terça-feira, 31 de março de 2015

E esta, hein? Profissão: “avaliador de bordéis”

Lembrem-se que ainda estamos a 31 de Março e por isso não é brincadeirinha de 1 de Abril. Isto é mesmo verdade!


Tem de ser licenciado em hotelaria, fluente em línguas, ter um bom palminho de cara, ser jeitosinho de corpo, ser comunicativo e gostar de trabalhar com pessoas [eu acrescentaria em diferentes posições, mas isto é a minha má língua].

Soma-se a experiência de vários anos em bordéis na condição de visitante [como é que se faz prova disto?!]. A prática de sexo seguro como procedimento obrigatório [baixas médicas são más para o negócio] e a especificação de que as relações sexuais são apenas uma parte do trabalho. Isto é à vontade, mas não à vontadinha … trabalho é trabalho, conhaque é conhaque e o “avaliador” está lá para poder pontuar e não poder com F.  

E já agora! Se alguém estiver interessado neste emprego (inovador) de controlador de qualidade … 150 já se candidataram, mas ainda há vagas.
 
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segunda-feira, 30 de março de 2015

Falamos mais a dormir, do que acordados …

Depois de uma noitinha magnífica, onde a dona deste “estaminé” dormiu tal e qual um bebé … de três em três horas acordava (vai-se lá saber porquê!), tenho toda esta informação relevante à minha espera no Facebook:

Posição “mudou o tempo e eu não pus cobertor na cama” significa que somos tímidos e sensíveis.

Posição “teso como um carapau” significa que somos sociáveis.

Posição “carapau já há dois dias na lota” significa que continuamos a ser sociáveis

Posição “vamos ver os bichinhos que morreram agarrados ao tecto” significa que somos reservados e calmos.

Posição “ai que almofada tão boa e cheirosa” significa que somos imprudentes e que mostramos ser sociais, mas na realidade somos nervosos e sensíveis às críticas … ufa, que este era quase uma sessão de psicanálise.

Posição “a cama é toda minha” significa que és bom ouvinte, mas não gostas de ser o centro das atenções (só gostas de ter o centro da cama só para ti, diria eu).

E feitas as contas, tenho a informação de que sou … “bipolar” com uma ligeira tendência para alternar na mesma noite entre o tímida e o sociável, sendo que pelo meio consigo ser calma e boa ouvinte. 

Não sei qual é a fonte, porque isto foi publicado por amiga sob título (sugestivo) "Qual é a vossa posição preferida?"

sábado, 28 de março de 2015

Há filhos que esticam a corda … mas há pais

Eu sei que isto de ser treinador de bancada é sempre mais fácil do que ser o oficial, mas mesmo assim existe uma coisa chamada bom senso e outra educação.

Uma “criança” (com cerca 12 anos) liga ao pai a informar (leram bem, não foi a pedir, foi a informar), que depois do cinema ia jantar com os colegas e remata esse mesmo telefonema com “agora esta era a parte em que dizias que sim” … eu pensei: a miúda estica-se e muito.

Quando a mesma “criança” chega junto dos colegas e diz “ele disse que ia pensar, mas é claro que vai dizer que sim” … eu só pensei: se és assim com 12 como será aos 21.

Quando ela andava toda contente de iPhone na mão a dizer as notas a todos os colegas, acrescentando sempre “só, só tiveste 3 a inglês, só!” ou “só tiveste 4 a português, só?!?!” … eu deixei de pensar e comecei a ter uma certa vontade de lhe enfiar o iPhone pela goela abaixo.

Mas depois surpresa das surpresas, ouço o único pai que estava a tomar conta do “rebanho” a dizer: “não se preocupem com as pipocas que caem ao chão, porque a emprega está cá para limpar!” … pois, deve estar deve e vai agradecer ter que limpar um “tapete” de pipocas. Se calhar a função das pipocas também deve ser essa, ir parar ao chão e não à boca … quem sabe? [Por favor, digam-me que isto não é normal!]

P.S. Já agora o filme era “Loucuras no México” e aquilo foi um versão rasca e com ainda menos piada, do que o último filme da “Ressaca”.

sexta-feira, 27 de março de 2015

“Encanita-me” os nervos!!! #4

Não é o facto de saber que estou a anos-luz de me tornar fashion victim.

Não é o facto de saber que sou uma despistada do pior.

Não é o facto de precisar de ter alguém que me avise da coisa mais óbvia à face da terra para eu reparar.

Não é o facto de ter que voltar a casa para resolver a questão.

O que realmente me “encanita os nervos” é cruzar-me com uma vizinha no elevador e ela fazer o comentário:
- Tem umas UGGs giríssimas! Onde é que as comprou?

Depois de olhar efectivamente para os meus pés, ter que responder:
- Bolas … ainda estou de pantufas!  

E ouvir como resposta isto:
- Bela ideia! São mais baratas, do que as originais. Também devia ter trazido as minhas, vou passar o dia desconfortável com estes sapatos.

E assim se fica a saber que temos umas pantufas todas XPTO, uma vizinha, que acha normal sair de casa em pantufas … e sim, eu já desconfiava que ela não “jogava com o baralho todo” …
 

quinta-feira, 26 de março de 2015

Já faltou mais para ver um porco a voar!

Confirmei, reconfirmei, pedi segundas e terceiras opiniões … mas o veredicto foi sempre o mesmo. Mesmo assim, não me dei por vencida e aguardei alguns dias até ter a certeza absoluta e a constatação por parte da blogosfera, de que efectivamente já faltou mais para vermos um porco voador ou toda a gente com hairstyles by Coup de Vent [com menos finesse … completamente despenteada].

Dito isto e depois de muita reflexão só me ocorre: Pedras no meu caminho? Guardo todas, um dia (ontem, hoje e até à Páscoa!) vou precisar delas nos bolsos para não levantar voo … e com jeitinho ainda guardo dois ou três seixos para enfiar no bikini, não vá o diabo tecê-las e os 30ºC, que os meteorologistas afirmam a pés juntos que vão aquecer as férias … sejam 30ºC com direito a vendaval ar-condicionado sem custos energéticos. 

Sou a única, que hoje olha pela janela e se pergunta … quando é que isto vai aquecer?

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#tudoaocontrario

Não sabem o que é? Eu explico. É um movimento de sensibilização para o traumatismo craniano grave, que pretende ao longo ao desta semana (de 22 a 29 de Março) sensibilizar o público português para esta causa:


A forma de adesão é simples: basta tirar uma fotografia, rodar a mesma, usar o hashtag #tudoaocontrario e partilhar nas redes sociais, indicando que se trata de um movimento de sensibilização para o traumatismo craniano grave. Simples, não é? E vale a pena.

Segundo o site (que podem consultar AQUI):

- O Traumatismo Craniano Grave é a maior causa de morte e incapacidade em jovens adultos de todo o mundo, sendo os acidentes rodoviários e quedas os principais responsáveis.

- Estima-se que em Portugal existam 275.000 pessoas vítimas de Traumatismo Craniano Grave.

P.S. Obrigada P de Patrícia por alertares!  
 
 

quarta-feira, 25 de março de 2015

A sério??? Isto agora é como peças de dominó …

Não gosto de viajar, eu ADORO como todas as letras e se pudesse até pedia bis. Mas há uma pequena coisinha, uma coisinha com asas que parece uma latinha de conserva, que leva toda a gente apertadinha entre bancos e que entre ontem e hoje resolveram voltar a cair como moscas inválidas … a porra do avião. Não gosto. No limite, odeio.

Não gosto de ter que ir ali contraplacada entre o meu banco e o banco da frente. Não gosto dos poços de ar, que me proporcionam constantes check-ups cardíacos. Não gosto da vista monótona (nuvem, nuvem, nuvem, céu limpo, fura nuvem, nuvem, nuvem, céu limpo outra vez). Não gosto de ficar colada ao banco, sempre que o avião levanta voo. Não gosto da mini-comida que servem. Não gosto das estatísticas (estúpidas), que dizem que “morrer a voar é tão improvável como ganhar o Euromilhões” (hello … leiam as manchetes de hoje!).

Mas … começo a gostar das aterragens e das palminhas que tão efusivamente a malta bate, enquanto pensa “o ‘bichinho’ aterrou no sítio certo e eu ainda estou inteirinha para contar a história”.

terça-feira, 24 de março de 2015

A mula da cooperativa deu … ó, és tão linda!

Duas pessoas carregadinhas com sacos, saquinhos, sacolas, mais a pasta do computador e a carteira. Paramos as duas precisamente à frente do elevador, trocamos olhares, contabilizamos todos os saquinhos e avaliamos quem tem mais ar de mula carregada.

Sou eu! [Não só tenho o ar como tenho os dedos já em versão salsicha em grelhador] Mas enquanto a outra espera que lhe cresça um terceiro braço que resolva o impasse, eu lá tento libertar um dedo para carregar no botão.   

Frustrada e a exasperar pela minha demora, a outra bufa ferozmente e lá tenta chamar o elevador … com o cotovelo. E eu (mulher, que segue à risca o lema “vamos ser boas umas com as outras”) penso aqui com os meus botões entre o nariz à pica-pau, o queixo à Cavaco Silva e os 3 DEDOS LIVRES  de 3 quilómetros e meio … tinhas que escolher, para mal dos meus pecados, pôr-te a roçar um cotovelo rechonchudo no botão, enquanto o resto do corpo parece estar a dançar um hula-hula? Tinhas????

[quase que tive que morder a língua para não me rir. Se a mulher não é parva ... finge muito bem!]
 
 

segunda-feira, 23 de março de 2015

Acho que fidelidade e auto-estima … não rimam com o meu carro

Já viram? Aquele novo anúncio fofinho e pseudo delico-doce que em verso descreve a relação do dono com seu querido bólide. Já? Contem-me tudo! A vossa relação é assim intensa, intimista e afável?                
                                        
                            

É que sempre que ouço o anúncio, a cada verso é isto que eu penso:  
 
Tu chamas-lhe campeão [Não, não chamo. Chamo-lhe Pluto, por causa da antena do rádio que fica empinadinha na traseira do carro]
 
Em sete anos nunca te deixou na mão [Nunca! Nem mesmo quando deixei o rádio ligado… teve uma manhã inteira a bombar, mas mesmo assim continuou com energia nos rodados para me levar a casa]
 
Tiveram sustos, mas ele portou-se bem [Portou-se … não travou quando mandei, ficou com um olho à Camões e partiu os queixos/para-choques]
 
Uns beijinhos a estacionar, mas isso não se diz a ninguém [Eu não digo, mas ele é um linguarudo…só lhe falta sinalizar cada arranhão, risquinha e raspão a tinta fluorescente]
 
E a porta que custa a fechar [Custa mais a abrir … nunca sei onde deixei/guardei a chave]
 
Todas essas histórias e as que não podes contar [Hã … não sobram muitas mais!]
 
Sabemos o que te custou teres de o deixar [Pois, custa muito, porque isto de andar a pé é uma canseira que só visto … ou andando]
 
Amanhã já o podes ir buscar [Companheiro de estrada e de arranhões … pronto para outra?]

sábado, 21 de março de 2015

Insurgente

2D ou 3D? Mais vale ver em 3D.

O ponto forte do filme são as cenas de acção, os efeitos especiais e componentes de design gráfico, que são complementados por uma banda sonora que “acelera” o ritmo cardíaco da cena (e também o nosso, quem se assusta facilmente salta alguns bips durante algumas cenas).

O uso do 3D completa o quadro de acção, tornando o filme mais emocionante. Como a maioria dos cenários se pauta por cores frias, ruínas de arranha-céus e prisões de vidro, a perspectiva de profundidade torna as cenas de perseguição, de explosões, de confronto e o “cenário de simulação virtual” mais impactantes e com um ritmo mais alucinante. 

O argumento, que se baseia na existência de uma sociedade dividida em cinco fracções (ou castas de “virtudes”), e os diálogos deixam pouco espaço para a existência de sentimentos ou reflexões, ficando quase sempre presos à lógica do fugir-atacar-retaliar-vencer. Contudo, o filme não deixa de ter um objectivo moral … que só é perceptível no final do filme: um das “castas” (ou melhor uma das virtudes) é a metáfora do cidadão diferente e minoritário, mas que no entanto é essencial para a manutenção do equilíbrio social.  
 
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sexta-feira, 20 de março de 2015

Não me digam estas coisas … porque eu não me aguento!!!!!

Funcionária (com voz bem colocada): Quem é que colocou os tomates aqui na bancada?
Eu (já com vontade de rir): Peço desculpa, fui eu. Foi só para escolher aqui uma fruta …
Funcionária (em tom ríspido): Os seus tomates são de qualidades diferentes, não pode colocar os dois dentro do mesmo saco.
Eu: Diferentes? Mas tirei do mesmo caixote.
Funcionária: São diferentes. Até têm tamanhos e formas diferentes.
Eu: Tudo bem. Não vou discutir as dimensões dos tomates a esta hora. 
Funcionária: Está a ver este tomate (e levanta o tomate como se ele fosse o rei Leão a ser apresentado à sociedade) é um tomate chucha. Este tomate aqui mais redondinho é um tomate xpto (não me lembro do nome dele, mas não era tão interessante como chucha). Desta vez passa, mas os seus tomates são diferentes.
Eu: Obrigada. Já percebi que é uma especialista em tomates.

Por esta altura já havia uns risinhos abafados à minha volta, mas a funcionária lá pesa os tomates e pergunta-me:
Funcionária: Disse que queria mais fruta. Qual é?
Eu: Bananas, mas não deixe estar... Prefiro as grandes, que estão ali daquele lado.

Aqui ficam os meus tomates e por mais que olhe para estes dois … não vejo grande diferença. São tomates.

quinta-feira, 19 de março de 2015

JINHO

A vida tem destas coisas, às vezes dá, outras vezes tira. Neste caso tirou e tirou cedo de mais. Foram poucos os anos, foram poucos os momentos … soube a pouco.

Queria ter tido mais. Há vitórias que não foram partilhadas, há risos e cumplicidades que não foram trocados. Hoje já saberia rir das piadas marotas que contavas entre amigos, já saberia compreender os livros que lias e já saberia trocar ideias contigo. Riríamos dos poemas de Bocage, (aqueles) os teus preferidos, zombaríamos da sociedade de Eça a cada página que lêssemos e contar-me-ias como o teu amor bateu aos pontos qualquer romance de Camilo Castelo Branco.

Foi pouco o tempo (seria sempre pouco), mas ficam as memórias, as histórias e os conselhos de uma vida. Quando a memória parece começar a esfumar-se … aparece um cheiro, um local, uma palavra que me faz recordar um episódio guardado com carinho. É sempre um recordar com saudade, mas é um recordar …

A saudade aperta, mas aquele que foi meu Pai, mas Pai no verdadeiro sentido da palavra, aquele que teve presente no bons e maus momentos, aquele que mesmo ausente permanece presente e continuará sempre presente ... o meu Pai, o meu Avô, o meu Jinho ficará para sempre guardado em mim com saudade.

Espero que tenhas orgulho na mulher em que me tornei. Eu orgulho-me muito do Homem que foste (e ainda és para mim). Tenho saudades tuas. Amo-te, adoro-te …

quarta-feira, 18 de março de 2015

“Encanita-me” os nervos!!! #3

As pessoas que resolvem escolher como local de confraternização o passeio perto de uma passadeira e de um sinal em auto-stop. De toda a extensão disponível, não só escolhem o local que fica precisamente à frente da passadeira, como também escolhem a beirinha do passeio como o local ideal para pôr a conversa em dia.

Eu até decorei o código e fiz o exame à primeira. Perante estas situações, eu penso que querem passar e não fazer da beira do passeio um local de tertúlia e amena cavaqueira. Paro. Olho duas vezes. Faço o gesto “vais passar ou não, songamonga!” com um sorriso no lábios. Para depois ter como resposta um aceno de mão, seguido da expressão facial “olha, achava que nós queríamos passar, que estúpida” …

Ai, como isto me “encanita” os nervos … e o ponto de embraiagem do meu carro!!!!!
 
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terça-feira, 17 de março de 2015

É só mais um, acredito piamente, é mentira, não serve para nada … preciso da ajuda do público

E não é para me enviarem para o Conde Ferreira ou para o Magalhães Lemos … eu sei ir sozinha. Mas não consigo resistir as estas coisinhas, que envolvem percentagens, ratos, palavras que só à segunda tentativa consigo pronunciar correctamente e que parecem giras, inteligentes e (estranhamente) precisas.

A novidade de hoje é (imaginem o som do rufar dos tambores):


Hummm … a sério? Primeiro, eu não sabia que tinha uma autofagia dentro de mim, muitos menos que a sua estimulação me ajudava a esticar a cútis. Segundo …  neuropeptídeo Y (“ganda” palavrão) prazer em te conhecer.  Já agora segundo a amiga wikipédia, és o responsável pela comunicação entre os neurónios (já trabalhaste melhor!) e o principal estimulante da fome (já trabalhavas menos!). Terceiro, meus queridos KitKat, Mon Chéri, Ferrero, saco de Maltesers e restantes companheiros de dias complicados e penosos tenho a comunicar que lamentavelmente a fim de estimular a autofagia e aumentar a produção de neuropeptídeo Y … vamos passar a ver-nos em percentagens de 20% a 40%.

Quem não é bom a matemática, não sei como é que se vai desenrascar deste imbróglio...
 

segunda-feira, 16 de março de 2015

De certeza que existe uma ligação intrínseca que eu desconheço …

… entre o intestino das gaivotas, pombas, pombinhas e passarecos que voam pelos céus do Porto e o meu rico carrinho. Quanto mais limpo ele está, mais de sanitário ele serve. Para as aves, ele deve parecer um excelente depositário de cocós e derivados da espécie [há uma coisa esverdeada no canto superior direito do vidro, que definitivamente não pode ser categorizada como um cocó normal]. Para o comum dos mortais … parece que eu estaciono o carro por baixo de um pombal.

Já os insectos kamikazes, que frequentam a A3, a VCI e a Ponte do Freixo, adoram esborrachar os seus corpinhos contra o vidro da frente e o pára-choques dianteiro … sim, sou uma assassina de insectos e se esta mania continuar, eu serei uma assassina com uns bíceps de fazer inveja a um culturista. É que para pôr o carro em condições novamente é preciso muita esfregadela!           

sábado, 14 de março de 2015

Focus

De uma forma rápida e simples. Não é um filme totalmente sobre burlas e o como dar o “grande golpe que deixa os protagonistas reformados a beber cocktails numa ilha paradisíaca”, nem é só mais uma comédia romântica. É interessante, é divertido, tem reviravoltas surpreendentes, a banda sonora é contagiante e a dinâmica da dupla de protagonistas é fantástica.

O argumento é simples: um charmoso e carismático burlão (um papel que caí que nem uma luva em Will Smith) conhece uma ladra amadora com aspirações a ladra profissional (Margot Robbie). É uma história “levezinha”, mas rapidamente se torna bastante apetecível. Num momento parece que estamos perante um burlão “azarado”, no seguinte percebemos que o golpe é brilhante, duas cenas depois temos uma situação hilariante e na seguinte estamos perante um momento marcante e tocante … e por entre esta alternância é impossível não focar o focus na tela.
 
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sexta-feira, 13 de março de 2015

Não há uma, sem duas … e ela finalmente vai embora!

- A rede de Wifi no Porto é bastante fraca.
- A sério? Eu nunca tive problemas.
- Tenho rede e cinco minutos depois, não tenho rede nenhuma.

Fiquei a matutar no assunto. Caramba, estávamos a causar má imagem. Tinha que haver uma explicação plausível para aquilo … uma rede tão “boa” e tinha logo que falhar nos poucos dias em que temos “visitas”. Na pausa para o almoço, tocou-me a mim a dar-lhe boleia e não perdi a oportunidade.

- Ora experimentar ligar à rede. Aqui a cobertura costuma ser fraquinha, mas tenta lá [mentira, ali a cobertura é máxima, mas isso agora não interessa nada]
- Tenho.
- Estás a ver. Devia ser interferência de qualquer coisa. A rede é óptima.

[minutos depois]

- Já não tenho! É sempre a mesma coisa.
- Não é possível ... como é que já não tens rede?
- Pior nem aparece … faço procurar e a rede STCP desapareceu!
- STCP!!!! Pois desapareceu … desapareceu assim que deixamos de ter autocarros à nossa volta. STCP são os transportes públicos do Porto …
- Ó que engraçado! Então, qual é a do Porto?
- É a que diz Porto… [inspira, expira, que ela volta para o Peru já hoje].


* Felizmente, ela não é literal na expressão "me cago en diez" ... 

Bata & Batom & ... Birthday present!

“Hoje, fui desafiada, por alguém alheio à blogosfera, a dedicar algumas palavras à BB, autora do blog Bata & Batom, no dia do seu aniversário. Este é um pequeno mimo com o qual quero presentear e parabenizar esta tão especial cidadã da blogosfera, merecedora do mesmo amor e alegria que a definem e caracterizam.”
 
Batas engomadas assumam as vossas posições!
 
Batons ponham a cabeça de fora!
 
Violino apruma as cordas!
 
Acendam as velas e tragam o bolo, porque hoje … há festa!

 

Parabéns B&B, espero que tenhas um dia fantástico. E não te esqueças! Ficar velho é obrigatório, crescer é opcional [já agora, se sobrar uma fatiazinha de bolo já sabes … podes enviar por e-mail, que eu não me importo nada]

quinta-feira, 12 de março de 2015

Nem sempre a culpa é do cozinheiro …

… e quem tempera a comida, de forma a provocar hipertensão ou diabetes instantâneos, à falta de um “cursinho” que resolva o problema, pode sempre mudar-se para uma casa perto de um aeroporto, estação de metro ou discoteca que viole consecutivamente a lei do ruído. É que aparentemente (porque amanhã “nasce” outro estudo que diz o oposto), “uma pessoa sujeita a um barulho de fundo muito elevado, tem tendência a achar a comida menos salgada e menos doce do que uma pessoa que coma em silêncio”.

Para situações mais pontuais, em que a mão deixa cair meio saleiro dentro da panela … é ligar a aparelhagem ao máximo com a música “Before I Forget” em repeat (problema resolvido!).  

Outra “descoberta” foi os efeitos da altitude no olfacto e paladar:

- “Depois de se despedir das pessoas no aeroporto e entrar no avião, diga adeus ao seu cheiro … pois adorava, mas não. Eu continuo a conseguir sentir o cheirinho dos pezinhos à larga. Também consigo sentir o cheirinho do WC, sempre que fico na última fila do avião e o cheiro a flores murchas do perfume das hospedeiras, que passam a alta velocidade no corredor.  

- “Perdemos dois sabores, o doce e o salgado. O azedo e o amargo ficam praticamente intactos… portanto, se sentirem um travo a azedo, a não ser que queiram regular o funcionamento do intestino, é melhor não comerem.
 
 

quarta-feira, 11 de março de 2015

Eu juro que seguramos o riso … apesar da vontade

Aviso à leitura: não atirem pedras, porque a autora do texto tem muito pouco de poliglota e de certeza absoluta que se não fez, ainda irá fazer uma figura semelhante à que conta. Aliás, talvez noutro contexto, acho que já todos por desconhecimento fizemos uma figura semelhante. Por isso (e como já fiz num post anterior) se são melindrosos e sem sentido de humor, não leiam!

Estamos numa pizzaria italiana (nada XPTO), mas cuja ementa (por maluquice do dono) é toda em italiano e connosco temos uma colega chegada quase directinha do Peru. Como seria de esperar, enquanto escolhíamos o nosso almoço, fazíamos tradução simultânea dos diversos pratos à nossa convidada (já agora, foi ela que pediu que queria ir a uma pizzaria). E dá-se o seguinte diálogo: 

- O que é mozzarella?
- É queijo.
- O que é parmigiano?
- É queijo.
- O que é ricotta?
- É requeijão.
- Requeijão???
- … é queijo?
- De quantas formas diferentes os italianos dizem queijo?

Pois … definitivamente como tradutores não temos futuro!

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terça-feira, 10 de março de 2015

Deitar cedo e cedo erguer, dá …

… uma soneira desgraçada à vizinha de baixo, que nem queiram saber.

Eu já estou habituada ao barulho. É o shampoo ou do gel de banho, que pontualmente cai todos os dias às 7 e meia da manhã no polibã. É o filho ou da filha que faz sprints entre o quarto e a cozinha entre as 8 e as 8:30. É o problema que alguém naquele apartamento tem com as cruzetas (tradução: cabides), que passam mais tempo no chão do quarto do que no roupeiro. Mas tudo bem! Eu tenho que acordar às 7, os barulhos são como despertadores suplentes.

Agora, acordarem aqui a Bela Adormecida às 4:45 com uma espécie de derrocada de peças de dominó de cimento maciço… não dá! Eu tenho um João Pestana muito sensível, depois daquilo ele partiu para parte incerteza e eu dei mais voltas na cama, do que um frango no espeto.

Assim não há condições … lá tenho que fazer mais uma emboscada à máquina do café!    

segunda-feira, 9 de março de 2015

Se pensam que qualquer canto, recanto ou parede serve … pensem duas vezes na Alemanha

Aliás, se pensarem na Angela Merkel devem conseguir que o rim entre em greve e a bexiga crie um “reservatório extra”, que evite o “alívio” contra a parede mais próxima. Caso contrário, terão uma surpresa molhada.

Fartos dos wildpinkler (“mijões selvagens”) e de terem de caminhar por algumas ruas e ruelas em modo apneia, os habitantes de St. Pauli resolveram pintar as paredes mais “frequentadas” com uma tinta repelente, que devolve a urina a quem a lança à parede.   
 
Vídeo AQUI
Por cá, eu já ficava contente se inventassem um chão repelente ao cocó dos canídeos, que têm donos com uma visão selectiva às poias dos seus amigos fiéis “problemas de coluna”. O canito fazia as suas necessidades fisiológicas e automaticamente o cocó “voava” para um saquito ou em casos mais extremos (de distracção e esquecimento, claro está) o cocó “voava” para o bolso das calças do dono.  

É que calcar cocó, não dá sorte, dá apenas a sensação que estamos a jogar ao jogo da macaca (versão avança), onde a pedra é substituída por vários cocós estrategicamente colados … para um casamento perfeito com a nossa sola.   

sábado, 7 de março de 2015

Chappie

Mais emocional era impossível. Aliás, se não fosse a caracterização como robot, Chappie pareceria uma criança sobredotada com uma capacidade de absorver informação irrealista e de se desenvolver (física e mentalmente) à velocidade da luz de dia para dia (para não dizer de minuto a minuto).

O tom frenético, humano e imparável torna o filme sobre inteligência artificial num quase filme de acção com apontamentos de comédia (principalmente quando Chappie brinca com uma galinha de plástico ou aprende “a ter estilo”) e drama (aqui se contasse “estragava” a segunda parte do filme).

Pelo meio ainda aborda (de forma superficial) uma série de questões morais e sociais, como por exemplo: os robots substituírem os seres humanos nos seus postos de trabalho, o espaço envolvente como um elemento formador do carácter ou como a linha entre a sensatez, o progresso e a ambição pessoal pode ser muito ténue.

Se o RoboCop e o robot do filme “Eu, Robot” tivessem tido um filhote “cognitivamente avançando” … ele seria sem sombra de dúvida o Chappie.  

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sexta-feira, 6 de março de 2015

Bolinhas de saliva do tamanho de moedas de um cêntimo …

… é engraçado, quando são os outros a apanhar com aquilo em cima. Quando o morteiro humano está estacionado à nossa frente a disparar rajadas de saliva, enquanto tentámos evitar a todo o custo tornar-nos um alvo indefeso … já não tem tanta piada.

Hoje, pela primeira vez (e última), desejei usar óculos com limpa para-brisas, só para evitar piscar os olhos, sempre que um perdigoto fazia mais um arco perfeito no ar e aterrava a escassos centímetros das minhas mãos. Quem diz mãos, diz braços, copo de água, folhas, tampo da mesa, chão … é aquilo era um morteiro que funcionava em rotativa e sem fazer discriminação de alvos. Acho que até a desgraçada da planta de plástico, que estava descansadinha a um canto, ficou com os raminhos mais arqueados de tanta gotícula, que lhe caiu em cima.

Ai, vida … mais duas horas daquilo e saía a nado da reunião!
 
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quinta-feira, 5 de março de 2015

Isto não é o que parece!!!

Meus queridos coscuvilheiros, bisbilhoteiros, mexeriqueiros … nem tudo o que parece é! E quando uma pessoa está confortavelmente a ter uma conversa nos seguintes moldes:

- Foste rápida! Então, saiu-te o que tu querias?

- Depois de muito apalpar lá acabei por escolher um, mas não acertei.

- Apalpando consegues descobrir?

- Às vezes quanto mais aperto o saco, mais burra me sinto. Mas também já consegui descobrir e escolher aquele que eu queria.

- E deixam-te fazer isso? Ali no meio da loja!?

- Deixam. Não sou a única, há mais gente a fazer o mesmo.

E neste momento na mesa ao lado temos todo um olhar reprovador a observar-nos de cima abaixo com um misto de desdém e incredulidade. Eu sem qualquer complexo e de forma pausada acrescento:

- Hoje estavam lá mais duas pessoas a apertarem os sacos … dos legos para não comprarem um repetido.

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quarta-feira, 4 de março de 2015

Vamos lá medir pilinhas!

Se ontem falei que o tamanho das maminhas é um “requisito imprescindível” para trabalhar num bar pequeno algures nas Astúrias, hoje para ser justa tinha que mudar de campeonato e descer três palmos na anatomia humana.

É que isto toca a todos. É para o menino e para a menina … e hoje descobri que 15 mil pénis de todo o mundo (sim, é verdade é mesmo muita pilinha) contribuíram para chegar à conclusão que um pénis médio tem 13,12 centímetros (quando erecto) e 9,16 centímetros (quando flácido).

[pausa para quem queira categorizar o “instrumento” que tem em casa.]

Para quem passou no “exame”, os meus parabéns! Acabou de ganhar a pilita de ouro, para reclamar o prémio é só entrarem contacto com o Joaquim Monchique, que ainda deve ter duas ou três lá em casa.

Para os restantes … é não desmoralizar. O “David” de Michelangelo foi considerado durante anos a personificação do corpo perfeito e nesta matéria também deixa muito a desejar (e nem sequer pode usar a desculpa, que faz frio em Florença). 
 

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terça-feira, 3 de março de 2015

Pediu e já 13 se chegaram de peito à frente …

… literalmente, porque parecendo que não, o “imprescindível” do anúncio significa isso mesmo. Só quem tem mamas é que vai conseguir passar na entrevista de emprego. O requisito “vontade de trabalhar” deixa a dúvida se é na horizontal ou na vertical e “alguma experiência” … bem, espera-se que seja a fazer cocktails e não a fazer outras coisas.
 
E o “enviar e-mail”? Será que é para enviar o curriculum vitae? Um curriculum composto por fotografias de frente e perfil, as medidas tiradas por uma modista (porque há que ser rigorosa nestas coisas) e mais duas cartas de recomendação ...

Se o “material” é ainda o de origem, a carta pode ser assinada pelos paizinhos, que confirmam e validam a qualidade da arquitectura do monumento e a moldagem das poitrines. No caso de ser já material, que foi alvo de recauchutagem e levantamento, a equipa de cirurgiões plásticos … lá terá que se chegar à frente e garantir que o silicone não é do tipo bombástico e que não há perigo de uma mama explodir durante o horário de expediente.

Epá, o mercado laboral em pleno século XXI está cada vez mais exigente e discriminatório … já nem se pode ter mamas descaídas e de copa B, que somos logo ultrapassadas pela Maria Mamalhuda.
 
Notícia AQUI
 
 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Não tenho uma dirty mind, tenho uma imaginação sexy …

Sabem quando estamos a falar com uma pessoa e ela de cinco em cinco segundos usa uma “expressão auxiliar de raciocínio”? Aquelas palavrinhas, que servem para fazer a ponte entre “eu sei o que estás a dizer” e o “não faço a mínima de como te vou responder”.

Há o “ok”, o “tipo”, o “pois”, o “portanto” … e no meio de tudo isto ainda há quem goste de terminar todas frases com o “correcto?” como se fosse um corrector humano.

Mas numa conversa entre um português, que tem uma voz capaz de fazer disparar os alarmes dos carros, e um inglês engravatadinho até às amígdalas … as “expressões auxiliares de raciocínio” assumem todo um outro contexto para quem passa no corredor. É que ouvir:

- Ok, ok, ok …
[Silêncio]
- Very well!
[Silêncio]
- Ok … that’s good!
[Silêncio]
- Yes, yes, yes …
[Silêncio]
- Oh, yes! That's great! 

Acreditem até mesmo quem não é dirty mind teve dificuldades em conter o riso e acabou por acelerar o passo para não desatar a rebolar no chão de tanto rir. Já agora a última frase (já de porta aberta e em jeito de despedida) foi: “is your first time?” [para ficar claro, a ideia era perguntar se era a primeira vez … em Portugal] 

Imagem retirada da Internet