domingo, 30 de novembro de 2014

Para que não restem dúvidas … Pinheiro

Para que não restem dúvidas. Sim, sou mesmo “bairrista”. E Pinheiro em Novembro para mim, não é o de Natal, mas o das Festas Nicolinas. Não há cá bolinhas, enfeites ou procura de anjinhos para o topo da árvore.

As Nicolinas são as festas dos estudantes de Guimarães. Têm início a 29 de Novembro e término a 7 de Dezembro, decorrendo neste período os designados “Números Nicolinos”, sendo estes as Novenas, as Ceias Nicolinas, o Pinheiro, as Posses, o Magusto, as Roubalheiras, o Pregão, as Maçãzinhas, as Danças de S. Nicolau e o Baile Nicolino.

De 29 para 30 de Novembro, o cortejo do Pinheiro percorre as ruas do centro de Guimarães ao som dos bombos e das caixas, que entoam os característicos “Toques Nicolinos” (ver AQUI). À festa juntam-se os boizinhos enfeitados para a ocasião, que puxam o Pinheiro, o São Nicolau e os cartazes de sátira à actualidade nacional e local.

Cartazes. O “Bragança” no terceiro cartaz refere-se ao Presidente da Câmara, Domingos Bragança.
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Pinheiro

Cortejo do Pinheiro

O cortejo termina com o "enterro do Pinheiro" junto à Igreja de São Gualter

sábado, 29 de novembro de 2014

Virados do Avesso

A história é sem dúvida burlesca. Um homossexual que acorda e não se lembra da sua orientação sexual é a premissa base para uma série de situações pouco prováveis. Edgar Pêra, agora numa vertente mais comercial, conduz o filme por entre planos apertados dos actores (e em especial das narinas de Rui Unas), efeitos psicadélicos num bar de strip, avalanche de livros, sushi inesperado, nonsense e personagens excêntricas … completamente excêntricas.

Diogo Morgado e Jorge Corrula assumem os papéis principais. A personagem de Diogo Morgado, em completo estado amnésico, é a mais credível. Já a personagem de Jorge Corrula é algo exagerada em trejeitos, comportamentos e falas.

Gargalhadas garantidas com o editor de João Salgado (actor Rui Melo), o escritor lunático e falhado Ricardo (actor Nuno Melo) e o artista francês Pierre Cabace (actor Philippe Leroux).

É uma comédia simples e leve para um fim de tarde e que demostra que a rir se pode dizer muitas verdades sobre as relações. O final tem uma “lição” moral, que muita gente devia conhecer sobre altruísmo. Gostei!

Imagem retirada da Internet

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Tragam uma máscara por favor …


- Este elevador anda com um cheiro horrível!

Eu: Alguém deve ter entrado com uma saco do lixo a “verter”. Não se vê nada sujo, mas pelo cheiro …

- Pelo cheiro parece que morreu um rato ou outro bicho qualquer. Credo! Não aguento. Tenho de “pulverizar o ar” com o meu perfume.

[dito e feito … entramos, ela “pulverizou” o ar, ela própria e tudo o que estava estático no elevador (eu inclusive)]

- Este perfume é fantástico. Agora está muito melhor, não está?

Respondi só com uma aceno de cabeça, porque juro que se abrisse a boca não saía uma resposta, mas sim um vómito. Mas, aqui que ninguém nos ouve. A resposta à pergunta “Agora está muito melhor, não está?” seria “Sim, está muito melhor, agora parece que um rato ou outro bicho qualquer morreu num bordel”.

Cruzes, credo, canhoto! A mulher pode ter bom gostinho para muita coisa, mas aquilo que ela “pulverizou” é um misto de rosas murchas com água choca e desinfectante para laboratório de análises ... mas note-se que era tudo made in France (pelo menos ela frisou isso três vezes, enquanto eu tentava manter o meu pequeno-almoço no estômago).

Vaidades e gabarolices à parte … gostos não se discutem, mas aquele perfume era sem dúvida de gosto discutível! E entranha-se na roupa que é um mimo!

Imagem retirada da Internet

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O tamanho importa e a culpa é da Sarah Jessica Parker

Eu e todos os comuns mortais já desconfiávamos, que uma mulher fica mais sexy com saltos altos. Agora, o nunca me passou pela cabeça, nem em sonhos, é que os meus saltos tivessem uma “reputação cultural e social”. 

Segundo um estudo, “os homens são atraídos pelos saltos altos e são mais rápidos a ajudar uma mulher ‘em perigo’”. Ainda bem! Já imaginaram se não fosse assim? Piso escorregadio, calçada à portuguesa, buracos nos passeios e o S. Pedro de torneiras abertas. O mulherio escorregava no Chiado e vinha aos trambolhões até ao Rossio. E no Porto?! Íamos ver mais “skus” nos Clérigos e na 31 de Janeiro, do que na Serra da Estrela.

O estudo acrescenta que “os homens estão mais disponíveis para ajudar mulheres que usam saltos altos”. Óptimo! Agora já sabem. A próxima vez que quiserem ver um armário arranjado, uma lâmpada trocada, a loiça lavada ou o simples tampo da sanita para baixo … tirem a bela da pantufa, façam o pedido com um salto de 15 cm e terão o problema resolvido. 

Eu cá vou continuar com o meu salto de 5 cm. Uma vez por outra com o de 9 cm. Porque se isto for tudo mentira, a única ajuda que terei … é a de um osteopata a “consertar-me” a colunita.
 

Sapatos - Girls Vinci (marca portuguesa)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Intimada a responder a 10 …

Por ordem da Exma. Escrivã de Desabafos em Rodapé fui intimada a responder a 10 … vamos lá!
 
1- COMO TE DEFINES
Aqui está uma pergunta, cuja resposta levava um psicanalista a meter baixa ou a pedir a reforma antecipada. Ficamos pela versão curta! Sou uma pessoa igual a tantas outras, mas com algumas particularidades que fazem a diferença.
 
2- O QUE TE LEVOU A CRIAR UM BLOG?
Uma vontade estúpida de deitar tudo cá para fora. Para mais informações sobre a razão, que levou a tal estupidez é favor consultar AQUI.
 
3- QUAL A PRIMEIRA IMPRESSÃO DO BLOG QUE TE NOMEOU?
Que os rodapés são bastante bem humorados, principalmente no que toca a desabafos.
 
4- QUAL A TUA CIDADE DE SONHO?
É onde nasci. Guimarães. Todas as outras são lindas, maravilhosas, mas ao fim de algum tempo começamos a ver os defeitos e o termo de comparação é sempre o mesmo. A cidade que me viu nascer e crescer. 
 
5- O QUE FAZES NOS TEMPOS LIVRES?
Depende. À semana encaro como tempo livre o tempo que passo no trânsito, as idas à casa de banho e as paragens para a paparoca. Ao fim-de-semana é outra história. Adoro “sabadar” no sofá, ir ao cinema, ler, ver as minhas séries preferidas, às vezes também me dá para a cozinha … basicamente faço aquilo que me dá prazer e me diverte com quem eu gosto e gosta de mim.
 
6- QUAL O PRODUTO DE MAQUILHAGEM, ROUPA OU ACESSÓRIO FAVORITO
Pantufas! Mas descansem que não saio com elas à rua (só à garagem).
 
7- O QUE AINDA TE FALTA FAZER?
Tudo! E se não faltar eu invento, porque não gosto de fazer concorrência desleal às estátuas.
 
8- QUAL TEM SIDO O MAIOR DESAFIO DA TUA VIDA?
Acho que o maior ainda está para vir. Se bem, que às vezes, é um grande desafio conseguir sair de casa sem me esquecer da cabeça e em preparos que não assustem as criancinhas. Sem café não funciono lá muito bem, não. 
 
9- O QUE É QUE TE INSPIRA?
A Lassie e o porquinho Babe. Ah! E os clássicos da comédia portuguesa também são óptimas fontes de inspiração. Qualquer dia ainda meto conversa com um candeeiro de rua só para ver se tenho uma epifania como o Vasco Santana.
 
10- QUAL É O TEU MAIOR SONHO?
Caramba, está é profunda. Como tenho muitos sonhos, acho que o maior será conseguir realizar todos.


E estas coisas não acontecem só aos outros. Parece que tenho de convocar para esta “assembleia geral” mais cinco blogues. Não gosto de fazer escolhas, mas tem de ser, por isso escolhi blogues que ainda não tinha nomeado (e retribuo duas nomeações). Os próximos intimados são:
 

Qualquer outro blogger que leia este post sinta-se intimado a participar nesta “convocatória” … Let’s break the rules!
 
 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Quem não te respeita, não te merece!

Este não é o registo habitual do blogue e passei o dia a pensar se escrevia ou não sobre o assunto.

Felizmente nunca sofri na pele. Nunca estive num relacionalmente, onde a violência física ou verbal estivesse presente. Infelizmente vivenciei de forma muito próxima esta mesma realidade.   

Conheço o sofrimento do agredido. Conheço a indiferença do agressor. Sei que por mais que criem dias internacionais para eliminação da violência contra as mulheres, a violência continuará a fazer parte da realidade e do quotidiano de muitas delas. É fácil dizer, que tem de ser a mulher a dar o primeiro passo. É fácil desculpar o agressor. É fácil arranjar desculpas perante os médicos, filhos, familiares e amigos. É fácil acreditar nas próprias mentiras criadas.

Mas não é fácil viver com a violência. Destrói aquilo que somos, aquilo que acreditamos que somos capazes de fazer e vir a ser. E isso ninguém, ninguém tem o direito de roubar, seja com um estalo ou com palavras que magoam mais do que os actos …Quem não te respeita, não te merece! E isto é válido tanto para as mulheres como para os homens.

Sem almofada, não entra!

Sabem a história do “começa às 13:30”, mas chegamos às 14h e a única coisa que vimos foi publicidade e os cinco trailers das próximas estreias? Exactamente. Uma ida ao cinema, por norma, acarreta uma sessão intensiva de anúncios publicitários. Digo por norma, porque surpreendentemente este fim-de-semana a publicidade foi “polvilhada” por “curiosidades” cinematográficas e gastronómicas (felizmente já tinha almoçado e por isso a tela não sofreu nenhum dano, nem o chão ficou babado!).

E de todas fiquei com esta na cabeça. Pillow Cinema. Não, não é uma forma de dormir no cinema. Isso já foi inventado. É o chamado solo “roncónico” produzido pelo indivíduo, que dorme profundamente e em conchinha com o balde das pipocas.

O Pillow Cinema é um conceito inventado pela Hot Tub Cinema e consiste na reutilização de estações de metro desactivadas. Para entrar é preciso levar uma almofada, não existem cadeiras (só pufes) e na noite de abertura existe champanhe. Nada mau (conselho gratuito: não procurem o preço dos bilhetes)!

A Hot Tub Cinema proporciona também cinema ao livre numa versão mais húmida. E não me refiro ao tempo inconstante de Londres. É possível também assistir a um filme sentadinho numa piscina insuflável ou banheira de hidromassagem (só para festas particulares). As sessões contam com a presença de 30 piscinas de água quente e 2 ecrãs. Segunda a empresa, esta é a oitava maravilha do Mundo. Concordam?
 
Imagem retirada da Internet
 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

“Sócates” e baldrocas …

Um poderoso sismo abalou o Japão. O vulcão da Ilha do Fogo entrou em erupção. Nós por cá, neste rectângulo à beira mar plantado, tivemos um sismo e uma erupção de informação, desinformação e um relato “jornalístico” minucioso digno de uma música do Quim Barreiro. Assim, uma espécie de “A Garagem da Vizinha” actualizada:

Entra o carro, sai o carro

À hora do sensacionalismo

Que garagem famosinha

Que doçura de “jornalismo”

Sai cedo e também tardezinho 

Nem faltou filmar a garagem do sócratezinho …

Juntam-se títulos eloquentes.



Que dão vontade de acrescentar: é bom que tenha sido um almoço reforçado, porque se a comida no Comando Metropolitano de Lisboa é igual à das cantinas e dos hospitais portugueses cheira-me a dieta forçada com direito a lavagem … mas desta vez da tripa (e sem direito a prisão)!

Mas depois há jornalistas (no verdadeiro sentido da palavra), que tentam transmitir notícias. E para estes será que custa muito, eu sei que é um estrangeirismo, que em Portugal nunca “importamos” ideias, mas será que custa muito abrir uma excepção e “importar” o conceito de briefing à imprensa. Talvez fosse uma boa ideia, uma alternativa viável às vigílias no Campus de Justiça, aos sprints de micro na mão e ao jogo de pingue-pongue entre redacção, directos e potenciais fontes. É só assim uma ideia!     

domingo, 23 de novembro de 2014

Serena

Depois de “Guia Para Um Final Feliz” e “Golpada Americana”, a tela junta novamente Bradley Cooper e Jennifer Lawrence num filme completamente diferente. Confesso que as expectativas eram altas e talvez por isso não tenha saído a adorar o filme. Mas também não saí a odiar. Fiquei num meio-termo muito bem equilibrado.  

São 109 minutos com amor, ódio, ciúme, lealdades cegas, traições, paisagens idílicas, caça, suspense (q.b.) … e muita madeira. Em termos de ritmo, bem, o filme “Serena” é mesmo sereno. A cadência é lenta o suficiente para apreciar a fotografia e todos os pormenores expressivos das personagens. E para mim é neste ponto que o filme ganha – as interpretações. Em especial, a interpretação de Jennifer Lawrence. Num papel de femme fatal incomum para 1929, Lawrence confere intensidade e emoção a uma poderosa Serena.
 
Imagem retirada da Internet
 

 
 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Os últimos são os primeiros … lumberssexuais

Depois dos metrossexuais, dos spornossexuais e dos DILF. Descobriram agora (vai para uma semana!) os lumberssexuais. Já toda a gente falou do assunto e de como adoram barbas, de como odeio barbas, de como o Ryan Gosling é um bom exemplo, de como quando olham para Ryan Gosling a última coisinha que pensam é se a camisa de flanela com xadrez fica ou não bem. Mas ninguém falou ainda do produto nacional!
 
Em Portugal temos ou não lumbersexuais? Temos, mas a coisa está feia difícil. Já dois se chegaram à frente. E quem foram? Exactamente esses que estão a pensar …
 
Imagens retiradas do Instagram - Cláudio Ramos e Rui Unas
 
Sinceramente, mas rapidamente olho para o Nuno Markl e para o Raminhos e acho que eles têm a cara, o corpo, a roupa e que estão a um machado de distância de serem o pack completo do “lenhador português” … do que estes dois!
 
Imagem retirada do Instagram de António Raminhos
 
Mas agora mais a sério, porque este assunto pede seriedade (não se riam!). Quem é que elegemos para lumberssexuais português? Lourenço Ortigão? O mocinho fica jeitosinho de flanela. Ricardo Carriço? Bem, este já dava uma aparadela àquele monte de pêlo. Pedro Teixeira? Assim num estilo lenhador bad-boy. Daniel Oliveira? Falta-lhe a flanela de xadrez, mas de certeza que arranjamos uma voluntária para tratar desse pormenor.
 
Quem é que tem o verdadeiro espírito de lumbersexual? (a votação não se encontra limitada ao “stock” referido!)
 
Imagens retiradas das contas de Instagram e Facebook dos próprios
 


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Mãos à obra: Bucket list

Para mim tudo começou com o post do Pipoco mais Salgado, depois fui “beber” +A Limonada da Vida e ontem fui até +Mau Caminho  … e pronto a vontadinha passou a realidade. Isto de certeza que se apega! Lá meti mãos à obra e aqui vai a minha bucket list:

1.      Não me esquecer que escrevi esta lista (é o mais provável!)

2.      Terminar o meu doutoramento

3.      Aprender mais uma língua (não me decide ainda por qual)

4.      Voltar a plantar uma árvore (e mantê-la viva)

5.      Nadar com os golfinhos

6.      Fazer (mais) voluntariado

7.      Experimentar/conseguir fazer stand up paddling

8.      Assistir à aurora boreal

9.      Fazer um passeio de balão (a cereja no topo do bolo seria durante o nascer ou pôr-do-sol)

10.  Andar a cavalo num areal branco com o mar azul ao fundo (oh yeah! …será o meu momento Kodak)

11.  Beber um coupe de champagne no Bar à Champagne no topo da Torre Eiffel

12.  Entrar num táxi e (ter a coragem de) dizer como se a minha vida dependesse disso “siga aquele carro!”

13.  Criar e desenvolver um projecto que seja a minha cara (e não me estou a referir a fazer um molde ou um busto!)

14.  Fazer um safari

15.  Visitar as sete maravilhas do Mundo (não me importo de repetir as que já conheço)

16.  Dar a volta ao Mundo (não necessita de ser a Volta ao Mundo de Júlio Verne)

17.  Ser mãe

18.  Pensar “nunca na vida faria isto”, mas arriscar e fazer (não inclui actividades ilícitas)

19.  Experimentar a ausência de gravidade

20.  Ler esta lista e ter a maturidade para perceber, que posso não ter realizado estas 19 “coisas”, mas que fiz muitas outras que desconhecia que ia adorar
 
Imagem retirada da Internet
 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Claramente muito mais prático …

Para quem gosta de contar tudo, tudinho e mais um par de ervilhas chegou ao mercado uma aplicação que vão adorar – Calorific. Permite calcular quantas calorias se está a ingerir em cada refeição, comparar diferentes alimentos ou bebidas e assim evitar excessos. É interessante. É prática. E há uns anos poupava-me uma série de explicações.  

É que eu nunca consegui fazer uma dieta a sério ou sequer levar a sério uma dieta. O meu cérebro e o meu estômago têm um complô muito bem montado. Sempre que decido fechar a boca, o meu cérebro disparata com desejos estúpidos de feijoada, cozido à portuguesa, brigadeiros, cascatas de chocolate e afins. E o meu estômago ajuda à festa com uma produção sonora, que dava para sirene dos bombeiros.

No entanto sempre tive amigas, em especial uma, que eram totalmente apologistas de uma “ditadura” da dieta com pormenor e rigor científico. E aqui começavam as explicações.

Antes de iniciar o almoço na cantina, ela (aluna do ramo das letras) pedia aqui à menina (aluna do ramo dos números) a calculadora … uma calculadora científica. Sim! Um “tijolo” preto facilitador de vidas em álgebra linear era usado para fazer contas de somar. Escusado será dizer que fazíamos virar cabeças, sempre que ela começava em voz alta e de máquina em riste: uma batata tem x calorias, mais 100g de bife tem y calorias, mais …. Claramente agora seria tudo muito mais prático, mas menos divertido! 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

É gritar para falar … e não estamos numa discoteca

Será uma discoteca? Será um bar? Não, são as lojas do grupo Inditex (Zara, Pull and Bear, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius).

É cada vez mais frequente entrarmos numa loja e como comité de boas-vindas temos o “som de uma pista de dança”. Não passa de uma medida de marketing utilizada já há vários anos, mas nos últimos tempos o exagero impera.

Vamos ainda a meio do corredor do shopping, mas já estamos a ouvir o som da Bershka. Olhamos para o interior da Pull and Bear e vemos teenagers a dançar com a roupa nos cabides. Na Stradivarius, queremos comentar uma peça com uma amiga e corremos o risco de gritar “esta camisola é horrível” em plena transição entre músicas. Chegamos à Zara e para pedir um par de calças num outro número temos de repetir duas vezes à funcionária ou procurar por aquela que ainda não ensurdeceu. Qualquer dia, juro que entro na Massimo Dutti e peço um Hendricks no balcão, em vez da camisa que vi na montra. 

Por isso não me espanta que os funcionários destas lojas tenham pedido o fim da música “tipo discoteca”. É que uma coisa é trabalhar com uma playlist seleccionada por nós e no volume que nós escolhemos, outra coisa é trabalhar numa discoteca improvisada.

Hello!!! A ideia é que o consumidor compre de forma compulsiva, não que estoure um tímpano ou saia da loja rouco após três pedidos!!!

Imagem retirada da Internet
 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

3 Ratas e várias Prutas …

Adoradas por uns, odiadas por outros nunca deixam de prestar um bom serviço ao cidadão.

Multifuncionais e com capacidade para tolerar altas e baixas temperaturas são o paraíso na terra para quem leva uma vida muito agitada. Em pilhas ou desalinhadas armazenam de bom grado tanto o quente como o frio. Pequeninhas e jeitosinhas cabem em qualquer lugar. Querem-se bem apertadinhas, para ninguém dar por elas. De fácil lavagem, só dão trabalho à máquina. Por tudo isto e muito mais, nunca temos Ratas ou Prutas suficientes na nossa vida.

E como os “suecos” não querem que nos falte nada. Por apenas 99 cêntimos, saímos acompanhados por três belas Ratas (de A com dois pontinhos). Os mais necessitados podem atirar-se de cabeça a um ajuntamento de dezassete Prutas (com o R no devido sítio) por menos de 5 euros. Aproveitem já, antes que esgotem!

Com o IKEA, os almocinhos podem ser levados nas Ratas, frutas e afins resguardados em Prutas. E estas são as maravilhas de uma ida ao IKEA!
 
 
Certifico o bom desempenho das Ratas no que toca ao armazenamento!

sábado, 15 de novembro de 2014

Boeing Boeing

Apertem os cintos para uma “viagem” divertida entre voos, países, quartos, entradas e saídas. Os horários são apertados, os “aviões” são coloridos, temperamentais e deixam qualquer “porta-aviões” em pantanas.

Bernardo (Joaquim Horta) conta com a ajuda da sua fiel empregada Berta (Elsa Galvão) e do seu melhor amigo Roberto (João Didelet) para fazer o “controlo aéreo” e evitar as (esperadas) “colisões” entre as três noivas hospedeiras (Sofia Ribeiro, Melânia Gomes e Patrícia Tavares).

A peça usa e abusa do humor físico (e ainda bem!) e quando a tensão aumenta as cenas tornam-se numa roda-viva hilariante. De todas as noivas, a alemã Judite (Patrícia Tavares) é a que leva a melhor. Sempre “tãããooo contente”, a hospedeira amarela deixa o “carica” Didelet “maluca” e todos os espectadores à beira de um ataque de riso incontrolável perante a sua intensidade, sensualidade, rigidez e português-alemão. Se nesta tela em branco, o humor físico é rei, a rainha é sem dúvida a Elsa Galvão. Ainda agora esboço um sorriso, quando penso na “viragem de perna” que emprestou à personagem … só visto!

Nota: A peça está no Teatro Sá da Bandeira (Porto) até dia 30 de Novembro e no Teatro da Trindade (Lisboa) de 10 a 28 de Dezembro.

 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Se é para pedir que seja em grande …

Pedir não custa. E já que meio mundo foi atacado pelo espírito consumista e a outra metade tem de lidar com esse desespero desenfreado até meados de Janeiro. Aqui vai o meu pedido ao Pai Natal.

Quero um AeroMobil (carro voador) e 200 metros de estrada livre para 2015!

É ou não é um pedido em grande? Já me imagino a fazer voos rasantes sobre a VCI e passeios domingueiros pela marginal sem ter de enfrentar o trânsito provocado por monovolumes, camiões, autocarros e “mata-velhos”.

Com o tanque cheio, este “menino” é capaz de percorrer 692 km, por isso na loucura, em vez de ir atestar o depósito e comprar caramelos a Vilar Formoso, vou antes tomar o pequeno-almoço a Madrid. Não me posso é esquecer de levar um ou dois jerricans comigo, caso contrário quando chegar a Portugal tenho de atestar novamente.

Ter 200 metros de estrada livre é apenas uma trivialidade. É que aqui o bólide voador precisa deste espaço para abrir as asitas e descolar (hummm … talvez isto se venha a revelar um problema).

E não, eu não acredito no Pai Natal. Mas acredito muito menos, que a minha carteira esteja pelos ajustes de me acompanhar nesta comprita de Natal. E se é para pedir, que seja em grande … Pai Natal não te esqueças!

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Estupidez com estupidez se demonstra …

Eureka! Descobriram a pólvora! Está tudo explicado! A estupidez é uma virose que anda para aí a atacar o ADN dos seres humanos indefesos.

E se Newton descobriu a lei da gravitação universal, quando uma maçã lhe bateu na cabeça, estes investigadores descobriram o vírus da estupidez, quando estavam a estudar micróbios na garganta (diga-se de passagem, que foi uma sorte não terem descoberto também o vírus do mau hálito).

Enquanto analisavam gargantas, os investigadores detectaram a presença de um vírus conhecido por afectar apenas algas verdes. Dos 90 indivíduos em estudo, 40 acusaram positivo. Num estudo mais aprofundado, os investigadores descobriram que estes 40 também eram os que registavam piores resultados nos testes de inteligência, capacidade de concentração e percepção espacial. E pronto! Está pesquisado, encontrado e baptizado com o nome telegráfico de ATCV-1.

Adoro estas conclusões simples! E úteis como tudo! Uma pessoa fica sempre mais descansada. Na próxima vez que me sentir “pouco” inteligente, desconcentrada e a esbarrar contra tudo o que é esquina de mesa, sofá ou ombreira de porta … já sei que é só o vírus da estupidez a atacar.

E já agora que ninguém nos ouve. Há muita gente que está infectada com este vírus, desde da ponta do dedo mindinho do pé até à ponta dos cabelos. Assim de cabeça lembro de uns três ou quatro, mas quando ligo a televisão é só exemplares de pessoal que está carregadinho de ATCV-1.

Imagem retirada da Internet

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Para bom paranóico, meia informação basta …

A comunicação social está a fazer um excelente trabalho. Já faz mapinhas dos pontos “negros”, já fala das fontes do surto e a cada informação que passa fico com a sensação que contribui mais para a criação de um surto de paranóicos, do que para a compreensão do surto de legionella.

Há dois dias foi divulgada a notícia de dois casos de legionella no Porto. Hoje, vou ao café e para pegar na chávena dava-me jeito ter trazido a pega do forno comigo. Eu gosto de café quente. Percebo a precaução, que é fundamentada com: “alguns clientes com mais idade estão alarmados, por isso passamos a escaldar as chávenas e aumentamos a temperatura”. Eu percebo tudo isto! O que eu não percebo é por que raio, eu tenho de ficar com uma queimadura de 3º grau nos beiços, por causa de um surto de legionella, cuja “fonte” está localizada a quase 300 km de distância.
 
Se há altura em que não devemos ler as notícias na diagonal, ler só a letras “gordas” ou ler só o rodapé do telejornal … esta é sem dúvida a altura!!!


 

Imagem retirada da Internet

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Em dia de São Martinho vai à adega e prova o vinho …

Provar e não só! Hoje com o frio que está, acho que ninguém vai ficar só pela prova.

Onde é que está o Verão de São Martinho? Aqueles diazinhos amenos, antes do Inverno rigoroso, que nos fazem recordar os magustos em criança com as fogueiras, as castanhas assadas e as caras enfarruscadas.

Em Outubro comíamos gelados e agora em Novembro para ir comprar meia-dúzia de castanha, para além de ignorar o “assalto” à nossa carteira, temos de ir apetrechados de gabardine, guarda-chuva e já agora de umas “galochas das vindimas”.

A tradição já não é o que era! E em abono da verdade, eu já inaugurei a época da castanha este fim-de-semana. Depois de muito procurar lá consegui desencantar um “grupinho de castanhas” bonitinhas, jeitosinhas e apetecíveis … e souberam-me pela vida. Hoje volto a ter encontro marcado com as restantes ao jantar e porque há tradições que não se podem perder … a jeropiga também foi convidada para a festa.

Com as quentes e boas, quentinhas … bom São Martinho!


Estas já passaram à história! Foram “brutalmente” consumidas durante o fim-de-semana.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Aquela alturinha do ano …

… em que uma ida ao shopping implica perícia, engenho e muita, mesmo muita, paciência.

O bacalhau é tomado de assalto, beliscado, comparado e comentado à luz da cor, grossura e comprimento. O corredor dos brinquedos é o paraíso infantil e o pesadelo para quem circula de carrinho de compras (ia atropelando três ou quatro inocentes). As filas das caixas de supermercado passam a ter lugares cativos. Está lá só uma pessoa com meia dúzia de tarecos nas mãos, mas de um momento para outro chega um “comboio” de 4 carrinhos que atraca.   

Nas lojas de roupa, acessórios e afins é um salvasse quem puder. Ir a uma perfumaria implica ter um excelente e apurado olfacto. Caso contrário compramos o perfume errado, porque cheiramos o da “vizinha” e não o nosso. Para completar o quadro, há o jogo Académica-Benfica e a área de restauração deixa de ter espaço até para uma ervilha.

No meio disto tudo. Desde de quando é que o Pai Natal é magro? Mas magro tipo Bruno Nogueira!
 
Imagem retirada da Internet
 

domingo, 9 de novembro de 2014

Interstellar

Não há regra sem excepção e neste caso a excepção foi este filme. Por norma não sou fã dos filmes de ficção científica, mas as críticas fizeram-me ficar com a pulga atrás da orelha. E não fiquei desiludida, muito pelo contrário.

São 169 minutos “vividos” em contra-relógio pelo ex-piloto da Nasa Cooper (Matthew McConaughey) e Dra. Amelia Brand (Anne Hathaway), que tentam a todo o custo salvar uma “Terra” moribunda e castigada pelas alterações climáticas. Apesar de retratar uma viagem espacial, o filme não se resume a isso. Como já é habitual em Nolan são os laços humanos, as relações familiares e os sentimentos que assumem o papel principal. Num filme onde horas são anos, buracos negros são portas de oportunidades e o amor transcende a dimensão espácio-temporal … o “É impossível! Não, é necessário” (dialogo entre Brand e Cooper) assume uma outra dimensão e põe a nu a vulnerabilidade do ser humano.

O facto do filme se basear nas teorias do físico Kip Thorne torna-o intelectualmente desafiante e cientificamente plausível, mas acessível a quem é leigo na matéria de wormholes ou campos gravitacionais.
 
A banda sonora do compositor Hans Zimmer faz o resto. Dust e Final Frontier são as minhas preferidas.


Imagem retirada da Internet


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Comprar gato por lebre …

Em alguns casos, só falta mesmo abrir a embalagem para começar a “ouvir” a miar.

A propósito de um artigo sobre alimentação, hoje ao almoço discutia-se o conteúdo (ou falta dele) dos “bens alimentares” que são 1-2-3 (Descongela - Vai ao micro-ondas - Come).

Primeiro falamos dos “pratos de carne”. Os hambúrgueres, salsichas, almôndegas e restantes processados de carne que só têm entre 50% a 60% de carne a “sério” e um pedacinho de proteína de soja à mistura. Depois passou-se ao “peixe”. Os douradinhos com 65% de pescada e os rissóis de camarão, que têm mais massa do que camarão (15%). E por fim chegamos à sobremesa e à tão afamada gelatina que é magra (“0% Gordura”), mas que tem 20% açúcar na sua composição.

Se o Artur Albarran estivesse a “relatar” o almoço, teria a oportunidade de acrescentar “o drama, a tragédia, o horror” … No meio de tanta incredulidade, resolvi dizer:

Eu: Deixem-se de coisas! Amanhã já ninguém se lembra e vai estar tudo a comer congelados outra vez. Também ninguém se lembra das patas de escaravelhos nos chocolates.

- Ah?! Que patas?

Eu: Cada 100g de chocolate tem pelo menos uma pata.

- Estás a gozar! Não como mais chocolate!

Eu: É só uma patinha! Encara como um acréscimo nutricional.

(a cara de nojo que se seguiu, nem Eça de Queirós iria conseguir descrever na perfeição)

P.S. Para ser mais precisa e depois de consultar uma fonte mais rigorosa, do que a minha memória, descobri que:

- Cada 100g de chocolate tem cerca de 80 fragmentos de insetos

- Farinha de milho tem um inseto por cada 50g

- Farinha de trigo tem 75 fragmentos de insetos por cada 50g

- Cogumelos de conserva têm 20 larvas por cada 100g

 Já notaram o crocante? Ou um saborzinho diferente?
Tão bom (sou mesmo mete nojo)! Agora vamos todos passar a dizer bifinhos com champignon avec larves.
 
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