” que ia sentado no banco ao lado, demos uma voltinha “à pata” pela marginal e centro do Funchal.

Agora que parei dois segundos para escrever e descansar …é que me apercebi que estou cá com uma “roeza”. “O que vier morre”! Pode ser uma semilha ou um dentinho, “o que vier morre”! Estou com uma “fome de rabo”, que mesmo depois de “fincar na pança” devo continuar com “roeza”.  

E como só “o relógio da Sé é que repete”, para quem não percebeu à primeira fica aqui a “tradução” e a notazinha de rodapé de que algumas expressões são do “tempo do rei quinze”. 


Bilhardar -»» Vadiar
Ver um mosquito as desertas -» Diz-se de pessoa que tem boa vista
Ter o diabo no coiro -» Diz-se de pessoa que faz traquinices
Bicho de pêssego -» Diz-se de quem é irrequieto
Bicho do buraco -» Diz-se de quem é acanhado
Roeza -» Fome
O que vier morre -» O que me derem serve
Semilha -» Batata
Dentinho -» Petisco para tomar bebidas
Fome de rabo -» Muita fome
Fincar na pança -» Empanturrar-se de comida
O relógio da Sé é que repete -» Diz-se quando não estamos dispostos a repetir o que se disse
Tempo do rei quinze -» Tempo antigo