domingo, 31 de agosto de 2014

Esta é a minha praia …

O local para onde me refugio nos fim-de-semana quentes, nos de outono que deixam saudades do verão e nos de inverno que fazem o mar parecer tenebroso. Foi aqui que aprendi a dar as primeiras braçadas em mar alto, foi aqui que tive as minhas primeiras oportunidades de independência e foi aqui que vivi as férias grandes. Os três meses de férias que só as crianças têm direito.
Não é uma praia XPTO ou dita da actual moda. Aqui a água não é quente, a areia não é fina e os castelos de areia não são obras de arte, mas sim de persistência.
Esta é a minha praia … e não me canso de voltar a ela. 
 

 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

“Aqui vou eu cheia de pica” … e picaram-me

“Aqui vou eu cheia de pica” ... Esta era a música que “passava” na minha cabeça, enquanto carregava a mala e as minhas tralhinhas todas no carro. Depois seguiu-se a viagem e a minha lista mental de coisas a fazer quando chegasse à praia (arrumar as coisas calmamente, dar uma voltinha de bicicleta, adiantar o jantar …). E chego ao destino e lá se vão os planos de uma espera tranquila pelo resto da minha família por água abaixo (ou mar adentro).

A garagem do prédio é “open space”, mas existem lugares marcados. Cada apartamento tem direito a um lugar, mas há quem insista em estacionar (toda) a frota automóvel que possui na garagem.

Resultado. Queria parar o meu carrito e nicles batatóides … Lá foi a "escrava Isaura" de porta em porta tentar descobrir o dono do carro e quando finalmente descobre …ouve isto:

- Sabe, nós temos muitos carros e é muito difícil estacionar na rua. Já para não falar que é um perigo! É meio caminho andado para sermos assaltados.

- Pois, eu percebo a sua preocupação, mas eu também quero estacionar na garagem. Por sinal, quero estacionar no lugar que me pertence.

- Então quer mesmo que eu retire o meu carro?

Lá dei a resposta simples e seca do “Sim, quero”. Mas qual seria a resposta esperada. Uma do tipo:

- Não que ideia! Não quero incomodar de modo algum vossa excelência. Eu só bati à porta para informar que ia começar o meu exercício físico. Eu gosto de estacionar o carro onde o “gato perdeu as botas”, carregar a tralha toda às costas até casa … e para não estragar o elevador até costumo subir pelas escadas.

Agora uma pergunta séria … quem é que deu dispensa aos idiotas e os mandou vir ter comigo?
 

Let’s share the love, neste caso let’s share the idiots! Está bem? 

 



Férias em 3, 2, 1 …
 

 

Miminhos com açúcar e os seus efeitos …

Nove da matina, abre a porta do elevador e a pairar à minha frente estava esta tentação.


- Preciso da tua ajuda. A minha sogra adora chocolate, mas preciso de saber se ela vai gostar destes. A caixa é toda tua!  

Como sou muito bem-mandada, eu fiz o “sacrifício” de provar e aprovar estes docinhos. Depois de dois (a)provados, já tinha percebido que a malfadada caixa de chocolates não ia conseguir chegar às férias. Estes novos docinhos da Arcádia são uma tentação. A mistura da fruta crocante com o chocolate negro é divinal!

Durante o almoço resolvi o problema e distribui os restantes “miminhos com açúcar”. A opinião foi unânime. São uma delícia!

Agora … a “segunda parte” das férias está aí à porta, por isso bem posso encarar isto como um estágio para o estômago no que toca às gulodices. Sim, porque com as mãos de fada que a minha mãe tem para a cozinha, se eu deixar, regresso prontinha a poder substituir o Fernando Mendes no “Preço Certo”.

 
P.S. Para além da versão morango/chocolate existem as versões maçã/chocolate e ananás/chocolate.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Pegada turística … e atribuição das cápsulas

Nos últimos anos tenho optado por realizar uma espécie de circuito, em vez de ficar só por uma cidade. Assim não corro o risco de ficar desiludida. Quando uma cidade não me arrebata, tenho sempre a oportunidade de “esperar” pela próxima. Este ano a escolha foi Varsóvia, Auschwitz, Cracóvia, Wieliczka, Wroclaw e depois dar um “saltinho” a Dresden e Berlim na Alemanha.

O circuito é cansativo, não vou dizer que não. Aliás uns dos comentários era que se a viagem tivesse mais um dia, muito provavelmente alguns dos convivas regressariam de maca a Portugal. Algumas pernas e em especial alguns pezinhos no final da viagem já pediam clemência aos respectivos donos.

Ontem à noite, enquanto passava as fotografias da máquina para computador, lembrei-me de fazer esta brincadeira. É apenas a minha opinião e por isso vale o que vale.


#Cápsula de ouro goes to … Dresden
O cognome “Florença do Elba” assenta-lhe como uma luva. O conjunto monumental da Frauenkirche, Ópera Semper, antiga Catedral Católica (Hofkirche), terraço de Bruhlsche, muro/painel de mosaicos de porcelana de Meissen (Furstenzug) e o extraordinário conjunto barroco Zwinger fizeram-me ficar completamente apaixonada pela cidade.

 

#Cápsula de prata goes to … Minas de Sal de Wieliczka
É um dos principais pontos turísticos da Polónia e é absolutamente deslumbrante. Dos 300 km é possível visitar 2 km da mina. Durante a visita de cerca de 2 horas é possível ver lagos e diversas esculturas em sal. Aliás tudo é sal na mina desde do tecto ao chão. Para tirar fotografias no interior da mina é necessário pagar 10 zlotys (cerca de 2,30€), mas vale bem a pena. Sapatos confortáveis e um agasalho também são aconselháveis, uma vez que as temperaturas rondam os 14ºC.

 


#Cápsula de bronze goes to … Centro histórico de Cracóvia  
Gostei em especial da ampla Praça do Mercado com as suas inúmeras esplanadas, do mercado velho com as “lojinhas” de artesanato e do Monte Wavel, onde se localiza o Castelo Real e a Catedral onde foi bispo Carol Woitila. À noite a cidade ganha uma luz extraordinária.

 
 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

À vontade, mas não à vontadinha

Sempre que por razões de trabalho almoçamos fora, o destino é sempre o mesmo: Brasa Rio no Marshopping. O serviço é rápido, os funcionários são híper simpáticos, a comida é óptima e nunca nos cansamos de voltar.

Mas os clientes não são sempre o rosto da casa. Hoje, a cena foi hilariante. Estava toda a gente de tabuleiro pronto (folha “protectora” do tabuleiro + talheres) e alinhado, excepto um grupo de quatro pessoas que teimavam em fazer avançar e recuar a fila. Primeiro não pegaram em talheres suficientes para os quatros, depois faltava a colher para a sobremesa e por fim … Por fim, a senhora que estava ao meu lado repara que lhe falta a folha “protectora” do tabuleiro e sem qualquer problema arranca (literalmente) a minha do meu tabuleiro.

O meu grupo ficou perplexo. Eu tive um ataque de riso. Mas, depois resolvi acrescentar, enquanto olhava para o meu tabuleiro desnudo:

- Então pá estavas com calor e não dizias nada! Foi preciso a senhora aqui do lado despir-te.

- Desculpe … essa boca é para mim. Olhe lá, se lhe faz muita falta o raio da folha.

- (não devia, mas resolvi alinhar e respondi) Por acaso até faz. A dona do tabuleiro está ligeiramente engripada e tem receio que o tabuleiro também fique. E já que a folha é tão insignificante … com licença vou reavê-la.

- Que falta de educação!

Agora já não respondi. Não valia a pena. Os risos e as gargalhadas das pessoas na fila foram a melhor resposta. A estupidez gratuita só merece receber como troco uma boa e sonora gargalhada.  
 
Imagem retirada da Internet
  

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Tosse importada … e orquestra

Regressei ao trabalho, após a “primeira parte” das férias (este ano teve ser assim, férias às pinguinhas), acompanhada por uma tosse made in Polónia, que não me deixa em paz. O que começou por ser uma tosse normal progrediu para uma tosse audível num raio de 1 km.
 
Mas não sou a única por estas bandas. Sempre que tusso ao meu lado espirra-se. A este dueto junta-se um quarteto de quatro “trombones”, que depois de um dia de treino intensivo, assoam-se de forma sincronizada.
 
Como todos estamos na situação de “férias às pinguinhas” já pensamos criar uma orquestra para angariar “donativos” para o segundo acto das férias. Só nos falta escolher um nome. “Orquestra férias às pinguinhas”, “Orquestra Tosse-Espirra-Funga” ou  “Orquestra Os Indesejados no Local de Trabalho”?
 
Ok … ia agora clicar em “publicar” o post, quando um “não doente” acabou de mudar de estado. Nova aquisição para a orquestra! Ou talvez não … se calhar é melhor marcar audições. Temos que manter o rigor musical!

Imagem retirada da Internet

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Desafio em cinco interrogações …

Este desafio foi-me proposto pela autora do blog Bata & Batom e acabadinha de chegar de férias arregacei as mangas (que não tenho) e “meti mãos ao trabalho”.

As regras são simples:

-O desafiador deve fazer 5 perguntas sobre o(s) blog(s) escolhido(s)
-O desafiador deve deixar os links dos blogs que desafiou
-O blog que for desafiado deve mencionar quem o desafiou
-Só é permitido criar perguntas SOBRE o blog
-Os blogs desafiados devem ser informados disso e responder nos comentários se aceitam ou não.

Perguntas e respostas:

1 - O que te fez criar o blog?

Uma vontade estúpida de deitar tudo cá para fora. Pode parecer um cliché, mas é a verdade. Por norma só somos verdadeiros com aqueles que mais gostamos e tendemos a ser politicamente corretos com as restantes pessoas. No meu caso, e na maior parte do meu dia, funciono com o “filtro entre o pensamos e a boca” ligado a todo o vapor. Falo como um papagaio, mas tenho o cuidado de não ferir suscetibilidades. Nem todas as pessoas têm poder de encache e nem todas percebem quando estou a brincar, por isso criei limites. No blog posso ser a pessoa que sou junto daqueles que melhor me conhecem. Sem qualquer barreira, digo o que penso, o que sinto e gracejo com aquilo que me rodeia.

2 - Como escolheste o nome para o teu blog?

A ideia surgiu quando estava numa das muitas infindáveis filas de trânsito (para mim é o local perfeito para divagar!). Como sabia que não ia conseguir manter-me restrita a um tema optei por um nome que “abarcasse” diferentes temas. Como falaria sempre de “coisas” que vivenciei ou vi surgiu a primeira parte do nome “momentos“. “Em cápsulas” surge com duplo significado. Até agora, só uma pessoa referiu nos comentários esta dualidade: “Momentos em Cápsulas” ou “Momento Sem Cápsulas”. O nome oficial vem ao encontro da ideia de escrever sobre partes do meu dia, nas quais se tivesse uma cápsula à prova de som teria dito “mais uma séria de vírgulas”. O nome subentendido reforça e põe a nu o objetivo de escrever sem restrições.    

3 - Em que te inspiras para escrever os posts?

Esta é fácil. Em tudo! Há dias que basta pôr um pé fora de porta e tenho uma ideia, noutros um “passeio” pela Internet, uma simples conversa na hora de almoço ou uma situação mais caricata ou absurda … Tudo serve!

4 - Qual foi o post que mais gostaste de escrever, até agora?

E agora temos a mais difícil! É a pergunta do tipo “gostas mais do papá ou da mamã?”. Por razões diferentes tenho dois. “Então … há mouro na costa?”, porque para mim se tornou uma pergunta caricata e que dá azo à minha imaginação. E “Dia de cão … gabarolas, lambe-botas e convencidos” pela sensação de libertação que me proporcionou, quando terminei de escrever o post.

5 - O que diria o blog acerca de ti, se pudesse falar? 

Que não tenho emenda! Nasci assim, cresci assim e apesar de não me chamar Gabriela serei sempre assim. Adoro o som de uma boa gargalhada, adoro rir e mesmo quando os tempos não nos dão razão para tal, eu prefiro andar em contracorrente … “Always look to the bright side of life!”.

Jogo na mesa, os dados estão lançados e o desafio de responder a estas 5 questões passa para os seguintes bloggers:


 
- Opinante autora dos blogues “Opiniões em Teia” e “Last Call”
 
Qualquer outro blogger que leia este post sinta-se convidado a participar e desafiado a fazê-lo … Game on!
 

 

 

sábado, 23 de agosto de 2014

Regresso contraditório …

A parte final de uma viagem é sempre um misto de emoções.

Feliz por voltar, triste por partir. Ansiosa para rever, vontade de continuar a descobrir. É esta a dualidade, que me faz balançar no último dia de uma viagem.

O tempo de espera para o embarque de regresso a casa é sempre passado a "rever". Os momentos são vistos e revistos através da câmara fotográfica e as vivências relatadas novamente como se fosse um filme. Um filme que continua no interior do avião. Os momentos hilariantes (que existem sempre!) são coreógrafos por entre os bancos, as gargalhadas ecoam e por diversas vezes contagiam “vizinhos” de viagem que não conseguem ficar indiferentes às performances dignas de um óscar (ou de um Razzie Awards!).

E, pronto chegou ao fim … para o ano (espero e desejo) há mais!   

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Andam duendes a perseguir-me … Wroclaw

Comecei por contar, depois passei-me da marmita e passei a contagem a outro … e começou a música:

- Quantos eram?

- 17

- Olha! 18, 19, 20 … 21

- Está ali outro.

- Onde, onde … já vi! Não é um são quatro … logo 25. Não é?

- É.

- Porra! São tantos! (longo suspiro) Tens a certeza que eles estão fixos?

- Não. Toda a gente sabe que os duendes têm vida própria. Depois de contares, eles mudam de lugar só para gozar com a tua cara.

- Tu é que estás a gozar com a minha … não era isso que eu queria dizer.

- Só um bocadinho. Se quietos são tantos, imagina quantos seriam se tivessem “liberdades” de acção!

- Wroclaw, a cidade onde duendes se reproduzem sem se mexerem (informa-se que autora do blog censurou a última palavra. Na versão original começava com F).

Nota: em Wroclaw existem 212 estátuas de duendes. A ideia de espalhar duendes por toda a cidade surge após uma “revolta estudantil”, onde os alunos caricaturaram os professores como duendes. Em frente à Universidade existe um duende professor e por toda a cidade os duendes vão “assumindo” diferentes profissões ou atividades.
 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Viver rodeada por sal …

Foi só por um dia, mas hoje vivi rodeado por sal. Depois dos incontáveis degraus (descansem a subida é feita por elevador) e túneis que nos levam a descobrir as Minas de Sal de Wieliczka, os nossos olhos ficam delirantes com o espetáculo. Desde do teto ao chão tudo é sal. É impressionante ver como o ser humano é capaz de criar e construir em tais condições. Como o ser humano é capaz de se superar a si próprio.

Mas, há sempre quem duvide. Há sempre! Passam a mão devagarinho pela parede, olham à volta, confirmam e reconfirmam que não estão a ser observados. E aí … é ver muitas pessoas de dedo na boca e a exclamar de seguida “é mesmo sal!”. Pois é. É mesmo sal, agora vai lá beber um bocadinho de água que isso passa. Não é a curiosidade que passa é mesmo só a sede, porque cinco minutos depois lá vai o dedo à boca outra vez. 

Segundo a guia, o “ar salgado” da mina rejuvenesce e a prova é que os operários da mina tiveram uma vida mais longa do que os seus “vizinhos” (“tá bem abelha”, a gente acredita). Brincadeiras à parte o “ar salgado” da mina é ótimo para quem tem problemas respiratórios. Para quem é curioso por natureza é capaz de sair da mina com problemas de tensão arterial.
 
 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Cervejas trava-línguas e trocadilhos ...

Łomża, Zywiec Bock, Zywiec Porter, Warka Beer, Tyskie Gronie, Zywiec Jasne Pelne ou a impronunciável Książęce Ciemne Łagodne

Não é um trava-língua, nem o meu teclado teve um surto psicótico e começou a disparatar. Por estes lados é só escolher a marca e ter boa dicção a fazer o pedido para poder começar a experimentar as cervejas.

A juntar à festa não é aconselhável por estes dias dizer a palavra “curva” em voz alta, porque em polaco é um palavrão.

“Droga” é a palavra mais frequente em Varsóvia e Cracóvia. Aparece sempre associada a uma classificação ou ao nome de uma pessoa de quem se gosta muito.  Mas calma é pelas razões mais “nobres”. Droga significa estrada e também pode significar querida.
 
Agora claro está que depois de algumas cervejas, a "droga" (entenda-se estrada) dá uma grande "curva". 
 

sábado, 16 de agosto de 2014

Terra firme …

 
TAP, tap, tap …Podia ser o som dos meus sapatos a bater de impaciência no chão do aeroporto, mas não. A TAP portou-se bem. O voo não sofreu atrasos e a minha mala chegou sã e salva. O mesmo não pode dizer um dos convivas do grupo, que nos próximos dias só tem duas hipóteses. Enveredar por uma carreira pouco promissora como transformista. Ou depender da boa vontade do sexo masculino no que toca ao uso de roupa lavadinha. Vamos lá ver se amanhã o grupo ganha uma nova mulher .... de barba rija!

Agora sim ...

Terra firme! Agora é hora da descoberta e da conquista de novos lugares, sabores e saberes. É hora de apreciar aquilo que a vida tem de melhor. De viver fora da rotina. De experimentar e deixar o trivial fora do dicionário.

E como eu adoro isto! Esta sensação de completa liberdade … há tanto para ver, há tanto para fazer, há tanto para palmilhar … Adoro!

 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Os Mercenários 3 (The Expendables 3)


Sem qualquer restrição no orçamento, o filme junta os “pesos pesados” e musculados (musculados q.b., porque a idade já pesa) do cinema.

Sylvester Stallone, Jason Statham, Randy Couture, Wesley Snipes e Dolph Lundgren constituem o núcleo duro da trama aos quais se juntam os actores Mel Gibson, Antonio Banderas, Harrison Ford e Arnold Schwarzenegger. A trama, apesar de seguir a “receita para o sucesso” dos filmes do mesmo género, nada deixa a desejar em termos de cenas de acção. Tiros, explosões, acrobacias (impossíveis) e o regresso destes veteranos aos ecrãs dão por bem gasto o valor do bilhete.

O desempenho de Mel Gibson no papel de vilão, a personagem que fala pelos sete cotovelos do Antonio Banderas e a “química sarcástica” entre Stallone e Statham dão ao filme uma “lufada” de comédia (na dose certa).

O elenco “juvenil” (em comparação com o restante elenco) deixa a desejar. O sangue na guelra não está presente e os veteranos do filme ganham por K.O. em termos de desempenho.

Os veteranos dão bem conta do recado … "Boys with toys, men with guns"!
 
Imagem retirada da Internet
 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Cabeça no ar, tetris de mala e aviões …

O meu pensamento está a funcionar tipo íman. Está preso ao que tenho planeado para os próximos dias, à mala que ainda não está completamente pronta, ao que ainda falta fazer e ao voo. Sim, porque eu ADORO viajar, mas odeio na exacta proporção a parte de fazer a mala e entrar num avião.
 
A ideia de entrar numa “latinha com asas” e ficar horas a fio dentro dela é de longe a pior parte. Sem hipótese de fuga, sem ter nada para fazer e com um raio de um relógio que parece que pára … não é o melhor cenário para mim. É na realidade o pior.
 
Neste quadro ainda há lugar a um jogo de “tetris de mala”, uma vez que sou a única mulher à face da terra, que não nasceu a saber fazer uma malinha imaculada. Para mim fazer uma mala é como um jogo de tetris num nível avançado e onde as peças têm vida própria.
 
Mas depois tudo compensa e desta vez vai compensar mesmo. Esta é sem dúvida A Viagem. A viagem que eu sempre quis fazer e agora chegou a hora.


Polónia (em polaco Polska), aqui vou eu!

Imagem retirada da Internet

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Vamos deitar as moedas fora?

Ando com uma dúvida existencial sobre os meus colegas de trabalho. Será que todos sofrem de bicos de papagaio? Gostam todos de deixar gorjeta? Têm a memória de curto prazo “danificada”? Não sabem fazer contas de cabeça? Ou são apenas muito simpáticos?
 
Hoje coloquei 1€ na vending machine, era suposto receber 20 cêntimos de troco, mas na realidade, retirei 70 cêntimos em moedas de 5, 10 e 20 cêntimos.
 
E não é a primeira vez! Já avisei, já brinquei com o assunto e nada. Como resposta já tive o famoso “5 cêntimos, oh isso não vale nada” e “as moedas pesam na carteira”.
 
Eu não me importo, quer dizer, quem olha para o meu porta-moedas parece que ando a assaltar caixas de esmolas, mas tirando isso, não me importo mesmo nada. De 5 em 5 cêntimos, uma pessoa vai-se governando … e os produtos na vending machine ficam consideravelmente mais baratos.
 
É uma espécie de época de saldos (permanente) no local de trabalho.  



Vamos deitar as moedas fora? A pergunta pode parecer estranha, mas é isso que andamos a fazer sempre que por esquecimento ou falta de vontade não retiramos o troco da máquina.

Imagem retirada da Internet

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Oh Captain, my Captain ...

Morreu o ator Robin Williams.

Pensei se escrevia ou não este post, porque não gosto de perdas, não gosto de despedidas e evito a todo o custo o assunto na minha vida pessoal.

Mas, caramba morreu o meu ator preferido. Um dos poucos atores que me conseguiu fazer rir e chorar com a mesma intensidade. Um dos poucos atores, cujas interpretações, eu vejo, revejo e descubro sempre novos pormenores e novos sentidos.

O filme “O Clube Dos Poetas Mortos” será sempre um dos meus filmes preferidos e a frase “Good Morning, Vietnam!” continuará a ser a resposta no meu grupo de amigos aos meu “bom dia” sonoro todas as manhãs, quando toda a gente ainda está ensonada.

Morreu o ator Robin Williams, mas “seize the day boys” … e obrigada pelas horas de divertimento e inspiração.
 
 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Passeios pela Internet #3 … o Ferrari das marmitas

Já em fase de contagem decrescente para as minhas férias descubro este achado. Basicamente é um tudo em um. Liquidificador, cesto de piquenique, tábua, abre-garrafas, aparelhagem e carrinho de transporte dos “extras” que arrastamos para todo o lado.
 
Está a um passo de ser uma Bimby e a dois de ser um todo-o-terreno versão farnel.  
 
Atrevo-me ainda a dizer (ou a escrever) que se fosse uma invenção portuguesa tínhamos incluído algo que permitisse assar frangos e grelhar sardinhas … just in case!
 
Imagem retirada da Internet
 
AQUI fica o vídeo, que demostra do que é capaz esta “menina”: a Coolest Coller.
 
 

domingo, 10 de agosto de 2014

“Vou Já Bazar Daqui ” … e fui mesmo

Hilariante. É esta a melhor forma de descrever esta peça de teatro. Uma comédia que faz jus à sua tipologia. Os atores Vítor Emanuel, Ana Catarina, Natalina José, Paula Mota (Picolé) e Paulo Oliveira dão vida a um marido desempregado, a uma esposa à beira de um ataque de nervos, a uma sogra típica, a uma empregada de “encher as medidas” (literalmente 90-60-90) e a um melhor amigo trapalhão. São cerca de duas horas de puro riso, onde o intervalo de 10 minutos, entre o primeiro e o segundo ato, é muito bem-vindo para descanso dos maxilares e uma paragem técnica na casa de banho.  
 
Uma comédia ligeira e atual, onde a crítica social está bem presente. Se pretendem uma “barrigada de riso” não percam os próximos espetáculos.    
 
Imagem retirada da Internet
 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

#8 Sugestão para o fim-de-semana … Cinema ao ar livre


Se é uma moda … que venha para ficar!

Este ano são várias as cidades que estão a organizar sessões de cinema ao livre. Para além de ser uma forma diferente e agradável de ver ou rever um filme é sem dúvida uma forma mais económica de o fazer (a entrada é livre).

Aqui ficam algumas das cidades, que se transforma em salas de cinema em Agosto:


9 de Agosto – “A Mulher que Viveu Duas Vezes”

16 de Agosto – “Manhattan”

23 de Agosto – “Requiem”

30 de Agosto – “A Arca Russa”


12 de Agosto – “Ladrões de Bicicletas”

13 de Agosto – “Os Caçadores de Tesouros”

14 de Agosto – “A Gaiola Dourada”

19 de Agosto – "Um Americano em Paris”

20 de Agosto – “As Ondas de Abril”

21 de Agosto – “A Vida Secreta de Walter Mitty”

26 de Agosto – “A Lancheira”

27 de Agosto – “Grand Budapest Hotel”


17 de Agosto – “O Homem da Câmara de Filmar” - Antigo Cinema Condes, Odeón e Olympia | R. dos Condes

18 de Agosto – “O Desprezo” - Antigo Cinema Monumental | Largo do Saldanha

24 de Agosto – “Belíssima” - Antigo Salão Lisboa | R. Senhora da Saúde, Martim Moniz

25 de Agosto – “As Praias” - Frente ao Cinema São Jorge | Avenida da Liberdade

31 de Agosto – “Helzapoppin” - Antigo Real Colyseu de Lisboa | Largo do Intendente


9 de Agosto – “Amigos Improváveis”

16 de Agosto – “O Menino Nicolau”


9 de Agosto – “The Quiet Ones” - Jardins do Palácio de Cristal – Gruta

15 de Agosto – “Noé” - Praça de Liége

16 de Agosto – “Como treinares o teu Dragão 2” - Rua das Flores

22 de Agosto – “Agentes Universitários” - Praça Dr. Francisco Sá Carneiro

23 de Agosto – “O Fantástico Homem Aranha 2” - Praça dos Poveiros

29 de Agosto – “O Planeta dos Macacos – A Revolta” - Praça das Cardosas

30 de Agosto – “The Monumments Men – Caçadores de tesouros” - Praça D. João I


14 de Agosto - “Gato Preto Gato Branco”

21 de Agosto - “Aquele Querido Mês de Agosto”

28 de Agosto - “Trinitá, o Cowboy Insolente”

 


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Então … há mouro na costa?

Não sei se é por decreto-lei, e eu eventualmente tenha perdido a sua publicação no Diário da República, mas aparentemente esta pergunta é obrigatória. A conversa começa com “Já não te via há muito tempo”, passa para o “Estás tão bonita” e depois pumba “Então … há mouro na costa?”.

Depois da resposta negativa seguem-se afirmações banais do tipo “fazes muito bem”, “andas muito ocupada para pensar nisso, não é?”, “qualquer dia aparece-te alguém que te arrebata o coração e blá blá blá” … Mais ou menos por esta altura, eu estou com um sorriso parvo na cara e abanar com a cabeça até que … “também ainda és muito nova para casar, agora as pessoas casam mais tarde”.

Pára tudo! Hora de acordar para a realidade, que a conversa já chegou aos sinos da Igreja, ao véu, à grinalda, já se vê ao fundo a noiva, só falta o noivo e mais ou menos por esta altura surge … “lembras-te do meu neto/filho/afilhado/enteado/irmão mais novo?”

E, pronto … agora para além do sorriso parvo, as minhas respostas são em duplicado. Uma é a resposta politicamente correta, a outra é a que fica guarda a sete chaves na minha cabeça. 

- Ele é uma jóia de pessoa. É raro nos dias de hoje encontrar um homem assim.

- Sim. Ele é uma pessoa impecável. (e agora vai começar a descrição do ser perfeito!)

- E mais sabe fazer de tudo em casa. Cozinha, limpa, lava a roupa, passa a ferro …

- É sempre bom e útil saber fazer um bocadinho de tudo. (Duvido! … posso ver o comprovativo das habilitações domésticas?).

- Ah! E ajuda-nos em tudo. Farta-se de trabalhar, mas tem sempre tempo para nós. É muito caseirinho. Nunca sai à noite.

- Que bom. (ora bolas, eu no fim-de-semana estava com ilusões óticas)

- Não tem vícios. Não fuma, não bebe, não gosta de jogar …

- Isso é ótimo. (estas minhas ilusões óticas são tramadas … mas realmente em simultâneo nunca o vi a fazer)


Então … há mouro na costa? Não. Nem na costa, nem a dar à costa, mas de certeza que conhece alguém excecional para me apresentar. Esta vai ser a minha próxima resposta à pergunta. 
 
Imagem retirada da Internet
 

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

“A união faz a força” … e restabelece a fé na humanidade

Antes do meu almoço presenciei uma cena, que me deixou incrédula. Partilhei no blogue exatamente porque não compreendia, e continuo sem compreender, como é que há pessoas que conseguem ser tão frias.
Frias, para não dizer pior, porque independente do sentimento que nos une a outra pessoa, não percebo como é possível ficar completamente indiferente aos seus problemas. É algo que me transcende. Algo que nunca vou totalmente perceber. E muito sinceramente, não quero nunca vir a perceber.
Prefiro acreditar. Que ainda há algum pingo de bondade nas pessoas. Que há pessoas que preferem fazer a diferença. Que há pessoas que preferem não olhar para o outro lado. E, enquanto voltava a “colorir mentalmente” o meu Mundo, eis que me aparece um exemplo que me prova que ainda vale a pena acreditar.
Na Austrália, um grupo de pessoas que não se conheciam de lado nenhum unem-se única exclusivamente para ajudar. Ajudar a retirar uma pessoa que tinha ficado presa entre o cais e a composição. Se isto não é um bom exemplo e uma óptima prova … então começa a ser difícil acreditar.
 
 

Diferenças culturais ou what? …

Entrar num snack bar e ter a sensação que entrei num universo paralelo. O idioma oficial era o inglês, o alvoroço digno de um filme e pelo meio da confusão lá consegui descobrir o que tinha acontecido. Um turista estava a apresentar sintomas de um enfarte.
 
O desenrolar foi normal, apenas salpicado com algumas traduções pontuais por parte da guia que acompanhava o grupo de turistas, mas o desfecho foi no mínimo inesperado.
 
Já o senhor estava no interior da ambulância, quando a guia informa a esposa (do senhor) que não pode abandonar o grupo, mas que no fim do tour passaria pelo hospital:
Esposa – Claro que sim. Depois VAMOS ter com ele ao hospital.
Guia – Não quer acompanhar o seu marido? Pode ir com ele na ambulância.
Esposa – Não! Não, quero perder o tour da tarde.
Guia – Mas o seu marido está a ter um enfarte …
Esposa – Eu não sou médica. Não posso ajudá-lo. Vamos! Já estamos atrasados para visitar as caves.    
 
Pois … Diferenças culturais ou what?
Eu era incapaz. Seria útil no hospital? Não. Não sou médica ou tradutora. Mas, também não conseguia andar a passear como se nada tivesse acontecido.