quinta-feira, 31 de julho de 2014

Leituras de consultório …

Independentemente da razão, por detrás de uma ida ao médico, dentistas ou qualquer outra consulta, o tempo de espera é sempre “mais do que suficiente”. Ninguém gosta de ficar sentado a olhar para as paredes ou para o teto à espera que uma simpática (quando temos sorte!) rececionista chame o nosso nome. As propostas para “preencher” o tempo de espera são escassas. Fazer o papel de coscuvilheira e ouvir a conversa das(os) “companheiras(os) de espera” que se sentam ao nosso lado. Entrar numa amena cavaqueira sobre o estado do tempo e restantes temas de circunstância. Ou, por a leitura em dia (se existir uma revista que date pelo menos do mês em que estamos) sobre o mundo cor-de-rosa.
 
Hoje, quando cheguei ao dentista, as minhas hipóteses eram nulas. A sala estava vazia, o dentista atrasado e as revistas faziam manchete da 1ª visita oficial do bebé real George. Pois bem … dei meia volta, fui ao quiosque e descobri a revista “Só Rir – Revista de Humor”. Não obriga a grande concentração na leitura e se estivermos dispostos a rir sozinhos numa sala vazia … é a companheira ideal numa sala de espera. Aqui ficam algumas partes do seu conteúdo:   
 
 

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Representante legal dos ar-condicionado, ventoinhas, colunas de ar e companhia limitada …

Espero sinceramente que os ar-condicionado, ventoinhas, colunas de ar e restantes “máquinas de produção de ar fresco” não tenham representante legal. Caso contrário, eu posso estar metida num grande sarilho. Acho que o meu ar-condicionado (leia-se ventoinha) pode estar prestes a acusar-me de assédio no local de trabalho ou mesmo sequestro. Uma coisa é certa, da acusação de exploração laboral já não me safo.
 
Imagem retirada da Internet
 
 

terça-feira, 29 de julho de 2014

Boa vizinhança, uma caixa de fósforos e uma tartaruga …

Apesar de já viver há alguns anos no mesmo prédio, a verdade é que não conheço a maioria dos meus vizinhos. Cruzo-me quase sempre com as mesmas pessoas, porque temos o mesmo horário de sair ou entrar em casa, mas muitas das vezes nem sei em que andar vivem ou o nome delas.

Hoje, toca a campainha, abro a porta e do outro lado:
- Bom dia! Sou a vizinha do 1º andar esquerdo. Tem uma tartaruga?
- Desculpe?! Uma tartaruga?!
- Sim. Uma tartaruga, daquelas pequeninas.
- Não, não tenho.
- Por acaso não sabe quem tem uma tartaruga pequenina no prédio?
- Não...
- Que pena …

Por esta altura na minha cabeça passava todo o tipo de histórias:
- Ok. De todas as portas, a vizinha maluca tinha logo que ter escolhido a minha !!!!
- Ela está a pedir-me tartarugas! Porr@! O normal não é pedir açúcar, sal, ovos e afins!
Será que ela come tartarugas? E as pequenas são as mais tenrinhas?!
Raios … Qual a razão da caixa de fósforos que ela traz na mão?

- Oh! Desculpe. Deve estar a pensar que sou maluca! Estou a perguntar por tartarugas, porque caiu uma no meu terraço. Está morta, coitadinha. Mas, queria entregá-la ao dono.
- Aaaahhh!
 
 
Agora sim estava tudo explicado. Apesar de tal como eu, a vizinha do 1º esquerdo não conhecer ninguém no prédio, não queria deixar o pobre do animal com tendência suicidas sem um funeral próprio. E lá andava ela de porta em porta, de campainhas em campainha com a malograda defunta dentro de uma caixa de fósforos à procura dos seus donos. Ainda há boa vizinhança!
 
Voar até voam ... o pior é a aterragem!
Imagem retirada da Internet
 
 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

“Sex tape - O Nosso Vídeo Proibido” …

Arranca algumas gargalhadas, mais em resultado das situações caricatas e absurdas em que as personagens se veem envolvidas, do que graças ao texto do guião.

Um filme caseiro de sexo, que acaba por engano na iCloud, é o mote para uma série de aventuras e desventuras, que levam a um “encontro pugilístico” com um pastor alemão, a chantagem por parte do filho do amigo, a um “assalto” aos armazéns de uma empresa online de vídeos pornográficos e a duas quedas aparatosas. O enredo é forçado e irrealista, uma vez que tudo podia ser resolvido com a simples eliminação do vídeo da iCloud, logo nos momentos iniciais do filme. A publicidade à Apple é uma constante, tal como o closes apertados dos rabos dos protagonistas. Basicamente, para quem gosta de rir sem olhar ao enredo e/ou é apreciador do(s) rabo(s) da Cameron Diaz e/ou do Jason Segel, o filme é uma boa aposta.

Domingo de artesanato…

Perante a constatação que este Verão não está para grandes andanças e na iminência que uma deslocação à praia acabasse num “banho” de nevoeiro (sim, porque as hipóteses de espreguiçar ao sol eram remotas), o “itinerário” de Domingo foi ajustado às condições atmosféricas.
 

Depois do almoço e de assistir ao filme “O Nosso Vídeo Proibido” fomos até Vila do Conde para descobrir que a 37ª Feira Nacional de Artesanato já começou. O pontapé de saída foi dado este Sábado (26 de Julho) e as portas só se fecham a 10 de Agosto. A entrada é livre e no interior do recinto é possível encontrar 93 stands, que mostram aquilo que melhor se faz em Portugal (de Norte a Sul, de Este a Oeste e ilhas) em artesanato. Pais Natais a andar de mota, presépios a partir de conchas, relógios feitos de vidro reciclado, miniaturas, brinquedos de madeira, flores de cerâmica e bonecas de trapo que contam histórias são alguns dos exemplos do espírito criativo dos artesãos portugueses.
 
Tanta criatividade e imaginação deixa qualquer um KO. Para recuperar energias nada melhor, do que ir até às barraquinhas gastronómicas (pão-de-ló de Ovar, jesuítas, limonetes, ovos moles de Aveiro, ginjinha de Óbidos e muito mais) ou aproveitar as jornadas gastronómicas.     
 
 
 
Quanto a mim regressei a casa já jantada e com uma nova caneca com uma frase bastante sugestiva e inspiradora para os próximos fim-de-semana …
“Filho da cepa
E não da giesta,
Desce à barriga
E não me subas à testa!”
 
 

 

sábado, 26 de julho de 2014

Em Dia dos Avós … as palavras de Saramago ganham nova vida

“Carta a Josefa, minha avó”, uma crónica escrita por José Saramago à sua avó materna Josefa Caixinha, com a qual viveu por alguns períodos (longos) até à maioridade.
 
Foi este o texto que serviu de mote à realização deste vídeo por +André Raposo  e João Descalço, dando assim uma nova vida e dimensão às palavras enternecedoras do escritor. O vídeo é uma homenagem às avós, aos avós, ao escritor e um testemunho de uma época e de uma realidade, que por vezes nos esquecemos que existiu.  Feliz Dia dos Avós!
 
 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

#6 Sugestão para o fim-de-semana … Porto para todos

Ora bem, por onde começar. Festa da Família no Parque da Cidade parece ser um bom ponto de partida. No Sábado, entre as 10h e as 23h, o Parque da Cidade recebe fanfarras, monociclos, caricaturistas, malabaristas, trampolins, pinturas faciais, jogos tradicionais, picadeiros, cinema ao ar livre, lançamento de papagaios e a segunda edição da Maratona do Cão. Para os amantes de música decorrem em Gaia vários concertos com entrada livre, apenas limitada a lotação do espaço.
 
Rita Ruivo: 18h - Praça Sandeman e às 20h - Palco 1 Cais de Gaia
Rui Oliveira: 18h15 - Palco 2 Cais de Gaia e às 19h30 - Praça Sandeman
Com~Tradição: 19h - Palco 1 Cais de Gaia e às 20h15 - Palco 2 Cais de Gaia
 
Para fechar o dia existem duas opções à mesma hora. Por volta das 22h decorre o concerto dos Deolinda no Parque da Cidade. Simultaneamente, na Serra do Pilar (e com entrada livre, apenas limitada a lotação do espaço) decorre o projecto Fado sinfónico com Cristina Branco, Camané e a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música. Este último concerto encerra o programa “Cais de Fado” que conta hoje (sexta-feira, 25 de Julho) com a presença da fadista Mariza num concerto a realizar também na Serra do Pilar.
 

Domingo! Domingo é dia de cinema. O filme “O Nosso Vídeo Proibido” com Cameron Diaz e Jason Segel promete algumas risadas.
 
Para sugestões sobre locais a visitar na cidade do Porto pode ver o post "Porto: património, rio, francesinhas e vinho do porto"
 
 
 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

“Beauty Mirror” é a nova maquilhagem virtual …

Longe vai o tempo que gordura era formosura. Agora os tempos são de perfeição de régua e esquadro.

Para uma solução mais permanente existem os diversos tipos de cirurgia plástica, que prometem transformar qualquer camafeu na maior beldade à face da Terra. Mas, para quem não tem os bolsos recheados ou tem medo de ir faca existem outras soluções. A última é o “Beauty Mirror”, uma aplicação que permite aplicar “uma subtil e realista mudança ao reflexo de uma pessoa de modo a que, ao partilhar a foto ou o vídeo no Facebook, ninguém saiba que sofreu alterações”.

Pois … só se for cego é que não repara que sofreu alterações!

Imagem retirada da Internet
 
À disposição do utilizador estão 14 filtros, que permitem, por exemplo, alargar os olhos, limpar a pele, reduzir o acne ou preencher os lábios. O directo executivo vai mais longe e diz em entrevista à Reuters que a “longo prazo, a importância da maquilhagem se vai desvanecer e vai ser dada uma maior importância às aplicações que permitam em apenas um clique retoques que de outra forma demorariam muito tempo”.


Pois claro! Muito mais prático. Coloco uma foto no facebook com pele igual à da Branca de Neve, os lábios iguais aos da Angelina Jolie, os olhos rasgados como Jackie Chang e depois saio à rua sem maquilhagem … Ah! E com um cartaz à minha frente com o meu nome em maiúsculas … sim, porque depois de tanta alteração nem a minha mãe me reconheceria na rua.

A notícia pode ser consultada AQUI.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Ir à praia pode ser um episódio BBC Vida Selvagem …

Adoro as pessoas que não têm complexos com o corpo, que quando olham ao espelho acham que qualquer trapinho fica bem, que se os outros olham (independentemente da razão) é bom. E adoro por duas razões. Primeiro, porque muitas vezes perco alguns dos meus complexos (sim, porque nasci com uma coisa chamada vergonha, que é uma chatice do caraças!). Segundo, uma ida à praia fica significativamente mais divertida graças a certas pessoas.
 
#1 Pessoa Zebra
Estava branca como cal e antes de ir à praia resolveu passar (auto) bronzeador em spray pelo corpo. Agora sim. Está ótima e pronta para enfrentar a praia com corpo que alterna (em riscas) entre o branco, o castanho e o laranja.
 
#2 Pessoa Lagosta
Não percebe a utilidade do protetor solar. Quando um lado está vermelho como uma lagosta é só virar o corpinho (tal como o frango no espeto) e dar-lhe o mesmo tratamento do outro lado.
 
#3 Pessoa Águia
Fica vigilante à espera da melhor presa para “bater o coro”, isto é, “cantar a canção do bandido”.
 
#4 Pessoa Pavão
Chega à praia e tem que dar nas vistas. Mostrar as suas “cores” (o bronze que anda a trabalhar no solário), os músculos (ou o calinho de amor) e o fato de banho reduzido (que deixa pouco à imaginação). Depois sai para uma corridinha pela praia, com direito a alongamentos e tudo (pena é que só pratique desporto nesta altura do ano!).  
 
#5 Pessoa Tartaruga
Só põe a cabeça de fora do páreo. O resto do corpo não tem direito a ver a luz do dia.  
 
#6 Pessoa Macaco
Depilação, creme depilatório, cera depilatória ou mesmo tosquia são palavras completamente desconhecidas e não constam do seu vocabulário. Ter pêlos dá outra graça ao corpinho.
 
#7 Golfinho, lontra, baleia e restante animais aquáticos
Bem para estes é melhor ver o vídeo.  

As carteiras das mulheres deviam ter GPS incorporado …

Sempre que por alguma razão, alguém segura na minha carteira segue-se a exclamação: “Credo, o que raio tu trazes aqui dentro! Tijolos?”. Quando estou para aí virada costume responder: “Não ... Esses por acaso ficaram, só trouxe o recheio da casa”. Mas, a minha resposta não anda muito longe da verdade. Aliás, às vezes, se me perguntarem o que lá está dentro … eu não faço a menor ideia. Ao longo do dia “atiro” para dentro da carteira um cem número de papéis e tralha, que se acumulam (e reproduzem) a uma velocidade vertiginosa. Resultado. Nunca sei onde se “esconderam” as chaves, o porta-moedas e os restantes comparsas que habitam a minha carteira numa base regular. Em tom de brincadeira, e num grupo onde predominavam as mulheres, um amigo disse que quem inventasse um GPS para a “tralha” ficaria rico.
 
Mulher 1 – Tipo o quê? Um chip para a caixa de maquilhagem, para as chaves, para o porta-moedas …
Homem – Sim. Por exemplo, querias saber onde estavam as chaves do carro. Consultavas a aplicação no telemóvel e ela dizia-te a localização exacta do objecto dentro da carteira. 
Eu – A ideia é óptima! Mas, só por curiosidade, onde achas que as mulheres guardam o telemóvel?
Homem – É na carteira? Épa, assim é difícil! Não podem guardar no bolso das calças?
Mulheres – NÃO!
Mulher 2 – Qual é a mulher que quer ter uma “bossa” nas ancas ou no rabo?
Homem – Os homens são muitos mais descomplexados … 
Eu – Os homens não são descomplexados … eles “nivelam” é um nádega com a carteira e a outra com o telemóvel!

Imagem retirada da Internet
 

terça-feira, 22 de julho de 2014

Rápido, rápido … só com pizza caseira

Não tem tempo para cozinhar? Não sabe o que vai fazer para o almoço (ou jantar). Não hesite! Faça uma pizza caseira. Dito assim para um anúncio publicitário, daqueles que passam ainda de madrugada, mas é a realidade. Para fazer uma pizza caseira (e super rápida) basta ter “massa para pizza congelada” em casa e depois é só acrescentar os ingredientes preferidos … ou o que há no frigorífico.
 
Hoje, o meu almoço é uma fatia desta pizza feita ontem em apenas 20 minutos.
 
 
Ingredientes:

100g de fios de fiambre   
140g de cubos de fiambre
200g de queijo mozzarela
Polpa de tomate q.b.
Azeitonas (sem caroço) q.b.
Orégãos q.b.   
 

Descongele e estenda a massa sob uma superfície com farinha. Cubra a massa com a polpa de tomate (*) e adicione os ingredientes que quer ter na pizza (no meu caso apenas coloquei fiambre, azeitonas, orégãos e o queijo mozzarela). Leve ao forno durante 15 minutos a 180ºC.
 
(*) Se estiver com um bocadinho mais de tempo pode criar o seu próprio molho de tomate para colocar sob a base da pizza. Para tal basta, por exemplo, picar uma cebola e um dente de alho, levar a refogar em azeite. Quando a cebola estiver a ficar translúcida adicione a polpa de tomate e deixe levantar fervura.
 
BOM APETITE!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Levanto-me às 7h, mas só acordo verdadeiramente às 9h …

Todos os dias é esta a sensação que tenho. Acordo, desloco-me em modo sonâmbulo até à casa de banho e a partir daqui funciono em piloto automático até o café (expresso) “aterrar” à minha frente. Depois, mas só depois, acordo para o Mundo.


Imagem retirada da Internet

domingo, 20 de julho de 2014

Porto tem novamente Boa Nova …

Depois de quase dois anos ao abandono, a Casa de Chá da Boa Nova (em Leça da Palmeira) goza agora de “boa saúde”. Classificada como património nacional, a Casa de Chá é uma das primeiras obras do arquitecto Siza Vieira e reabre novamente ao público esta terça-feira (22 de Julho).
 
Hoje, a curiosidade tomou conta de mim e dei um saltinho até lá. Apesar das minhas tentativas em “coscuvilhar” o seu interior, enquanto me “empoleirava” em cima das rochas que rodeiam a Casa de Chá, não consegui desvendar nada. As cortinas estão corridas e o seu segredo bem guardado. Apenas através da porta é possível deslumbrar alguns apontamentos. Com menus entre os 60€ e os 120€ por pessoa e a ambição de alcançar uma estrela Michelin, o chefe Rui Paula assume o comando desta cozinha e esperemos por muito tempo.
 
O local é paradisíaco, a vista é deslumbrante e os menus prometem ser um sucesso. Quanto a mim, acho que me ficou apenas pela vista do exterior, caso contrário tenho que “hipotecar” um rim para lá conseguir provar qualquer coisita … Pois!  

Já no conforto do meu lar descobri esta fotografia do interior da Casa de Chá da Boa Nova. Mais fotografias podem ser consultadas AQUI 

sábado, 19 de julho de 2014

Porque a bondade está nos pequenos detalhes …

Quatro periquitos, três tartarugas, vários peixes, dois cães e um gato dividiram e partilharam as suas vidas com a minha infância e juventude. As peripécias que tenho para contar no que concerne à sua alimentação, banhos, passeios são imensas e acabam sempre em gargalhadas. Mas, também há o outro lado. Toda a existência é limitada e como tal também tive de lidar com a perda dos mesmos. Com frequência se refere cá em casa que eu insistia em efectuar um “enterro” apropriado ao animal. Mas ... nunca me tinha ocorrido fazer, o que a dona do Duke fez.
A história é verdadeiramente emocionante e demonstra aquilo que o ser humano tem de melhor em si. Perante o diagnóstico de um tumor ósseo, a dona do Duke tomou a decisão mais difícil (e dura) para qualquer pessoa, que gosta de animais e os trata como família. Apesar de todos os esforços (amputação de uma das patas), a doença não cedeu e Duke teve de ser “abatido”. Mas antes de dar esse passo, esse passo final, o Duke teve o melhor último dia. Comeu o que mais gostava (hambúrgueres) e divertiu-se com aqueles que o amaram. O relato comovente deste último dia, acompanhado por fotos, pode ser consultado AQUI 
 
Imagem retirada do blog
 

Cinema e macarons …

Acho que estas duas palavras são um resumo perfeito de um sábado de “preguicite aguda”, que o tempo (não de verão) teima em prolongar.
O filme escolhido foi a comédia “Agentes Universitários” (“22 Jump Street”) da dupla Phil Lord e Chris Miller. Não fui com uma ideia predefinida sobre o filme. Aliás, confesso que a escolha do filme baseou-se muito na “fama que persegue” os atores, nomeadamente Jonah Hill e Channing Tatum. O filme (ou melhor o seu enredo) não inova em relação ao filme anterior (“Agentes Secundários”), mas também não desilude. A sequela é mais musculada (principalmente, por parte de Channing Tatum) e repleta de bons momentos de descontração e diversão. Com um humor que alterna entre a sátira inteligente e a caricatura, onde o humor físico e de circunstância estão bem presentes do princípio ao fim do filme. Por falar em fim, este filme deve ser dos poucos que leva o espectador a ficar até ao final dos créditos finais. Enquanto os créditos finais “passam”, o espectador é presenteado com uma aguçada crítica à situação atual da indústria cinematográfica americana.

 
 
 Para finalizar com chave de ouro, em duas passadas fui até à Arcádia, e comprei uma caixinha de macarons … Mimos, só mimos hoje. Tão bom!  

Macaron de chocolate, de vinho do Porto e de laranja (de baixo para cima)


sexta-feira, 18 de julho de 2014

#5 Sugestão para o fim-de-semana … Sopas e descanso!

Normalmente, quando chega sexta-feira tenho sempre uma ideia do que vou fazer no fim-de-semana. Neste, a única coisa que me corre é sopas e descanso. Mandriar, por a leitura em dia, ouvir música, relaxar, ver uma maratona da minha série preferida, ir ao cinema são algumas das coisas que me correm para este “menu” de fim-de-semana. Se até o sol resolveu “meter baixa”, eu também me rendo. Un bello e dolce far niente! Eco!
 
Imagem retirada da Internet
 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Passeios pela Internet #2 … O meu Nenuco precisa de fazer a depilação!

Eu sei que ideia, por trás da criação do Nenuco, é que este seja o mais realista possível. Mas isto é demais! Primeiro, nenhum bebé tem pêlo como se fosse um macaco. Segundo, qual é o objectivo pedagógico.

Imagem retirada da Internet


No meu tempo (e não sou velha!), com o Nenuco podia-se fazer três coisas (simples): alimentar o Nenuco à base da papa criada pela marca, dar o biberão e mudar a fraldar (tudo o que entrava tinha de sair por algum lado, claro está!). Daqui resultava três problemas para os pais:
 
#1 Quando a papa acabava, e para evitar choradeira na certa, lá vinham as invenções e as misturas de diferentes ingredientes que produzissem uma papa (por exemplo, farinha com água).
 
#2 As invenções de “novas papas” conduziam (sempre) ao entupimento do boneco e a diversas tentativas de limpar o “intestino” do mesmo.
 
            #3 Quando a criança queria tomar banho com o Nenuco. Agora bem … o Nenuco tinha dois orifícios. Por onde sai (o chichi e cocó do boneco) também entra, logo depois de uma bela banhoca, o desgraçado do boneco tinha de ficar um mês a “destilar” a água do seu interior.
 
Agora, imaginar isto tudo em versão depilação … não dá! Para meu alívio (!?) descobri num site, que o objectivo (inicial) deste boneco não era ser usado por crianças. Na realidade é uma peça de arte, criada em 1995 por Zbigniew Libera.
 
 Sim, depois de ver as costas do boneco. Concordo. É arte … não se explica! Não tem explicação (que raio é isto!?).
Imagem retirada da Internet
 
 
 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Mulher ao volante perigo constante … Será?

Mito ou verdade? Nos últimos anos faço o mesmo percurso de autoestrada em diferentes dias da semana e a diferentes horas, pelo que já “recolhi” diferentes tipos de cromos ao volante. Aqui ficam alguns:
 
#1 All by myself  (Condutor que pensa que só ele anda na estrada)
Conduz na faixa do meio, quando não ocupa duas faixas ou passa da esquerda para a direita um cem número de vezes e sem motivo aparente.
 
#2 Condutores a realizar um casting para o filme “Velocidade Furiosa”
Ultrapassar todos os condutores é obrigatório! Prego a fundo aqui vou eu … quando aparece um carro pela frente “contorna” (pela esquerda ou pela direita) à tangente (para dar mais adrenalina). E … adora ver o efeito que produz nos outros condutores, quando se atravessa à sua frente. Piscas, limites de velocidade e cinto de segurança não existem, o carro apenas esta equipada com uma buzina à qual tem a mão pregada.
 
#3 Condutor ao ritmo da música
Abranda, acelera, abranda, acelera, abranda, acelera … trava afundo, em cima da saída da autoestrada e os piscas nunca são usados (estragam o beat da música!).
 
#4 Escritório sobre rodas
Fuma, fala ao telemóvel, esbraceja com as mãos dentro e fora do carro, leva o carro vinte vezes à berma para depois guinar novamente para a faixa e … porra (!) descobre que está atrasado e passa a fazer isto tudo a 200 km/h e na faixa rápida.
 
#5 Condutor 50
Tem uma dúvida existencial em relação ao limite de velocidade de 50 km/h. Não sabe se é o limite mínimo ou máximo de circulação na autoestrada, por isso opta por andar 40 km/h.
 
#6 Só pego no pópó ao fim-de-semana …. Calma!
Pois a classificação diz tudo. Só conhece três trajetos: de casa para o shopping, do shopping para casa e ao longo da marginal. Restantes trajetos são feitos a passo de caracol, não vá trocar o travão pelo acelerador.
 
#7 Condutor poupadinho
Não lava o carro por nada deste Mundo, porque pode estragar a pintura. Mudar o óleo. Nem pensar! A nuvem de fumo preto, que deixa para trás, é linda. Travar é toda uma experiência auditiva, uma vez que o carro trava em ferro (não há razão para mudar as pastilhas!).  
 
 
Imagem retirada da Internet
 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

“Bibó Puorto Carago” … a cidade que fala com os Bs todos


Não nasci no Porto, mas nos últimos sete anos da minha vida adoptei a cidade como a minha “segunda casa”. E como qualquer pessoa que muda de “casa” criei novos hábitos e habituei-me a um novo ambiente. Mas, o que ainda me continua a fascinar no Porto são os seus diferentes “sotaques”. Há a pronúncia do Norte tão aclamada, usada e vulgarizada por diversos humoristas e actores. E depois há a “verdadeira” pronúncia da Ribeira, da Sé, os pregões do Bolhão e as diferentes pronúncias que se espalham pelo concelho do Porto. É desta orquestra de sons que o “verdadeiro” Porto é feito. A todo este conjunto juntam-se as expressões típicas que, sem darmos por isso, rapidamente entram no nosso vocabulário. E para conhecer esta parte do Porto, este Porto, não chega “andar de cú tremido” pela cidade ou ir a um café e pedir um cimbalino ou um fino. Para conhecer este Porto é preciso não ser “morcom”, sair de casa, percorrer as ruas e ruelas, ver e ouvir quem “berga a mola” todos os dia. Eu gosto desta singularidade, desta raça e espontaneidade, que faz com que as palavras ganhem outra dimensão. São expressões que carregam com elas histórias da cidade e do seu passado. É cultura! É identidade! 

Imagem retirada do site da +WeBook Porto 

Fim-de-semana em alta … temperatura


Agora que, o sol resolveu dar o ar da sua graça é impossível ficar longe do mar! Este fim-de-semana foi de praia, mais praia e mais praia … e momentos de pura alarvidade. Pão com chouriço, bolo do caco, mar, sol, areia, gaivotas, jeropiga, gelados e a minha pessoa tiveram um fim-de-semana de partilha e convivo amigável. As fotografias ficam para recordar os momentos, enquanto as calorias continuam a festa nas minhas coxas. 

sábado, 12 de julho de 2014

Arrendar ruínas!?

Por diversas vezes passo à frente da Casa do relógio-de-sol na Avenida do Brasil (Porto) e de todas as vezes me interrogo como é que é possível uma casa com aquele valor arquitectónico estar abandonada, degradada … literalmente à espera de ir caindo aos bocados. Não sei precisar quando, mas numa das muitas vezes que estava parada nos semáforos, apercebi-me que a casa tinha uma placa de uma imobiliário. A lógica seria que a placa dissesse “Vende-se”, por isso não li. Finalmente, a casa teria um destino, seria alvo de obras e retomaria o seu esplendor de outrora.
 
Mas, para minha grande surpresa, na semana passada resolvi olhar uma segunda vez para a placa e ler o que realmente lá estava. A casa não se vende, pelo contrário arrenda-se, ou melhor, está arrendada. Sim! Na placa pode-se ler “ARRENDADO”. Agora, a questão é outra. Qual é o interesse de arrendar um imóvel que não é habitável? É verdade que, neste momento, o mercado de arrendamento é mais favorável. Mas. Quem é que pode estar interessado em arrendar uma casa em ruínas?
 

 
Na internet encontrei um artigo da revista Viva! que conta o passado da casa e que pode ser consultado AQUI. Também o blog Ruin'Arte  tem diversas fotografias do interior da casa.


 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

#4,5 Sugestão para o fim-de-semana … Baptismo de Mergulho

Num post anterior já tinha referido a praia fluvial das Rocas (Castanheira de Pêra) como uma sugestão de fim-de-semana. Para este fim-de-semana voltou a referir a mesma praia, uma vez que esta está a tornar possível a concretização de uma experiência ambicionada por muitos – mergulho. Os baptismos de mergulho começam este fim-de-semana e tem duração de cerca de 10 minutos por pessoa. Para quem estiver interessado pode consultar mais informação AQUI.
 
 

Porto: património, rio, francesinhas e vinho do porto


Para um fim-de-semana à grande e à francesa nada melhor do que visitar a cidade das francesinhas. Do alto dos 240 degraus da Torre dos Clérigos é impossível não ficar apaixonado pela visão fascinante sobre a cidade do Porto. Para quem não gosta de alturas, em vez de subir à Torre, pode apaixonar-se pela cidade visitando a Igreja dos Clérigos e a Antiga Cadeia da Relação (atual Centro Português de Fotografia), onde o escritor português Camilo Castelo Branco escreveu o romance Amor de Perdição. Antes de descer a Rua dos Clérigos, não pode faltar uma visita à Livraria Lello, cuja escadaria serviu de inspiração à escritora de Harry Potter. Já na Avenida dos Aliados, a fachada da Câmara Municipal merece um segundo olhar para depois se continuar o passeio até ao Mercado do Bolhão e Rua Santa Catarina, onde se encontra o famoso Café Majestic. Agora é hora de descer novamente, desta vez descemos a Rua 31 de Janeiro, até à Estação de São Bento que guarda no seu interior 20.000 azulejos que “contam” a história de Portugal, tradições e costumes portugueses. Duas opções: subir até à Sé ou descer a renovada Rua das Flores até à Ribeira. Para quem já está com a barriga a dar horas aconselha-se a segunda hipótese. Mas, para quem ainda está cheio de energia aconselha-se ir até à , ver os seus claustros, o Tesouro da Sé e do terreiro espreitar o Rio Douro. O esforço de chegar até aqui é despois recompensado com uma descida de funicular (funicular dos Guindais) ao longo da Muralha Fernandina até à Ribeira. Depois de tanto subir e descer, um cruzeiro no Rio Douro (cerca de 50 minutos) vem mesmo a calhar. Os barcos Rabelos, cuja origem está ligada aos barcos vikings, percorrem as 6 pontes que unem a cidade do Porto à cidade de Vila Nova de Gaia, onde se localizam as caves do Vinho do Porto. Depois do passeio ao longo do rio, uma visita à Casa do Infante (local onde terá nascido o Infante D. Henrique, impulsionador dos descobrimentos portugueses) para ficar a conhecer, através de maquete, o Porto da Idade Média. Para finalizar uma visita à Igreja Monumento de S. Francisco de Assis e às suas catacumbas. Mesmo ao lado encontra-se o Palácio da Bolsa, onde é possível visitar o salão Árabe, a sala dos retratos, sala das assembleias gerais, a sala dourada, a sala do presidente, sala do tribunal e a sala Museu Medina. Para quem tem disponível mais uns dias no Porto pode ainda passear num dos autocarros turísticos, visitar a Fundação de Serralves (Museu de Arte Contemporânea de Álvaro Siza Vieira, a Casa de Serralves e o parque), o Sea Life e passar a Ponte D. Luís I para uma visita às diversas Caves do Vinho do Porto.

Os mapas da cidade do Porto podem ser encontrados AQUI.   

#4 Sugestão para o fim-de-semana … Porto, Rock e Livros

“Bibó Puorto Carago” … é a sugestão para este fim-de-semana de temperaturas altas. O Mercado Bom Sucesso recebe o festival do livro “Ler é rockar”, onde é possível encontrar livros, autores, descontos e boa música. Com um tempo a pedir descanso e a companhia de um bom livro, o Mercado Bom Sucesso disponibiliza isto juntamente com uma diversificada oferta gourmet. E, como da Boavista até à Foz é um “saltinho”, depois de muito “abanar o capacete”, que tal juntar ao itinerário de fim-de-semana um fim de tarde na praia. Para quem ainda não conhece a cidade do Porto pode aproveitar também para visitar a cidade (no próximo post coloco algumas sugestões). 

Imagem retirada da Internet
 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Dia de Cão … gabarolas, lambe-botas e convencidos!

Todos nós temos um dia que parece feito de 48 horas, em vez das habituais 24 horas. Hoje tocou-me a mim. Começou cedo e ainda não acabou, porque continuo a pensar no que foi dito, feito e … no que ainda há para fazer. Mas, de todas as coisas que me passam pela cabeça, há uma que teima em ficar. Os gabarolas, lambe-botas e convencidos que tive de ver hoje a “meterem a pata na poça” (para não dizer o corpo todo, tal foi a asneirada!). “Eu fiz isto e mais aquilo! Esquece, tu não tens hipótese só com isso”. “O meu trabalho é extraordinário, até já me deram os parabéns”. “Estou certo, que o meu trabalho vai ser aceite, porque já falei com X, Y e Z”. Pois … não foram. Não foram extraordinários, nem elogiados e as palmadinhas recebidas nas costas antes da reunião de nada serviram. Na hora H, os “ratos” são sempre os primeiros a fugir do barco, quando este se está a afundar. Na hora H, quem diz “tem o meu apoio”, só apoia se isso significar ficar bem na “fotografia”. Hoje, quem fez realmente um bom trabalho é que recebeu os elogios. Os outros … os outros ainda agora não devem saber o que fizeram de mal, porque muito provavelmente toda a vida fizeram o mesmo. Gabaram-se, pavonearam-se e produziram o discurso mais eloquente possível (sem qualquer conteúdo) para disfarçar a falta de competência. Amanhã é um novo dia … 

terça-feira, 8 de julho de 2014

A loucura da lata … Coca-cola minha, coca-cola minha há alguma latinha!?

Ainda não vi filas de pessoas a olhar para as prateleiras do supermercado à procura do seu nome na lata da coca-cola. Mas já vi várias pessoas a “rodar” latas como se não fosse nada com elas. Roda uma, depois outra e por fim mais outra … e depois de constatar que a maioria tem o mesmo nome e que não encontram a lata desejada, lá seguem viagem com ar de desilusão. Mas até que ponto é importante o nome constar na lata da coca-cola? Será que é necessário criar um grupo de ajuda? Bem, grupo de ajuda não sei se há, mas rede de ajuda já existe no facebook (“Cola Zero - Rede de ajuda para encontrar a Coca Zero com seu nome”). Esta buscar pela lata (esperada pela marca) levou à criação de “eventos de personalização” espalhados um pouco por todo o país … Ok! E o que é preciso? Simples. Comprar uma lata de coca-cola clássica e em troca recebes um autocolante (no máximo 4 por pessoa) personalizado para colar à lata. Sou eu a única a achar ridícula esta obsessão pela lata da coca-cola com nome? Será motivo de preocupação não ter um nome “normal” ou pomposo o suficiente para ser digno da marca coca-cola? Eu cá adoro coca-cola, independentemente da lata ter ou não o meu nome!

Problema resolvido!